A aquisição por parte da Mercedes-AMG de 25% da MV Agusta em Novembro passado poderia fazer antever que a a marca automóvel alemã tinha dado apenas um primeiro passo no mundo das duas rodas, e que em breve reforçaria a sua posição. Isso poderia colocá-la em pé de igualdade com as suas principais rivais em termos de ingresso nas duas rodas – o Grupo VW, através da Audi, adquiriu a Ducati, e a BMW tem sido muito bem sucedida com a sua divisão Motorrad -, mas o presidente da Mercedes revelou esta semana que a empresa não tem qualquer intenção de aumentar a sua quota na marca italiana. Dieter Zetsche falou do assunto aos jornalistas por ocasião do Auto Show de Detroit, que decorre neste momento na cidade americana.

A Mercedes já tinha tentado a entrada nas duas rodas com uma parceria comercial com a Ducati, que terminou quando a empresa de Bolonha foi adquirida pela Audi. Por isso a Mercedes quis agora fazer as coisas de modo diferente, para não repetir o erro: «No sector das duas rodas há uns anos iniciámos uma parceria de cross marketing com a Ducati que parecia muito prometedora, mas depois a empresa foi adquirida pela Audi, e essa colaboração terminou. Agora temos uma parceria com a MV Agusta, uma marca de prestígio. Também neste caso tenhamos também um estratégia de cross-branding entre a AMG e a MV Agusta e pensamos que as duas marcas são complementares», refere o CEO alemão, que explica porque adquiriu parte da marca italiana, e que não tenciona reforçar essa posição: «Para evitar o que sucedeu com a Ducati, adquirimos uma quota, mas não temos qualquer intenção de aumentá-la ou produzir motos. Isso a MV Agusta faz melhor do que nós».

Com a aquisição da quota de 25% levada a cabo no ano passado, a Mercedes-AMG garantiu um assento no conselho de administração da MV Agusta, liderada por Giovani Castiglioni, que graças a esta operação e a um empréstimo conseguido recentemente de 15 milhões de euros, parece ter agora a liquidez necessária para se concentrar em continuar a trabalhar em novos modelos e em expandir-se para novos mercados.

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