Através do GTRS, o fabricante português de capacetes lançou-se no exigente segmento dos capacetes super-desportivos, através de duas versões, uma, totalmente em carbono e outra, aqui em análise, fabricado com recurso a três compósitos.

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O GTRS 3C é fabricado em carbono, Kevlar e aramid, com peso dentro dos padrões do segmento (cerca de 1300g) e um design moderno, atractivo e agressivo. Em termos de aspecto e acabamentos, este modelo lusitano está mesmo ao nível do que de melhor se fabrica a nível internacional. Os acabamentos são cuidados e o sistema de mudança de viseira muito simples e prático (basta pressionar os botões nas laterais da viseira, para retirar a mesma). O interior é desmontável e lavável e vem equipado com fitas laterais de emergência, que em caso de acidente, basta puxar as fitas para retirar as almofadas laterais.

Depois de utilizarmos o GTRS 3C um dia inteiro, ficámos surpreendidos pela positiva com o comportamento geral deste CMS. No entanto, há alguns aspectos que podem ser melhorados, mas nenhum deles implica uma menor eficiência deste tri-compósito. São até mais questões de gosto pessoal, do que propriamente detalhes de fabrico. Assim sendo, este é um daqueles modelos que não pode ser comprado sem se experimentar. Dizemos isto porque na redacção, o tamanho que utilizamos é o M, que neste caso não nos entrava na cabeça. Assim, tivemos que trocar por um L, que nos fica ligeiramente largo. Nada de mais! Notámos também que o espaço destinado ao encaixe da orelha esquerda não bate certo, notando-se uma ligeira pressão da almofada na orelha. Também este aspecto, não revela desconforto.

Ainda no interior, no topo da cabeça, seria bem-vinda uma almofada com maior expessura, para evitar o afundamento do capacete na nossa cabeça. O Dvestirv assemelha-se muito aos modelos de uma marca de topo japonesa, que eu pessoalmente não gosto. Não gosto porque ao afundar na cabeça, ficamos a ver a parte superior do mesmo, principalmente quando adoptamos uma postura de condução mais desportiva, deitados sobre o depósito de combustível. No entanto, o campo de visão é bastante alargado e a viseira não apresenta qualquer deformação na visão. Os canais de entrada de ar, podem ser igualmente melhorados, tornando-se mais amplos permitindo a entrada de um maior volume de ar. Na parte traseira, temos quatro extractores de ar, que cumprem a sua missão! Desenvolvido e testado em túnel de vento, no cenário real nota-se algum ruído, proveniente da deslocação do ar, no seu interior. A pensar numa utilização diária em cidade, a CMS integrou algumas zonas reflectoras, aumentando a nossa segurança passiva, perante os automóveis.

O fecho em duplo D é seguro e prático, está disponível em diversas conjugações gráficas e nos tamanhos entre o XS e o XXL e possui um PVP de 299 euros.

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