InícioNotíciasCâmara de Cascais admite ser forçada a interditar o Autódromo do Estoril!

Câmara de Cascais admite ser forçada a interditar o Autódromo do Estoril!

Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara de Cascais, admite a interdição forçada do Autódromo do Estoril devido ao ruído.

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O futuro do Autódromo do Estoril continua a ser um dos grandes temas do momento. E o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, volta ‘à carga’, deixando um sério e claríssimo aviso à entidade gestora dos destinos do circuito, a Parpública: existe o risco da edilidade cascaense ser forçada a interditar o Autódromo do Estoril!

Em entrevista concedida ao jornal ECO / Local Online , por ocasião da apresentação do plano de eventos da Câmara de Cascais para 2026, Nuno Piteira Lopes voltou a falar sobre o futuro do Autódromo do Estoril, nomeadamente entrando em mais detalhes sobre o plano do município para a aquisição do circuito, a ausência de reposta por parte da Parpública e a Circuito do Estoril S.A., bem como aquilo que o presidente da Câmara de Cascais considera uma total e inexplicável falta de investimento na recuperação da infraestrutura.

Sobre a interdição do Autódromo do Estoril, que será, a acontecer, a decisão mais gravosa de todas, Nuno Piteira Lopes explica que “O Estado, a Parpública e o Circuito do Estoril têm uma sentença judicial que os obriga a fazer uma série de investimentos, nomeadamente em barreiras acústicas, que continuam sem fazer. Se calhar, um dia destes, o próprio município de Cascais tem que interditar o circuito porque não está a ser cumprida a lei do ruído”.

O responsável máximo pelo município aponta ainda o dedo a uma série de outras situações que atualmente se verificam no circuito: “A bancada A está interditada porque a pala corre o risco sério de colapsar, e não se ver um euro de investimento por parte de quem gere o ativo na recuperação ou na colocação de uma nova pala não me parece que seja uma boa gestão”.

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As críticas às condições do circuito não se ficam por aqui. Nuno Piteira Lopes refere que chove dentro das boxes, mas também os sanitários não se encontram no patamar de qualidade que se exige para uma infraestrutura deste tipo.

Isto significa que a gestão do circuito está a causar danos e coloca em causa a segurança de utilização das instalações, quer do ponto de vista dos pilotos e equipas, quer do ponto de vista do público.

Tal como a Revista Motojornal já aqui tinha explicado, a Câmara de Cascais já apresentou a sua proposta às entidades responsáveis por decidir o futuro do Autódromo do Estoril. A Parpública e a Circuito do Estoril S.A. continuam, de acordo com o presidente da câmara, sem dar seguimento ao processo. Recordamos que na notícia de 12 de fevereiro de 2026, Nuno Piteira Lopes reconhecia que faltava o que habitualmente definimos como ‘assinatura no contrato’ para que tudo seja concretizado.

Quase um mês depois, a situação parece continuar em ‘ponto-morto’…

Há futuro para o Autódromo do Estoril?

Há. Pelo menos é o que está definido no plano estratégico e de investimento apresentado pela Câmara de Cascais à Parpública e à Circuito do Estoril S.A.

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Nuno Piteira Lopes não esconde quais são os principais destaques da sua proposta para aquisição e requalificação do circuito:

– Concretizar os investimentos necessários na infraestrutura com ajuda de parceiros privados (que já existem, de acordo com o presidente da câmara);
– Criação de um kartódromo;
– Criação de uma escola profissional para restauro de veículos clássicos;
– Criação de uma garagem-museu que permita aos colecionadores guardarem os seus veículos e ao público visitar e conhecer esses veículos;
– Criação de uma zona de diversão noturna, debaixo das Bancadas A e B.

A Câmara de Cascais pretende negociar um direito de superfície que será a favor do município, de até 75 anos, com uma renda total de 12,5 milhões de euros. Nesse período alargado a gestão do Autódromo do Estoril ficará a cargo do município, sendo garantido que o foco principal da atividade desta infraestrutura histórica e icónica será sempre o desporto motorizado ou atividades ligadas ao motor.

E será que corremos o risco do Autódromo do Estoril desaparecer para dar lugar naquela área ao aparecimento de outro tipo de construções e projetos imobiliários, uma situação que muitos ‘petrolheads’ que seguem há muitos anos toda esta ‘novela’ do circuito acreditam que seja a motivação para a falta de investimento?

Nuno Piteira Lopes, sobre este detalhe, que não é assim tão ‘pequeno’ como isso, não tem dúvidas e responde: “Enquanto eu for presidente da Câmara Municipal de Cascais, prevê apenas e exclusivamente uma estrutura desportiva ligada ao motor”, referindo-se ao Plano Diretor Municipal (PDM), e a possíveis alterações a esse PDM que passem a autorizar construções imobiliárias naquele local.

Veremos a partir de agora qual será a resposta da Parpública e da Circuito do Estoril S.A. à proposta da Câmara Municipal de Cascais. Sendo certo que quanto mais tempo se demorar a tomar decisões, mais a situação se agrava, estando até em aberto, como referimos no início deste artigo, a possibilidade da câmara interditar a utilização do circuito.

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