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4D Imaging Radar – A tecnologia de radar desenvolvida pelo Piaggio Fast Forward

O grupo Piaggio recorre à tecnologia 4D Imaging Radar para ajudar os motociclistas. E já é usada na MP3 e na Moto Guzzi Stelvio.

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Desenvolvida pela divisão de robótica Piaggio Fast Forward, fundada em 2015 pelo grupo italiano na cidade americana de Boston, a inovadora tecnologia 4D Imaging Radar está agora a ser ativamente introduzida na gama de modelos que integram as diversas marcas do grupo Piaggio.

Este sistema de radar é a mais recente e evoluída tecnologia de segurança adaptada ao mundo das duas rodas, e que tem como principal objetivo ajudar os motociclistas as desfrutarem das suas motos usufruindo de algumas ajudas eletrónicas ao nível da condução, mas também com influência no conforto.

Os especialistas em robótica que trabalham no Piaggio Fast Forward têm vindo a desenvolver o a tecnologia 4D Imaging Radar. O radar, ou melhor, os radares, pois são até dois por moto, um à frente e outro atrás, tem a capacidade de identificar com extrema precisão os possíveis perigos para os motociclistas, e da avaliação resultado do processamento dos dados por intermédio de algoritmos avançados, são emitidos diversos tipos de alertas.

Os radares incluídos no 4D Imaging Radar têm a capacidade para monitorizar em tempo real todo o espaço em redor da moto: à frente, atrás e também lateralmente. Caso seja detetado algum perigo, o condutor será avisado por meio de alertas visuais, quer no painel de instrumentos, quer nos espelhos retrovisores. Mas o sistema inclui também alertas sonoros.

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4d imaging radar

A Piaggio optou por utilizar radares em vez de câmaras pois considera-os mais fiáveis do ponto de vista da deteção de objetos.

Os especialistas em robótica, depois de inúmeros testes, chegaram à conclusão que as câmaras podem ser mais facilmente afetadas, por exemplo, pelas condições climatéricas. O que causa dificuldades para garantir que as ajudas à condução da moto são realmente eficazes.

O QUE ESTÁ INCLUÍDO NO 4D IMAGING RADAR DA PIAGGIO

Embora este tipo de tecnologia de radar seja já utilizada no mundo dos automóveis há algum tempo, a verdade é que a sua aplicação ao mundo das duas rodas, por serem veículos com uma dinâmica muito específica, nomeadamente a inclinação em curva, requer um período de desenvolvimento bastante alargado.

O Piaggio Fast Forward demorou então alguns anos para chegar ao que considera a ‘parametrização ideal’, e agora a tecnologia 4D Imaging Radar está já a ser usada nos modelos MP3 e Stelvio.

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O sistema de radares foi introduzido inicialmente na scooter de três rodas Piaggio MP3 530 hpe Exclusive, uma versão denominada de ARAS – Advanced Rider Assistance Systems, sendo que mais recentemente a primeira moto de maior cilindrada a incluir a possibilidade de estar equipada com a tecnologia 4D Imaging Radar foi a Moto Guzzi Stelvio, denominada de PFF no caso da trail.

O sistema inclui dois radares posicionados à frente e atrás na moto, próximos das óticas dianteiras ou luz de travão na traseira. As vantagens em comparação com a utilização de um sistema de ajudas à condução mais convencional com tecnologia de radar ultrassónico, é que no caso do 4D Imaging Radar da Piaggio é possível ‘mapear’ uma área significativamente maior em torno da moto, e manter a fiabilidade dos dados recolhidos mesmo com condições ambientais ou de luminosidade adversas.

Os modelos equipados com esta nova tecnologia do grupo italiano passam a usufruir de ajudas à condução específicas.

Entre elas encontramos o Aviso de Colisão Frontal, a Deteção de Ângulo Morto e o Assistente à Mudança de Faixa, e ainda o Cruise Control Adaptativo que ajusta automaticamente a velocidade da moto de acordo com a velocidade do veículo imediatamente à sua frente.

Jean-Claude Coutant, co-fundador da divisão de robótica Piaggio Fast Forward, destaca que “O sensor frontal prevê colisões com veículos à frente da moto, enquanto o sensor traseiro prevê colisões quando se muda de faixa ou se um veículo estiver no seu ponto cego ou numa faixa adjacente. O software mapeia um corredor muito específico por onde a moto passa. Se houver veículos a movimentar-se na periferia do corredor, não acontece nada. Podemos identificar se um objetivo é estático ou está em movimento. Utilizando o nosso algoritmo, conseguimos prever colisões e monitorizamos os perigos em tempo real”.

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