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Calor, aventura e emoções fortes: Lés-a-Lés arrancou em grande entre Faro e Alcochete

A primeira etapa do Portugal de Lés-a-Lés 2026 ligou Faro a Alcochete em 425 km de aventura, calor intenso, paisagens únicas, gastronomia regional e momentos inesquecíveis.

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O 28.º Portugal de Lés-a-Lés arrancou da melhor forma possível. A primeira etapa da maior aventura mototurística da Europa levou centenas de motociclistas de Faro até Alcochete, numa ligação de 425 quilómetros repleta de paisagens deslumbrantes, descobertas inesperadas e momentos que dificilmente serão esquecidos pelos participantes.

O intenso calor que se fez sentir ao longo do dia acabou por aumentar ainda mais o grau de exigência daquela que foi uma verdadeira celebração do mototurismo nacional.

Desde as primeiras horas da manhã, a caravana deixou Faro para trás e mergulhou num Algarve bem diferente daquele que habitualmente surge nos roteiros turísticos. Longe das praias mais conhecidas, os participantes percorreram estradas sinuosas entre laranjais, figueiras, alfarrobeiras e pequenas aldeias típicas, descobrindo um território autêntico e cheio de identidade.

Um Algarve longe dos postais turísticos

Uma das primeiras grandes surpresas surgiu em Alte, frequentemente considerada uma das aldeias mais típicas do Algarve. As casas caiadas de branco, as chaminés trabalhadas e a envolvente natural proporcionaram um cenário perfeito para os primeiros quilómetros da jornada.

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Mas o Lés-a-Lés é muito mais do que paisagens. É sobretudo um encontro com as pessoas, as tradições e as histórias que fazem cada região única. Ao longo do percurso, os motociclistas encontraram personagens improváveis, iniciativas locais inspiradoras e uma hospitalidade que continua a ser uma das imagens de marca do evento.

Gastronomia regional voltou a ser protagonista

Como habitualmente acontece no Lés-a-Lés, a descoberta gastronómica ocupou um lugar de destaque.

Em São Marcos da Serra, um dos primeiros Oásis da etapa proporcionou um momento de descanso e recuperação com sumo natural de laranja acabado de espremer, bolos tradicionais e o típico café de panela aromatizado com casca de limão.

Mais tarde surgiram outras especialidades regionais, como o famoso Bolo do Tacho de Monchique, uma receita tradicional algarvia feita com milho, café, mel e especiarias, recentemente integrada no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

Pequenos momentos que transformam cada quilómetro numa experiência muito para além da simples condução.

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Costa Vicentina e Alentejo oferecem paisagens de exceção

Depois da serra algarvia, o percurso conduziu os participantes até ao Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Entre falésias, praias selvagens e estradas panorâmicas junto ao Atlântico, a caravana atravessou alguns dos cenários mais impressionantes do litoral português.

Em Almograve, um novo Oásis proporcionou uma pausa refrescante, onde muitos participantes aproveitaram para recuperar energias e desfrutar de uma das mais apreciadas tradições do Lés-a-Lés: as surpresas preparadas pelas entidades e parceiros locais.

Abela roubou o protagonismo

Mas o momento mais marcante do dia surgiu já em pleno Alentejo.

A pequena localidade de Abela preparou uma receção absolutamente memorável aos motociclistas. Música, gastronomia tradicional, animação popular e uma hospitalidade genuína criaram um ambiente de festa que surpreendeu até os participantes mais experientes do evento.

Entre açorda alentejana, doces regionais e momentos de convívio, muitos confessavam que seria difícil encontrar uma receção mais calorosa ao longo de toda a edição de 2026.

A travessia do Sado trouxe aventura extra

A reta final da etapa reservava ainda um ingrediente especial: uma passagem pela Herdade de Benagasil, permitindo atravessar a região do Sado através de percursos pouco habituais.

Alguns troços de areia colocaram à prova a técnica dos participantes, proporcionando momentos de diversão, mas também alguns sustos, sobretudo entre os menos experientes.

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Ainda assim, o espírito de camaradagem voltou a fazer a diferença, com muitos motociclistas a ajudarem quem encontrava maiores dificuldades.

Chegada a Alcochete com sentimento de missão cumprida

Já ao final da tarde, Alcochete recebeu os participantes na margem do Tejo, encerrando uma jornada exigente, mas repleta de emoções.

O calor intenso, as longas horas de condução e a diversidade de cenários fizeram desta primeira etapa uma das mais completas dos últimos anos. Entre serras, litoral, planícies alentejanas, gastronomia regional e inúmeras histórias humanas, o Portugal de Lés-a-Lés voltou a demonstrar porque continua a ser uma referência absoluta do mototurismo europeu.

Mas a aventura está longe de terminar. A segunda etapa leva agora os participantes até São Pedro do Sul, numa ligação ainda mais longa e desafiante, prometendo novas descobertas, mais quilómetros de prazer e muitas histórias para contar neste evento da Federação de Motociclismo de Portugal.

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