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Bajaj inaugura oficialmente a ‘flagship store’ no coração de Lisboa e revela as Pulsar N125 e scooter elétrica Chetak

Está oficialmente inaugurada a ‘flagship store’ da Bajaj em Lisboa. O primeiro passo na implementação da marca em Portugal.

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Pese embora a Bajaj já esteja a trabalhar em Portugal desde os últimos meses do ano passado, a verdade é que apenas esta semana, mais precisamente no dia 11 de março, é que a marca indiana inaugurou oficialmente a sua primeira ‘flagship store’, um espaço para conhecer toda a gama e que se localiza bem no coração da cidade de Lisboa.

Num evento que reuniu imprensa especializada e convidados ilustres como o Embaixador da Índia em Portugal, Puneet Roy Kundal, ou ainda Johannes Woehrle, CEO do Grupo UMA na Europa, empresa colombiana que tem a representação da Bajaj no nosso País, coube a Vasco Ferreira, Diretor de Vendas da marca em Portugal, fazer as honras da ocasião especial e dar as boas-vindas à nova ‘flagship store’.

Foi, no entanto, Johannes Woehrle que fez questão de explicar de uma forma geral como é que o Grupo UMA planeia implementar a sua presença no 13º País.

Para o representante máximo da empresa colombiana na Europa, o ponto mais importante a destacar é que “Somos internacionais. Mas atuamos sempre de forma local”. Isto significa que a forma de atuar da Bajaj em Portugal irá ter em conta as especificidades do nosso mercado, mesmo tendo uma estratégia global que representa os interesses de uma marca que produz e vende anualmente muitos milhões de motos e tem ainda acordos de parceria com marcas como a Triumph.

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A promessa de Johannes é de que a marca estará sempre próxima dos concessionários e também dos clientes.

Esse é considerado um dos pontos fundamentais para criar uma boa presença entre a comunidade das duas rodas no nosso País e assim criar uma relação de confiança que permita que os motociclistas que adquiram uma moto da Bajaj sintam uma relação de proximidade afetiva com a marca.

A ‘flagship store’ é em si um conceito bastante diferenciado do que estamos habituados.

Localizado numa zona absolutamente ‘premium’ no coração de Lisboa, junto à Fundação Calouste Gulbenkian, na Avenida de Berna 56C, este espaço será exclusivamente dedicado à exposição da gama indiana. Será aqui que os motociclistas podem ver ao vivo os modelos Pulsar e Dominar, obter todas as informações técnicas e respetivos preços.

Toda a parte operacional e de manutenção das motos será realizada na oficina localizada na Calçada da Boa Hora 86 A e B, 1300-096 Lisboa.

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Gama Bajaj reforçada com a Pulsar N125 e a Chetak

Conforme a Revista Motojornal já aqui tinha adiantado quando a marca indiana iniciou atividade em Portugal no final de 2025, a gama atual e disponível numa primeira fase era composta por três modelos: Pulsar NS125, Pulsar NS400 e ainda a Dominar 400. Todas com garantia de fábrica de 5 anos.

Agora, por ocasião da inauguração oficial da ‘flagship store’ em Lisboa, a Bajaj anuncia oficialmente mais dois modelos que irão reforçar a gama.

A Pulsar N125 é uma naked de 125 cc com um motor capaz de gerar 12 cv e 11 Nm. Com um estilo desportivo e imagem irreverente, esta variante da Pulsar ‘oitavo de litro’ conta com painel de instrumentos digital, forquilha telescópica e monoamortecedor, bem como uma valiosa porta USB posicionada junto ao painel de instrumentos para carregar dispositivos móveis.

O preço desta Pulsar N125 ainda não foi confirmado neste dia em que a naked fez a sua estreia em Portugal. Sabemos, no entanto, que a sua chegada ao nosso País está para breve, aumentando a gama da Bajaj para quatro modelos.

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E também em estreia absoluta, mas neste caso não apenas em Portugal como também na Europa, tivemos a oportunidade de ficar a conhecer em primeira mão a nova scooter elétrica, a Chetak.

Neste caso a Bajaj ainda não pode confirmar as especificações finais, pois o modelo encontra-se em fase de homologação para comercialização na Europa. Ainda assim, tudo indica que nas especificações poderemos ter uma scooter elétrica capaz de fazer 100 km/h, sendo que as suas baterias vão permitir atingir uma autonomia máxima entre os 120 e os 130 km. A unidade em exposição na ‘flagship store’ em Lisboa mostrava no seu painel digital uma autonomia de 66 km com a bateria a ter ainda 50% da sua carga máxima.

A Chetak será por isso uma opção extremamente interessante para quem precisa de se movimentar dentro da cidade.

Por saber, estão ainda detalhes como qual o tempo de carregamento das baterias e, claro, o seu preço de venda ao público.

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À conversa com Vasco Ferreira, diretor da Bajaj em Portugal

Aproveitando o momento especial de inauguração da sua primeira ‘casa’ em Portugal, conseguimos falar com Vasco Ferreira.

O responsável máximo da Bajaj em Portugal, visivelmente satisfeito com a inauguração oficial da ‘flagship store’ lisboeta, falou em exclusivo à Revista Motojornal: o presente e o futuro da Bajaj em Portugal, novidades que estão na calha e quais as expectativas para esta fase inicial.

Estamos num momento muito especial para a Bajaj em Portugal. Vão ficar apenas por Lisboa ou vão procurar garantir a presença noutros pontos do País?

Vasco Ferreira – Neste conceito ‘flagship’, Lisboa é a primeira loja. Depois vamos avançar para o norte, para o Porto, já temos a localização e vai ser também uma ‘flagship store’ com exposição e oficina própria. Aqui também já existe uma oficina própria, apesar de ser noutro ponto da cidade.

Porquê esta divisão entre o espaço de exposição e a localização da oficina?

Vasco Ferreira – Isto é apenas uma questão de licenciamento. Eles (Grupo UMA) querem estar localizados numa zona nobre das cidades, neste caso de Lisboa e Porto, e é muito difícil encontrares um showroom com oficina incluída. Ou seja, temos a questão do licenciamento, logístico. É muito difícil encontrar e em Lisboa ainda mais. Portanto optámos então por trabalhar com um showroom dedicado à marca que funciona com ponto de venda e depois fizemos uma parceria com uma oficina onde têm um espaço 100% dedicado à marca Bajaj, com decoração, peças da marca, o que nos dá toda a assistência técnica e que garante as peças de manutenção. No Porto vai ser o mesmo conceito. No resto do País vamos cobrir de Norte a Sul, com pontos de venda, mas em conceitos multimarca. Ou seja, em concessionários multimarca que queiram trabalhar connosco, que se identifiquem com a marca, que se identifiquem com o ADN do Grupo UMA, o importador. Contamos então cobrir a zona Norte, o Centro e no Sul será em Faro. Mais ou menos 10 a 15 concessionários, já incluindo das duas ‘flagship’.

A scooter elétrica Chetak, o que nos podes dizer sobre ela?

Vasco Ferreira – Sim, a Chetak ainda está a passar pelo processo de homologação. O aspeto será este, a imagem final é esta, mas a nível técnico é que ainda estamos em fase de homologação. Estamos a falar em tudo o que é a parte dos carregadores, como é que se pode adaptar à tomada doméstica ou à tomada de carregamento público.

Há alguma previsão de quando é que a Chetak poderá chegar a Portugal?

Vasco Ferreira – Sim, mais para o final do ano. Lá para outubro ou novembro. Será por aí.

E a Pulsar N125?

Vasco Ferreira – A Pulsar é ainda antes do Verão, lá para maio.

A gama será composta neste momento inicial exclusivamente por estes modelos que já existem e a scooter elétrica ou podemos já saber se vem aí mais alguma coisa?

Vasco Ferreira – Sim, nos próximos anos podemos esperar mais novidades. Eles têm um plano até 2028, portanto, mais dois anos, de ter um total de 10 modelos. Desde novas 125, fala-se também numa 500 cc, uma 600 cc bicilíndrica e incluir uma trail também. Uma ou duas trails. Uma 350 cc que vai ser muito parecida com a Dominar 400, e depois uma cilindrada mais intermédia, 500 ou 600 cc, também uma trail para complementar mais a gama e ter uma possibilidade de público mais abrangente.

Estamos ainda no início de 2026. Mas certamente já têm expectativas para este primeiro ano de arranque da Bajaj em Portugal?

Vasco Ferreira – Sim. Claro que depois de ter a rede minimamente montada, lá está, ter 10 a 15 pontos de venda, esperamos atingir os nossos objetivos em termos de vendas de motos. Poderá ser muito subjetivo, mas num primeiro ano num ciclo completo, chegaremos a uma cota de mercado de 3% dentro desta faixa de cilindradas. O que poderá traduzir-se mais ou menos em 300 unidades vendidas. É o nosso objetivo.

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