Com a caravana da Africa Eco Race a prosseguir caminho rumo ao sul, a 3ª Etapa desta 17º edição da prova que arrancou em Marrocos passa pela Mauritânia e terminará no Senegal, cumpriu com o que estava prometido, levando pilotos e motos ao seu limite num percurso com uma especial dura de 440 km e onde António Maio aproveitou para evoluir na classificação.
A 3ª Etapa da Africa Eco Race ligou Tagounite a Assa, com trilhos sinuosos, areia, uma passagem pelas dunas de Chegaga e pelas vastas planícies do Lago Iriki.
Num dia que teve como vencedor Thomas Marini (Husqvarna 450 Rally), o que lhe permite também assumir a liderança da prova à Geral e ainda entre as motos de 450 cc, vimos António Maio terminar com o 9º melhor tempo à Geral e a ser o 7º melhor entre as motos com mais de 650 cc.
Perdeu hoje pouco mais de 23 minutos para Thomas Marini. Um resultado que coloca o português com o dorsal #109 aos comandos de uma Yamaha Ténéré 700 a subir na classificação Geral, onde ocupa, após a 3ª Etapa, a 8ª posição, a 38m04s do novo líder da Africa Eco Race que, como referimos, é agora Thomas Marini.

Mesmo tendo em conta a subida na classificação, António Maio confessa que nem tudo correu bem nesta etapa, não escondendo que o dia colocou à prova a sua condição física pois o percurso desenhado pela organização colocou bastante dificuldades devido ao piso e locais de passagem:
“Isto hoje foi já uma etapa a sério. Foram 440 quilómetros de especial. Nos primeiros 50 quilómetros perdi algum tempo com um erro de navegação, mas depois encontrei um ritmo bom. Após o reabastecimento deixei a moto cair quando estava parado na areia num rio. Levantar a moto foi mesmo muito difícil. Foi duro. Tive de escavar dois buracos. Um na roda da frente e outro na de trás. Lá a consegui endireitar, mas perdi muitos minutos. Depois disso consegui entrar num ritmo um bocado melhor que o de ontem, mas a moto quando está cheia de gasolina é muito pesada e aí tenho de adaptar um bocadinho a condução. Quando está com menos gasolina torna-se mais divertida e rápida. Foi uma etapa dura, trabalhosa, muita pedra, tivemos 20 quilómetros de dunas e de resto tudo bem”.
Recordamos que o piloto português, heptacampeão nacional de TT, está a fazer a sua estreia na Africa Eco Race e integra a equipa Yamaha Rally Team.
A 4ª Etapa liga Assa a Khnifiss num total de 488 quilómetros, dos quais 483 serão cronometrados. Um quarto dia em que a paisagem se transforma, a caminho do Atlântico, através de um percurso variado com trilhos em constantes mudanças de ritmo e uma grande surpresa prometida pela organização para o final da etapa.
Leia também – Resultados da 2ª Etapa
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