Conhecida como a “Taça do Futuro”, a Coupe de l’Avenir é uma das mais antigas e reputadas competições europeias dedicadas à formação no Motocross. A edição de 2026 volta a disputar-se em Baisieux, no sudoeste da Bélgica, reunindo seleções nacionais e alguns dos jovens pilotos que procuram construir o seu caminho na modalidade.
Portugal chega à 54.ª edição depois de ter terminado na sexta posição da classificação geral por países em 2025, resultado que a equipa portuguesa tentará agora igualar ou melhorar.
Nove pilotos e três equipas portuguesas
A competição divide-se em três categorias, cada uma representada por três pilotos. Na classe 65 cc, Portugal apresenta Edgar Salustiano, Gonçalo Costa e Rodrigo Garcia.
Na 85 cc, as cores nacionais serão defendidas por Guilherme Gomes, Salvador Campino e Maria Inês. A chamada desta última tem significado especial, já que será a primeira vez que uma piloto feminina integra a equipa nacional portuguesa na Coupe de l’Avenir.

Finalmente, na categoria Open, reservada a pilotos entre os 17 e os 21 anos, Portugal apresenta Leonardo Gaio, que competirá em 125 cc, Vasco Salgado, em MX2, e Martim Palma, que alinhará na Open aos comandos de uma 450 cc.
A classe Open tem uma composição particular: cada seleção deve apresentar um piloto em MX2, outro numa 125 cc a dois tempos e um terceiro na categoria Open, permitindo assim colocar frente a frente diferentes cilindradas e níveis de experiência.
Oito corridas para encontrar a melhor seleção
O formato da Coupe de l’Avenir coloca à prova não apenas a rapidez individual, mas também a consistência coletiva. Ao longo do fim de semana serão disputadas três finais da classe Open, três de 85 cc e duas de 65 cc. Os resultados obtidos nessas mangas serão depois utilizados para determinar as classificações por categoria e a classificação geral das seleções.
Isso significa que cada posição poderá fazer diferença nas contas finais e que evitar quedas, problemas mecânicos ou maus resultados será tão importante como lutar pelos lugares da frente.
Portugal quer voltar a estar entre os melhores
A fasquia ficou elevada na edição passada. Portugal terminou em sexto lugar na classificação geral por países, conseguindo ainda a quarta posição na MX85, categoria onde a Seleção Nacional já alcançou dois pódios em participações anteriores. A equipa portuguesa foi ainda sexta em MX65 e oitava na Open.

Este ano, a seleção combina pilotos muito jovens com nomes que já começam a ganhar protagonismo nas principais categorias nacionais. Guilherme Gomes, por exemplo, chega à Bélgica depois de uma temporada em que tem estado em destaque na MX85 nacional, enquanto Leonardo Gaio conquistou recentemente a sua primeira vitória geral na MX125 Júnior. Martim Palma tem igualmente competido entre os pilotos da MX1.
Mais do que os resultados imediatos, porém, a Coupe de l’Avenir tem precisamente como objetivo descobrir e desenvolver aqueles que poderão ser os protagonistas do Motocross europeu nos próximos anos. E para Portugal serão nove pilotos, oito corridas e dois dias para mostrar na Bélgica o futuro do Motocross nacional.
Mais informações sobre a prova em https://www.coupedelavenir.be/mxavenir/

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