Quando a Honda apresentou o sistema de embraiagem automática E-Clutch, muitos consideraram tratar-se de uma tecnologia reservada aos grandes fabricantes japoneses durante vários anos.
Mas tudo indica que esse cenário poderá mudar mais depressa do que o esperado.
Está para breve a chegada, na segunda metade de 2026, à Europa, de uma nova cruiser da Benda, a Rock 707, equipada com um sistema semelhante ao E-Clutch, o BEC MK-II, permitindo arrancar, parar e mudar de relação de caixa sem necessidade de utilizar a embraiagem.
O que é o E-Clutch?
Ao contrário das transmissões automáticas tradicionais, o E-Clutch mantém a caixa manual convencional.

A diferença está na gestão eletrónica da embraiagem.
O motociclista continua a utilizar o seletor de mudanças normalmente, mas deixa de ser necessário acionar a manete da embraiagem.
O resultado é uma condução mais simples, confortável e acessível para novos utilizadores.
Democratização da tecnologia
O aparecimento desta solução numa marca chinesa é um sinal importante. Durante muitos anos, os fabricantes chineses foram vistos como seguidores tecnológicos.
Hoje o cenário mudou radicalmente.
Marcas como CFMoto, QJ Motor, Zontes, Kove ou Benda estão a investir fortemente em engenharia própria e começam a incorporar tecnologias avançadas em segmentos mais acessíveis.

As cruisers podem ser o terreno ideal
A futura versão da Chinchilla 500 deverá também vir equipada com este sistema e poderá beneficiar especialmente do perfil dos utilizadores cruiser.
Conforto, facilidade de utilização e condução descontraída são características muito valorizadas neste segmento.
Uma transmissão semiautomática poderá tornar estas motos ainda mais apelativas para novos motociclistas ou utilizadores urbanos.
O futuro será automático?
Tudo indica que sim.
Honda já aposta no E-Clutch, Yamaha continua a desenvolver sistemas automatizados, BMW investe em soluções semelhantes, tal como a KTM e a Triumph trabalha atualmente em novas tecnologias de assistência à transmissão.
Agora, também a China parece pronta para entrar neste jogo.
A próxima geração de motos poderá muito bem transformar a embraiagem tradicional numa peça cada vez menos utilizada.

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