A Honda reconhece que todas as atividades enquanto fabricante de motos geram algum tipo de impacto ambiental no nosso planeta Terra. Porém, a marca japonesa, o maior fabricante mundial de motos, procura reduzir a pegada ambiental das suas atividades com a criação de uma série de medidas, mas também com a utilização de novos tipos de materiais como o Durabio.
Em combinação com um conjunto de iniciativas denominadas “Triple Action to Zero”, que incluem iniciativas que visam a neutralidade carbónica, uso de energia limpa, ou ainda a circulação de recursos, a Honda confirma que a aposta no fabrico das suas motos será cada vez mais na utilização de materiais mais amigos do ambiente como é o caso do Durabio.
O Durabio é um plástico de engenharia de base biológica desenvolvido pela Mitsubishi Chemical Group (MCG Group). Este material já está presente em vários modelos Honda, com mais aplicações previstas no futuro.
Este material derivado de Isosorbide é um material inovador, de origem vegetal, produzido a partir de fontes renováveis como milho e trigo não comestíveis. Através de um processo de refinação exclusivo, os amidos naturais do milho são convertidos em glicose, depois em sorbitol e finalmente em isosorbide — um composto de alto desempenho com uma ampla gama de utilizações, capaz de substituir produtos químicos tradicionais à base de petróleo.

Ao contrário dos plásticos concebidos por recurso a engenharia convencional, o Durabio oferece uma combinação especial de clareza ótica, resistência e durabilidade da superfície.
A sua capacidade de proporcionar maior transparência e expressão às cores vivas permite à Honda criar estéticas sofisticadas sem necessidade de pintura, eliminando uma etapa completa do processo de produção.
Para além de garantir um acabamento elegante e brilhante, o Durabio apresenta ainda outras propriedades que o tornam num material ainda mais apelativo para uma aplicação em motos. Falamos da sua elevada resistência a riscos, resistência às forças causadas por impactos e estabilidade UV a longo prazo.
Estas características ou propriedades tornam o Durabio ideal para aplicações de alto desempenho, como componentes de motos.

Durabio – Estreou na CRF1100 Africa Twin e agora já é usado em 6 modelos Honda
A Honda introduziu pela primeira vez o Durabio no para-brisas da família CRF1100L Africa Twin, lançada em março de 2024 – veja aqui o vídeo do nosso teste a este modelo . Este marco histórico representou o primeiro para-brisas de moto no mundo fabricado com plástico de engenharia de base biológica, de acordo com a marca japonesa.
Depois a sua utilização foi rapidamente aplicada a outros modelos como a X-ADV, que passou a utilizar Durabio tanto na cobertura inferior como no para-brisas. Ao mesmo tempo, foi incorporado na cobertura central do guiador e na carenagem frontal lateral da Forza 750, integrando-se perfeitamente graças ao acabamento de alta qualidade – veja aqui o vídeo do teste a estes dois modelos .
Seguiu-se a NT1100 – veja aqui o vídeo do teste a este modelo, que, com a atualização de 2025, ganhou uma carenagem frontal redesenhada, parcialmente feita de Durabio, enquanto a gama atual foi completada com a NC750X – veja aqui o vídeo do teste a este modelo , que adotou o material para a carenagem central, cobertura lateral, carenagem traseira e para-brisas.
A NC750X marcou outro passo na aplicação do Durabio na Honda, tornando-se a primeira moto a utilizar Durabio colorido na estrutura, nas opções Earth Black e Earth Ivy Ash Green.
Por fim temos a nova CB1000GT, apresentada na EICMA de 2025 e sobre a qual pode clicar aqui para saber todos os detalhes e desfrutar de todas as fotos . É o modelo mais recente a incluir um componente em Durabio, com o seu para-brisas fabricado neste material. Na Revista Motojornal #1589 de dezembro teremos o teste completo à nova CB1000GT!

Outras estratégias ambientais da Honda
Embora o Durabio seja uma abordagem para reduzir conscientemente o consumo de plásticos no fabrico de motos, a Honda tem implementado várias outras estratégias para se afastar da utilização de matérias-primas virgens.
Os para-brisas reciclados de automóveis têm sido usados há muito tempo na divisão automóvel para peças não estruturais, como coberturas inferiores e grelhas, mas graças à otimização do design, o material, que anteriormente se demonstrou ser de difícil aplicação em motos, foi utilizado pela primeira vez na caixa de arrumação, disponível no lugar do depósito, da NC750X de 2025 e da X-ADV, enquanto a Forza 750 de 2025 conta com este material na base do assento.
Como parte da expansão do uso de resinas recicladas, a marca começou a utilizar polipropileno (PP) reciclado de pré-consumo. Estes materiais são derivados de resíduos gerados durante os processos de fabrico e moldagem de componentes automóveis e eletrodomésticos, que são triturados, compostos, transformados em pellets e reutilizados.
Como o PP possui propriedades conhecidas, pode ser ajustado para ter as mesmas características físicas do material virgem, evitando também o risco de contaminação com substâncias químicas regulamentadas.

A X-ADV e a Forza 750 lideram a aplicação deste tipo de material reciclado, sendo que cada uma conta com mais de 15 peças feitas a partir deste material, enquanto a CB1000F, mais uma das grandes novidades da Honda para 2026 que pode descobrir clicando aqui , é o modelo mais recente a juntar-se à lista, com o guarda-lamas traseiro e o painel inferior do assento fabricados em PP reciclado.
Desta forma, com o recurso a materiais como o Durabio ou o PP, a Honda, para além de continuar a mostrar uma capacidade incrível na procura por utilização de novos materiais, mostrar a sua capacidade de inovação e tecnologias, continua a dar passos firmes rumo à neutralidade carbónica.
A marca japonesa já confirmou que o objetivo de atingir a neutralidade carbónica até 2050 será, na realidade, atingido muito antes desse prazo limite. Uma redução que foi conseguida também graças à utilização dos materiais inovadores e mais amigos do ambiente.
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