Texto Domingos Janeiro • Fotos Motojornal
Elegante e moderna
Quando se deu o “boom” das 125 cc no mercado nacional, a Daelim já andava por cá, de forma mais recatada e até pouco conhecida entre nós. No entanto, estava no lugar certo à hora certa, com a sua S2 125, uma scooter elegante, de estilo executivo, bons acabamentos e confortável, por um preço muito competitivo.
O sucesso foi tal, que impunha-se uma evolução e é aí que surge a S3, mais moderna, melhor equipada, com motor revisto e sistema de ignição sem chave, piscando o olho a um maior conforto dos utilizadores, principalmente em ambiente urbano.
Acima de tudo, a Daelim sempre primou pela elegância das linhas e até algum atrevimento. Esse mesmo “atrevimento” volta a evidenciar-se agora, no estilo agressivo das linhas, mas sem perder de vista o carácter executivo e confortável que a acompanha desde sempre.
Estilo touring/desportivo
A nova maxi-scooter da marca coreana fazse destacar, num primeiro olhar, precisamente pelo trabalho feito ao nível estético, com uma silhueta elegante, até de algum luxo, mas em simultâneo moderna e com linhas agressivas, como é o caso da frente e da traseira, com a presença de ângulos pronunciados.
A completar o estilo moderno, temos as ópticas em LED. Destaca-se por ser comprida (2178 mm de comprimento), robusta e com bons acabamentos. Nesta versão cinzenta, que tivemos para teste, também reparámos na boa conjugação gráfica das cores e dos apontamentos a imitar o carbono. Revela uma atenção redobrada à qualidade. Assim que nos sentamos, notamos imediatamente que é uma scooter pensada para todos, incluindo os mais baixos e as senhoras, pois conseguimos apoiar ambos os pés no chão (790 mm de altura do assento ao solo).
A plataforma para a colocação dos pés permite-nos rodar com as pernas totalmente esticadas para nosso conforto. Assento amplo e confortável para ambos os ocupantes, com o passageiro a ter pegas para sua segurança. Posição de condução neutra e descontraída e ignição sem chave que torna tudo mais prático e fácil. No entanto, e para precaver algum azar ou falha do sistema kyless, no lado esquerdo do porta-luvas temos acesso, por chave, a um compartimento que tem um corta-corrente e a abertura manual do assento.
Por falar em assento, o espaço por baixo deste é amplo, com báscula, luz de presença e forro, com capacidade para colocarmos um capacete integral, ou um jet em conjunto com mais alguns pequenos objectos. Ainda no lado esquerdo, temos um compartimento onde acedemos ao depósito de combustível e que, sinceramente, se mostra o ponto mais desfavorável de todo o conjunto. Até apanharmos o jeito, contem com verdadeiros desafios ao atestar a XQ1, com gasolina derramada e uma grande dificuldade em ver quando o depósito está cheio. Resumindo, meus amigos, alterem lá isso, que o depósito aqui não tem jeitinho nenhum… Mas não é um drama! Longe disso.
No lado direito do tablier, temos mais um compartimento, com tomada USB e nível do líquido de refrigeração. Ecrã alto, com boa protecção aerodinâmica; manetes ajustáveis em distância aos punhos e painel de instrumentos simples, mas com toda a informação necessária. Velocidade analógica e mostrador digital com nível de combustível por barras, quilómetros total e um parcial, temperatura da água do motor, relógio e rotações.
Humilde, mas determinada
No que a prestações diz respeito, os 130 kg de peso a seco encontram-se bem distribuídos, não representam dificuldade absolutamente nenhuma. Embora comprida, apresenta uma boa agilidade na cidade, com jante de 15” na frente e 14” atrás. O conjunto de suspensões está a cargo de uma forquilha convencional na frente, sem a possibilidade de ajustes. Atrás, encontramos dois amortecedores, com a possibilidade de apenas podermos ajustar a pré-carga das molas.
Um conjunto algo seco e pouco firme, que não inspira grande confiança para abordarmos as curvas mais apertadas a velocidades elevadas. Necessitamos de tempo e espaço para explorar até onde podemos ir e até onde os pneus Kenda nos deixam também ir. Sentimo-nos a arriscar, até que atingimos os limites, não pela XQ1 começar a escorregar ou a reclamar, mas sim porque o descanso lateral começou a tocar no asfalto. Não é fácil de chegarmos a este ponto… A parar o conjunto, em segurança, temos o auxílio do conjunto de travões de disco, instalados na frente e traseira, com ABS.
Motor longo
O bloco que esta XQ1 125 monta é uma evolução do utilizado na última geração da S3, mas com os devidos ajustes para cumprir a norma Euro4. O monocilindro, a 4T, refrigerado por líquido, debita 13 cv de potência às 8500 rpm e apresenta-se bastante simpático, suave e praticamente sem vibrações. É um motor que alonga muito e é-nos mesmo possível registar velocidades na ordem dos 130 km/h no velocímetro da Daelim. As recuperações são efectuadas com calma e nas subidas não perde grande velocidade.
O problema deste pequeno oitavo-de-litro reside apenas nos arranques. São muito lentos e não levamos qualquer vantagem para sair dos semáforos na frente dos automóveis. Mas é só nesse aspecto, que na nossa opinião, poderia ser melhorado. E também nos consumos, que se fixaram nos 3,6 litros aos 100 km. Embora também esteja mais “elegante” em relação à S3, o esforço que faz no arranque e a “massa” que transporta paga-se com consumos um pouco altos. A faixa de rotação preferencial deste bloco é acima das 8000 rpm.
É uma opcção simpática até para quem converge diariamente das periferias para a cidade. Uma substituta de luxo para o ícone que foi a S3, que se mantém igualmente disponível no mercado. O preço a pagar por este conjunto é muito interessante, 3495€ e está disponível em duas cores, cinzento e branco.
Ficha Técnica
| DAELIM XQ1 125 | |
| PREÇO | 3 495 € |
| MOTOR TIPO | um cilindro, 4T, refrigerado por líquido |
| DISTRIBUIÇÃO | árvore de cames à cabeça, 4 válvulas |
| DIÂMETRO X CURSO | 56,5 x 49,5 mm |
| CILINDRADA | 124,1 cc |
| ALIMENTAÇÃO | injecção electrónica |
| IGNIÇÃO | electrónica digital |
| ARRANQUE | eléctrico |
| CAIXA | automática |
| POTÊNCIA MÁXIMA | 12,9 cv/8500 rpm |
| BINÁRIO MÁXIMO | n.d. |
| QUADRO | estrutura tubular em aço |
| DIMENSÕES (C/L/A) | 2178/726/1404 mm |
| DISTÂNCIA ENTRE EIXOS | n.d. |
| ALTURA DO ASSENTO | 790 mm |
| SUSPENSÃO DIANTEIRA | forquilha telescópica |
| SUSPENSÃO TRASEIRA | dois amortecedores |
| PNEU DIANTEIRO | 120/70-15” |
| PNEU TRASEIRO | 140/60-14” |
| TRAVÃO DIANTEIRO | disco, ABS |
| TRAVÃO TRASEIRO | disco, ABS |
| DEP. DE COMBUSTÍVEL | 12 litros |
| PESO (A SECO) | 130 kg |
| CORES | cinzento, branco |
| GARANTIA | 2 anos |
| IMPORTADOR | Daelim Ibérica |