A plantação de um carvalho-negral e uma cerejeira-brava, na Praça João Paulo II, em Vila Pouca de Aguiar marcou, de forma simbólica, o início da 3.ª edição do Portugal de Lés-a-Lés Off Road, evento organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal este ano sob a égide da reflorestação sustentada dos concelhos mais fortemente flagelados pelos incêndios.

Apoio que, depois do início simbólico em terras transmontanas, será consubstanciado na distribuição de mais de 3000 árvores por alguns dos concelhos atravessados pelo original passeio mototurístico que privilegia os caminhos de terra batida em detrimento das estradas asfaltadas.

As árvores entregues ao presidente da edilidade aguiarense, Alberto Machado, foram plantadas pela ‘mão conhecedora’ do vereador do Ambiente e presidente da Associação Ambiental e Florestal Aguiarfloresta, Duarte Marques. Que aplaudiu a Campanha Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés, “ideia de sensibilizar as populações para recuperar as áreas ardidas” e para o fazer de forma respeitadora do ambiente, “de molde a que a floresta possa prestar um serviço de qualidade a toda a população, oferecendo paisagens mais agradáveis, sombras e ar mais puro e agradável, criando condições para revitalização da fauna e atá para gerar água fresca.” Plantação simbólica que foi “o início de uma iniciativa que terá expressão maior na altura própria, com a plantação de mais árvores autóctones” que, a pouco e pouco, espera-se que recuperem terreno às espécies introduzidas.

Ato acompanhado de perto pelo presidente da Federação de Motociclismo de Portugal, Manuel Marinheiro, que, depois de meter as mãos à terra, recordou o compromisso assumido de ajudar na recuperação das florestas portuguesas, algo que só será possível com o envolvimento de todos. Ideia reforçada com a noção de que “é preciso que todos pensem na floresta, na preservação da paisagem e do meio ambiente, preocupação que os motociclistas, de forma geral, revelam ao longo de todo o ano, quer nos eventos mototurísticos, como o Portugal de Lés-a-Lés, quer nas provas de enduro e todo-o-terreno.” Cumprimento de “importante papel social” que o responsável da FMP espera “vir a ganhar âmbito mais alargado através da cooperação com as autarquias e bombeiros, aproveitando as centenas de amantes do todo-o-terreno que, praticamente durante todos os dias da semana, andam pelos montes, sendo fundamentais no alerta em início de incêndios como na ajuda de mobilidade aos locais de mais difícil acesso.”

Plantação que foi primeiro passo em iniciativa repetida no jantar de abertura do 3.º Portugal de Lés-a-Lés, com entrega de um castanheiro e um carvalho-negral ao presidente da Câmara Municipal de Boticas, Fernando Queiroga, e que terá seguimento em outros seis concelhos atravessados pelos cerca de 250 mototuristas, imbuídos de forte sentimento ambiental e sem qualquer preocupação competitiva. Belmonte, Covilhã, Góis, Pedrógão Grande, Mação e Silves serão, assim, paragens mais significativas de evento que, até sábado, levará heterogénea caravana rumo Lagoa, em passeio que liga as duas extremidades do mapa nacional, com paragem em Belmonte e Arraiolos. Sempre que possível através de caminhos de terra batida, na descoberta do desconhecido património paisagístico e natural de Portugal.

Evento que foi, hoje, quinta-feira, para a ‘estrada’ às 7 horas da manhã, com uma etapa de 219 quilómetros, sem obstáculos de difícil transposição ou demasiadas exigências de condução, aberto a motos ‘trail’ de todas as dimensões e cilindradas, marcas e modelos, incluindo as duas Vespa 125 que viajaram de Espanha para a grande aventura.

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