A par do lançamento mundial da nova Multistrada V4 RS, sobre a qual a Revista Motojornal contou-lhe tudo aqui , a Ducati aproveitou para nos mostrar a também nova e muito exclusiva variante especial e numerada da sua roadster musculada: a Diavel V4 RS.
Esta que já era a moto mais musculada dentro da gama da casa de Borgo Panigale ganha ainda mais músculo, mas também se aproxima de uma faceta mais desportiva.
Para isso, cada detalhe da Diavel V4 RS foi estudado com muito cuidado de forma a exponenciar as características dinâmicas da roadster italiana, mas ao mesmo tempo combinar essas características já associadas pelos motociclistas em todo o Mundo à Diavel com novas características muito mais próximas do que encontramos numa superdesportiva como é a Panigale V4.
Os detalhes técnicos e estilísticos que caracterizam a nova Diavel V4 RS tornam-na única em personalidade e substância. O logótipo RS desenhado pelo Centro Stile está refletido na decoração, nos gráficos do painel de instrumentos e na chave gravada a laser. As entradas de ar e a tampa traseira monolugar, concebidas exclusivamente para esta moto, realçam a imagem única e desportiva deste modelo, mantendo ao mesmo tempo a Diavel fácil de reconhecer.

Os componentes em fibra de carbono, como são os casos dos guarda-lamas dianteiro e traseiro, a carenagem dianteira, as tampas do depósito, a carenagem traseira monolugar e as condutas de admissão de ar, criam um jogo de contrastes visuais com a decoração RS desportiva e dinâmica.
As icónicas entradas de ar fabricadas em material compósito nos vincos do depósito de combustível alternam a fibra de carbono exposta na secção inferior com a secção superior, pintada a vermelho. Os painéis laterais ajudam a acentuar o poder visual das massas deslocadas para a frente, conferindo ao modelo uma postura significativamente mais agressiva.
Embora seja uma moto que melhor expõe o seu ADN desportivo através da traseira monoposto, a Diavel V4 RS pode ser equipada com a traseira e poisa-pés para passageiro, este último elemento, tal como as pegas traseiras, fica escondido na moto quando não está em uso, recorrendo a um mecanismo de apoio retrátil.
No coração desta Ducati Diavel V4 RS encontramos o já conhecido motor V4 Desmosedici Stradale de 1.103 cc. Neste caso, há algumas alterações que o diferenciam em relação às unidades motrizes de outros modelos da Ducati.

Nesse sentido, e para combinar suavidade em baixas e médias rotações com uma personalidade ainda mais agressiva e desportiva em rotações elevadas, a Ducati trabalhou no motor desmodrómico, conseguindo uma curva de entrega de potência muito ampla.
Suave na sua resposta a baixas rotações, de acordo com a marca, o V4 torna-se emocionante perto do “redline”, acompanhado pela nota de escape característica da ordem de disparo Twin Pulse, que, sob aceleração, vai modificando a sua sonoridade de forma a gerar uma ligação ainda mais emocional entre o condutor e a moto.
Nesta configuração, em conformidade com a norma Euro 5+ e equipado com um filtro de ar Sprintfilter P08 de elevada permeabilidade, o motor Desmosedici Stradale desenvolve uma potência máxima de 182 cv (mais 14 cv do que a Diavel V4 Granturismo V4), com um “redline” às 13.500 rpm em todas as relações de caixa, exceto em primeira, onde entra em ação às 14.000 rpm.
Para tirar o máximo partido da aceleração em mudanças baixas e, assim, melhorar o desempenho do Desmosedici Stradale na Diavel V4 RS, a relação final de transmissão foi especificamente definida para este modelo, mantendo-se inalteradas as relações da caixa de velocidades.
O condutor terá ainda a oportunidade de usufruir de trocas de caixa mais precisas e suaves. A Diavel V4 RS dá uso ao novo DQS 2.0, o quickshift da Ducati. Esta evolução do quickshift usa um sistema com uma estratégia baseada exclusivamente no sensor de posição angular do tambor de mudança de velocidades, permitindo a utilização de um seletor de mudanças sem microinterruptores, o que por sua vez oferece ao condutor uma sensação mais direta nas trocas de caixa, sensação essa potenciada graças ao curso mais curto do seletor.

Tal como os modelos mais prestigiados da Ducati, a Diavel V4 RS conta com uma embraiagem a seco STM-EVO SBK, fabricada em alumínio maquinado, com uma configuração específica de mola deslizante. Entre os benefícios da embraiagem a seco está a capacidade de aumentar o desempenho usando o óleo Ducati Corse Performance Powered by Shell Advance, resultado da colaboração entre a Ducati Corse e a Shell em Superbike e MotoGP.
Para melhorar o conforto térmico do motor, o Desmosedici Stradale foi concebido para desativar o banco de cilindros traseiros quando a moto está parada, em ponto morto e com uma temperatura do motor superior a 70°C.
Por outro lado, o motor Desmosedici Stradale de quatro cilindros em V é também parte integrante do chassis da Diavel V4 RS, sendo utilizado como elemento de tensão. O desenho do chassis é baseado num quadro monocoque fabricado em alumínio leve que fixa o motor na zona das cabeças dos cilindros, combinado com um monobraço oscilante fundido, também em alumínio, e uma subestrutura traseira em treliça, neste caso fabricada em aço.
Os pneus que montam nas jantes forjadas em alumínio com braços em Y são os Pirelli Diablo Rosso IV, disponíveis pela primeira vez na medida traseira em 240/45.
A escolha da suspensão Öhlins garante o melhor desempenho, mantendo o equilíbrio perfeito entre conforto para uma condução descontraída e apoio para uma condução desportiva. Isto significa que encontramos nesta moto uma forquilha NIX30 com bainhas de 48 mm, enquanto o amortecedor traseiro é um STX46.
Ambas são totalmente ajustáveis em hidráulica e pré-carga, e são caracterizados por uma calibração hidráulica mais firme em comparação com a suspensão da Diavel V4, o que reduz a transferência de massas, oferecendo ao condutor da V4 RS maior feedback e maior confiança na condução desportiva sem comprometer o conforto para a condução turística.

O sistema de travagem é derivado do da Panigale V4 e garante um desempenho recorde com valores de desaceleração de pico de 11,5 m/s2. Este valor é geralmente o que encontramos nas motos nascidas para competir em circuito e só é alcançável graças a uma calibração específica do sistema de ABS com funcionamento em curva.
Na dianteira, destacamos o uso de dois discos de 330 mm de diâmetro e pinças monobloco Brembo Stylema. Na traseira, o sistema de travagem apresenta um único disco de 265 mm mordido por uma pinça flutuante Brembo.
O pacote eletrónico da Diavel V4 RS, graças à informação recebida da plataforma inercial Bosch, inclui três modos de potência (High, Medium, Low), Ducati Traction Control (DTC), Ducati Wheelie Control (DWC) e Ducati Quick Shift (DQS) 2.0. Todos estes sistemas foram calibrados de acordo com as características do modelo e utilização pretendida e integrados em quatro modos de condução: Race (que aparece pela primeira vez na família Diavel, destacando as características do modelo RS), Sport, Touring e Wet.
Os três modos de potência foram calibrados para o uso específico da Diavel V4 RS.
Vem então equipada com os seguintes modos:
– High (associado por defeito aos modos de condução Sport e Race, este último dedicado à utilização em pista) oferece a máxima potência, com uma resposta rápida do acelerador.
– Medium (associado por defeito ao modo de condução Touring) também oferece potência máxima, mas com uma resposta mais suave do acelerador.
– Low (por defeito no modo de condução Wet) com potência reduzida para 114 cv e resposta suave do acelerador.

A sensação mais desportiva do pacote eletrónico Diavel V4 RS é sublinhada pelos novos gráficos do painel de instrumentos, que apresentam um ecrã de abertura especial dedicado ao modelo.
Na tela principal, usando o modo de condução Race, aparece agora um painel de controlo com funcionalidade semelhante ao Track Infomode na Panigale V4 e Streetfighter V4. Este painel apresenta as definições de DTC, ABS e DWC para o modo de condução selecionado. Além disso, a intervenção do Ducati Traction Control e do Ducati Wheelie Control é destacada pelo elemento correspondente no painel a piscar e o canto superior direito do painel de instrumentos a ficar iluminado.
Para aqueles motociclistas que desejam aproveitar a maior potência e binário, mas também levar a aderência do massivo pneu traseiro 240 ao limite, a Diavel V4 RS também apresenta uma nova estratégia Ducati Power Launch. O sistema oferece três níveis, selecionáveis com base na habilidade do piloto.
Uma vez selecionado o nível, basta engatar a primeira velocidade e abrir o acelerador: durante o arranque inicial, enquanto o condutor modula a libertação da embraiagem, o sistema mantém a Desmosedici RS estável a uma rpm ideal com base no nível DPL selecionado. Na segunda fase, quando a embraiagem já não está a ser apertada, o DPL controlará a entrega de binário para garantir a máxima aceleração possível com base no nível predefinido.
O DPL usa as funções DWC (controlo “anti wheelie”) e mantém o DTC (controlo de tração) ativo em todos os momentos para garantir a máxima segurança. O sistema desengata automaticamente acima da velocidade de fim de manobra ou quando a terceira velocidade é engatada. Para preservar a embraiagem, o sistema utiliza um algoritmo que permite apenas um número limitado de arranques consecutivos. O número de arranques disponíveis é redefinido quando o condutor usa a moto normalmente.
A Diavel V4 RS estará disponível na decoração RS nos concessionários europeus da Ducati a partir de dezembro de 2025. Quanto ao preço, aguardamos pela confirmação oficial da marca italiana sobre o PVP em Portugal.
Galeria de fotos Ducati Diavel V4 RS
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