Que Martim Ventura é um piloto rápido e tecnicamente evoluído, já sabíamos. Mesmo sendo um jovem, apenas 25 anos, o português tem sido um dos maiores destaques dos pilotos nacionais no todo-o-terreno, com títulos e resultados que o posicionam entre a elite da disciplina. E a sua nova aventura ao estrear-se no Rali Dakar como piloto da Monster Energy Honda HRC está a ser mais uma demonstração disso mesmo.
Sendo um ‘rookie’ na prova rainha do off-road mundial, Martim Ventura tem naturalmente objetivos que passam por acumular experiência aos comandos de uma Honda CRF450RX Rally, sendo que isso obriga a não arriscar em demasia, principalmente nestas primeiras etapas do Rali Dakar.
Porém, o dorsal #84 tem estado em pleno destaque nos primeiros dias de competição, sendo que o ritmo ‘cauteloso’ não impede Ventura de começar a sonhar com algo mais do que ‘apenas terminar’ a prova na Arábia Saudita.
Prova disso mesmo é o resultado da 2ª Etapa, uma Especial de 400 km já com uma faceta mais técnica, bem ao gosto do português da Honda, que não se atemorizou e terminou o dia como o melhor entre as motos Rally2, sendo o 6º mais rápido à Geral, tendo inclusivamente discutido uma posição entre os 5 mais rápidos ao longo de grande parte do dia, enfrentando os pilotos mais experientes e da classe RallyGP.

O dia de glória para Martim Ventura quase foi estragado com uma penalização de 2 minutos, que o atirou para trás do seu rival nas Rally2, Michael Docherty, mas a organização viria a retirar a penalização e confirmou então o resultado fantástico do piloto português que está a 9 segundos do Top 10 à Geral e a 19 segundos do líder das Rally2.
Após terminada a 2ª Etapa, Martim Ventura não esconde a sua satisfação pelo resultado do dia:
“O meu plano era começar a aumentar o ritmo ao longo do rali, porém, o ritmo já está bom e, se eu me mantiver assim durante toda a prova, ficarei feliz. O ritmo está altíssimo, sinto-me confortável a pilotar rápido e é um arranque de sonho, numa corrida de sonho e numa equipa de sonho, por isso estou feliz. Quando penso em catorze dias de corrida e no ritmo que impusemos hoje, sei que será difícil, mas treinamos para isto, por isso não tenho do que me queixar”.
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