O paddock do MotoGP continua a recuperar do enorme choque provocado pelo acidente de Álex Márquez no GP da Catalunha, com a confirmação oficial de que o piloto espanhol irá falhar as próximas duas rondas do campeonato do mundo.
O piloto da Gresini Ducati sofreu fraturas na vértebra C7 e na clavícula direita depois do violentíssimo incidente ocorrido em Barcelona, numa corrida que acabou marcada por duas bandeiras vermelhas e vários acidentes graves.
A confirmação da ausência de Márquez nos GPs de Itália, em Mugello, e da Hungria, em Balaton Park, foi confirmada pela própria Gresini Racing.
Acidente violento na Catalunha
O acidente aconteceu após um ligeiro toque com Pedro Acosta, numa situação que rapidamente se transformou num dos acidentes mais violentos dos últimos anos no MotoGP. A Ducati do espanhol ficou completamente destruída depois de embater violentamente e espalhar destroços pela pista, obrigando a direção de corrida a interromper imediatamente a prova.

Apesar da enorme violência do impacto, Álex Márquez manteve-se consciente e foi rapidamente transportado ao hospital, onde acabou submetido a uma intervenção cirúrgica à clavícula. A equipa confirmou posteriormente também uma fratura vertebral sem complicações neurológicas.
A ausência do espanhol representa um duro golpe para a Gresini Racing e para o próprio campeonato, numa altura em que Márquez ocupava uma posição importante no top 10 do Mundial e procurava consolidar a boa forma demonstrada nas primeiras rondas da temporada.
Mugello será uma corrida “estranha”, já que pela primeira vez desde 2012 que um dos irmãos Márquez não estará presente à partida de um Grande Prémio, isto porque Marc ainda recupera do seu acidente e dupla cirurgia que foi submetido depois da queda em Le Mans e prefere regressar apenas quando estiver em plenas condições.
Mas para além do impacto desportivo, o acidente reacendeu uma discussão intensa sobre segurança no MotoGP moderno. Vários pilotos criticaram duramente a gestão da corrida catalã, sobretudo a decisão de realizar múltiplos recomeços depois de acidentes graves e de vários pilotos terem sido transportados ao hospital.
Um GP sem nenhum Márquez em pista
Mugello será uma corrida “estranha”, já que pela primeira vez desde 2012 que um dos irmãos Márquez não estará presente à partida de um Grande Prémio!
Isto porque Marc ainda recupera do seu acidente e dupla cirurgia que foi submetido depois da queda em Le Mans e prefere regressar apenas quando estiver em plenas condições, eventualmente no Grande Prémio da Hungria em junho.

Duras críticas de muitas vozes
A polémica ganhou ainda maior dimensão depois de nomes como Valentino Rossi, Pecco Bagnaia ou Fabio Di Giannantonio admitirem publicamente preocupações relativamente ao nível de risco atual das MotoGP, especialmente devido à aerodinâmica extrema, às velocidades atingidas e ao comportamento das motos em grupo.
O tema continua a dominar as redes sociais e os meios especializados internacionais, colocando novamente pressão sobre a Dorna e sobre a Comissão de Segurança do MotoGP para possíveis alterações regulamentares futuras.
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