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Alpinestars S-R7: novo capacete desportivo pesa 1.390 g e traz tecnologia herdada da competição

O novo Alpinestars S-R7 combina carbono, aramida e fibra de vidro, pesa 1.390 g e chega a Portugal em setembro por 499,95 euros.

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A Alpinestars continua a reforçar a sua presença num dos segmentos mais importantes do equipamento de proteção para motociclistas. Depois de décadas associada a fatos, botas, luvas e sistemas de airbag utilizados ao mais alto nível da competição, a marca italiana tem vindo a aplicar esse conhecimento também aos seus capacetes.

O novo Alpinestars S-R7 é precisamente mais um passo nessa estratégia. Trata-se de um integral de orientação desportiva, desenvolvido para funcionar tanto em circuito como em estrada, procurando colocar num mesmo produto três características nem sempre fáceis de conciliar: proteção, baixo peso e conforto. E os números começam por chamar a atenção: 1.390 gramas no tamanho M.

Carbono, aramida e fibra de vidro na mesma calota

Em vez de recorrer exclusivamente ao carbono, a Alpinestars desenvolveu para o S-R7 uma construção pre-preg multicomposta, combinando carbono, fibra de aramida e fibra de vidro com resina epóxi.

A escolha de diferentes fibras permite explorar as propriedades específicas de cada material, procurando obter elevada resistência estrutural, resistência à penetração e uma dissipação eficaz da energia resultante de um impacto.

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Alpinestars S-R7

A técnica pre-preg significa que as fibras utilizadas na construção são previamente impregnadas com uma quantidade controlada de resina, permitindo maior consistência na produção do compósito. O resultado anunciado pela Alpinestars é uma relação particularmente interessante entre resistência e peso, ajudando o S-R7 a ficar abaixo da barreira dos 1,4 kg no tamanho M.

Tecnologia PLASMA protege a zona das clavículas

Uma das soluções mais interessantes encontra-se numa área que normalmente não associamos diretamente à proteção proporcionada por um capacete. O S-R7 incorpora zonas PLASMA junto às clavículas, desenvolvidas para absorver energia e procurar reduzir a possibilidade de lesões quando o capacete entra em contacto com esta região durante uma queda ou deslizamento.

No interior encontramos igualmente uma estrutura EPS específica para cada tamanho. E não estamos perante uma simples camada uniforme de material.

A Alpinestars utiliza sete zonas compostas por seis densidades diferentes de EPS, procurando controlar a forma como a energia é absorvida e distribuída durante diferentes tipos de impacto.

Atenção especial aos impactos rotacionais

A proteção de um capacete moderno já não é avaliada apenas pela forma como responde a um impacto frontal ou perpendicular. Num acidente real, a cabeça pode atingir o solo num determinado ângulo, provocando movimentos de rotação potencialmente prejudiciais.

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Alpinestars S-R7

Por isso, o S-R7 utiliza um plano de deslizamento de baixo atrito, criado através de um revestimento patenteado aplicado ao EPS. A solução foi concebida para permitir um determinado movimento relativo e, dessa forma, reduzir a aceleração rotacional resultante dos impactos oblíquos.

Segundo os dados divulgados pela Alpinestars, esta tecnologia consegue superar em 80% o requisito da homologação ECE 22.06 relativo à Peak Rotational Acceleration. É uma afirmação particularmente relevante num capacete desta categoria, embora deva ser entendida como um valor divulgado pelo próprio fabricante.

220 graus de visão periférica

Num capacete desportivo, enxergar aquilo que acontece à nossa volta é tão importante como a aerodinâmica. O S-R7 oferece um campo de visão periférico anunciado de 220 graus e 57 graus na vertical, conseguido através do desenho da abertura da viseira e do posicionamento previsto para o motociclista.

Esta última dimensão ganha especial importância em circuito, quando o piloto assume uma posição muito inclinada para a frente e necessita de olhar através da parte superior da viseira.

A própria viseira cumpre os requisitos ECE 22.06 Optical Class 1 e recebe tratamento antirriscos nas duas faces. Está ainda preparada para receber uma lente Pinlock 120XLT 100% Max Vision, enquanto o sistema de desmontagem rápida permite retirar a viseira sem ferramentas.

A-Head permite ajustar a posição do capacete

Outra particularidade do novo Alpinestars encontra-se no sistema patenteado A-Head. Esta solução permite ao utilizador ajustar a altura e o ângulo de posicionamento do capacete, procurando adaptar a estrutura de proteção à cabeça e à posição de condução.

É uma abordagem particularmente interessante para um capacete destinado simultaneamente à estrada e à pista, pois a posição de um motociclista numa desportiva em circuito pode ser bastante diferente daquela assumida durante uma utilização quotidiana.

As almofadas das bochechas contam ainda com Emergency Release System (ERS), permitindo uma remoção mais controlada do capacete por equipas de emergência após um acidente.

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Spoiler e winglets não estão ali apenas para decoração

Visualmente, o S-R7 não esconde a inspiração Racing. O desenho exterior integra um spoiler traseiro e winglets laterais, mas estes elementos não foram introduzidos apenas para dar ao capacete uma aparência mais agressiva.

A Alpinestars afirma ter trabalhado a aerodinâmica para aumentar a estabilidade e eficiência do capacete a velocidades elevadas, reduzindo os movimentos indesejados provocados pelo fluxo de ar.

É precisamente neste domínio que o conhecimento adquirido em competição pode assumir particular importância. Um capacete relativamente leve é interessante, mas torna-se ainda mais relevante se conseguir simultaneamente reduzir as forças aerodinâmicas exercidas sobre a cabeça e o pescoço quando a velocidade aumenta.

Dez entradas e saídas para controlar a temperatura

Naturalmente, um capacete integral desportivo precisa também de respirar. O S-R7 utiliza um sistema composto por dez pontos de ventilação: seis entradas e quatro saídas de ar.

As entradas superiores conduzem o fluxo através de três canais internos, enquanto os canais localizados na zona do queixo encaminham ar para o interior e para a área da viseira. Na traseira, os extratores ajudam a retirar o ar quente e húmido acumulado no interior. É uma arquitetura pensada não apenas para os dias quentes em estrada, mas também para a exigência física de uma sessão em circuito.

Alpinestars S-R7 chega a Portugal em setembro

E há uma boa notícia para os motociclistas portugueses interessados neste novo integral: não será necessário esperar muito. O Alpinestars S-R7 estará disponível em Portugal a partir de meados de setembro de 2026, através da rede de pontos de venda autorizados da marca, ou pode contactar diretamente o importador nacional, Grupo Multimoto, através do email acessorios@multimoto.pt.

O PRVP está definido nos 499,95 euros, com IVA incluído.

É um posicionamento interessante para um capacete que oferece construção multicomposta pre-preg, homologação segundo a atual ECE 22.06 e várias tecnologias desenvolvidas a partir da experiência da marca no universo Racing.

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