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Ducati Superleggera V4 Centenario – 167 kg, 247 cv, discos carbono-cerâmica e forquilha de fibra de carbono. Um sonho de moto!

A Ducati celebra o seu centenário com uma das motos mais especiais saídas de Borgo Panigale: eis a nova Superleggera V4 Centenario.

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No momento especial em que celebra os seus primeiros 100 anos de existência, a Ducati anuncia uma verdadeira moto de sonho: a Superleggera V4 Centenario! Esta é a criação mais especial de sempre da casa de Borgo Panigale e que pode ser conduzida em estradas públicas. Uma moto que combina tecnologias e performance dos modelos de Superbike e MotoGP num conjunto que é uma obra-prima da engenharia e evolução do motociclismo.

As motos Superleggera têm sido criadas quando é dada total liberdade aos engenheiros da Ducati. Sem restrições. Sem compromissos. Apenas o objetivo de criar a superdesportiva para a estrada com que todos os motociclistas sonham. Cada Superleggera vai além dos limites tecnológicos do mundo das motos. E inclui soluções nunca antes vistas numa moto de produção.

A Superleggera V4 Centenario, fabricada numa edição limitada de apenas 500 unidades numeradas, baseada na sétima geração da Superbike da Ducati, apresenta um chassis totalmente em fibra de carbono e marca a estreia do primeiro sistema de travagem em carbono-cerâmico e de uma forquilha com bainhas em fibra de carbono. Algo que nunca antes foi aplicado numa moto de estrada.

É a primeira a usar uma suspensão com bainhas em fibra de carbono e também a primeira capaz de produzir 228 cv que se tornam 247 cv com o escape de competição instalado. O peso em ordem de marcha sem combustível é de apenas 173 kg, descendo para 167 kg quando equipada com o kit de competição fornecido de série.

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superleggera v4 centenario

Travagem única: discos de carbono-cerâmica

A Superleggera V4 Centenario é a primeira moto de estrada do mundo equipada com discos de travão em cerâmica de carbono aprovados para uso em estrada. Os novos discos Brembo Hyction são construídos em torno de um núcleo feito de C/SiC, um composto cerâmico reforçado com fibra de carbono.

Esta tecnologia oferece uma combinação única de leveza, rigidez e estabilidade térmica. O disco mantém a sua eficiência mesmo a temperaturas muito elevadas, garantindo travagem consistente mesmo em uso extremo, sem o peso adicional de discos metálicos de maior diâmetro e espessura.

Comparados com um disco de aço, os novos discos de carbono-cerâmica oferecem o mesmo nível de potência, mas com uma redução de peso de 450 gramas por disco e um momento de inércia 40% inferior.

Esta redução da inércia melhora a agilidade da moto, tornando a entrada em curva ainda mais natural e precisa.

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O sistema inclui também novas pinças Brembo GP4-HY monobloco reforçadas, maquinadas a partir de blocos de alumínio maciço, com aletas de arrefecimento integradas e pistões diferenciados de 30 e 34 mm.

As pinças utilizam um sistema antifricção que liberta completamente o disco quando o condutor solta a manete, eliminando o binário residual e melhorando assim a suavidade ao entrar nas curvas. As pastilhas são especialmente desenvolvidas para trabalhar com a superfície de carbono-cerâmica dos discos.

Mas as estreias não se ficam por aqui!

A nova Superleggera V4 Centenario torna-se na primeira moto de produção a utilizar a forquilha com bainhas em fibra de carbono. Este é o mesmo componente que a Öhlins desenvolveu para os protótipos de MotoGP, como a Desmosedici GP26.

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A forquilha pressurizada Öhlins NPX 25/30 Carbon conta com bainhas em fibra de carbono, fabricadas com camadas unidirecionais para alcançar a máxima poupança de peso em comparação com a produção convencional.

A poupança de peso em comparação com a Panigale V4 R é de 8%, subindo para 10% em comparação com a Panigale V4 base, com uma melhoria tangível nas mudanças de direção e no ‘feeling’ da dianteira, principalmente nos momentos de condução mais agressiva, como em pista.

A forquilha, que é mecânica para minimizar o peso, mantém o sistema de cartucho pressurizado, reduzindo a cavitação e proporcionando um suporte mais consistente durante a travagem e a entrada em curva.

Na traseira, o amortecedor Öhlins TTX36 GP LW está equipado com uma mola especial de aço para máxima leveza e válvulas derivadas do MotoGP que melhoram a capacidade de lidar com pequenas irregularidades e permitem ajuste hidráulico sem ferramentas. Os links da suspensão são feitos de titânio, mais uma vez como forma de obter máxima leveza.

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A Ducati ‘navegou’ entre materiais exóticos como o titânio e a fibra de carbono. Precisamente a fibra de carbono foi o material escolhido para fabricar o chassis desta Superleggera V4 Centenario.

Todo o chassis é feito de fibra de carbono: o quadro, o braço oscilante, o subquadro e as rodas são desenvolvidos utilizando as mesmas tecnologias usadas no MotoGP e na Fórmula 1. Uma abordagem radical e intransigente que traz as soluções de um protótipo para a estrada.

O denominado ‘front frame’ em carbono pesa 17% menos do que o de alumínio da Panigale V4, oferecendo uma rigidez calibrada para melhorar a aderência nas curvas e a tendência natural para fechar a linha traçada.

O braço oscilante é fabricado através de um processo de mandril sacrificial que permite criar o que a Ducati define como sendo uma “estrutura monolítica muito leve”. Comparado com o componente em alumínio, é 21% mais leve, mantendo valores equivalentes de rigidez lateral e torsional para garantir a máxima aderência na saída das curvas.

Cada elemento do chassis foi projetado para máxima leveza, com uma determinação absoluta.

As jantes de cinco raios são quase 300 gramas mais leves do que as da Panigale V4 S Carbon, o subquadro dianteiro pesa menos 200 gramas e o monocoque traseiro reduz o peso em 1,4 kg. O resultado é um peso de apenas 173 kg em configuração de estrada, que desce para 167 kg quando equipada com o equipamento de competição que é fornecido de série com a moto.

Para garantir a mais alta qualidade estrutural, cada componente de fibra de carbono em cada Superleggera é inspecionado utilizando três métodos diferentes de ensaio não destrutivo: Termografia Ativa Transitória, Ultrassons de Matriz Faseada e Tomografia Axial Computorizada. Este é o mesmo processo usado na indústria aeroespacial, e que a Ducati tem utilizado em todos os modelos Superleggera desde a 1299.

Mas uma moto não funciona sem o seu coração. O motor. Neste caso falamos do Desmosedici Stradale R 1100, desenvolvido especificamente para este projeto, com o objetivo de criar a Superleggera mais sofisticada de sempre. A cilindrada aumenta de 998 para 1.103 cc graças ao aumento do curso de 48,41 mm para 53,5 mm.

Esta modificação permite gerar mais binário e mais confiança em rotações intermédias, sem penalizar a aceleração. Na configuração de estrada Euro 5+, o motor entrega 228 cv, que se tornam 247 cv ao utilizar o escape de competição Akrapovič em combinação com o óleo Ducati Corse Performance.

O motor é em si mesmo nada menos do que 3,6 kg mais leve do que a unidade de 1.103 cc da Panigale V4, com embraiagem a seco. A redução deve-se ao uso de titânio, parafusos mais leves e componentes internos redesenhados para reduzir as massas rotativas. Os pistões de dois anéis (um anel e um raspador) utilizam tecnologia “box-in-box” e apresentam um pino de pistão sobredimensionado para suportar o aumento de potência.

As cabeças de cilindro mantêm a configuração do motor Desmosedici Stradale R de 998 cc, com válvulas de admissão de titânio de 34 mm e válvulas de escape em aço de 27,5 mm. Todas as dezasseis válvulas utilizam semi-cones de titânio, uma solução típica dos motores de competição. A temporização do sistema Desmodrómico é feita manualmente, sendo definida e certificada por uma placa assinada pelo técnico que realiza a verificação.

A cambota foi aligeirada, com a substituição dos contrapesos de aço por inserções de tungsténio, muito mais densas do que o aço. Isto permite alcançar o mesmo efeito de equilíbrio usando inserções mais pequenas e compactas, especialmente quando posicionadas nas áreas mais exteriores, ou seja, em raio elevado, onde a sua contribuição é maior.

O resultado é uma aceleração de rotações mais rápida e uma resposta do acelerador mais imediata, reduzindo ao mesmo tempo a tensão nos rolamentos e componentes mecânicos e mantendo a resistência necessária para suportar o nível de potência alcançado.

O sistema de escape utiliza coletores de titânio com um diâmetro aumentado para os 41,7 mm e um silenciador Akrapovič aprovado para uso em estrada. As condutas de admissão e escape são polidas, tal como nos melhores motores de competição.

A transmissão depende da caixa de velocidades Ducati Racing, com o ponto morto posicionado sob a primeira em vez de ficar entre a primeira e a segunda relação de caixa. Esta solução, graças ao sistema Ducati Neutral Lock (DNL), elimina a possibilidade de acionar acidentalmente o ponto morto e ficar sem travão motor na fase final e mais delicada da travagem, ao entrar nas curvas em primeira velocidade.

Além disso, a ausência de ponto morto entre a primeira e a segunda velocidade torna a mudança entre estas duas velocidades mais rápida, suave e mais repetível do que numa configuração tradicional de caixa de velocidades.

A corrente é uma DID ERV7, a mesma usada pelas equipas de fábrica de Superbike, que na Superleggera V4 Centenario funciona com cremalheira em Ergal. Esta escolha permite uma redução de 0,69 kg em comparação com os componentes da Panigale V4 S.

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Corner Sidepods: curvar mais depressa do que nunca!

E da competição chega outra estreia: os ‘Corner Sidepods’.

Os Corner Sidepods foram concebidos para gerar força descendente em ângulos de inclinação elevados, derivam diretamente da Panigale V4 R. Introduzidos pela Ducati no MotoGP em 2021, a solução dos Corner Sidepods gera um ‘efeito solo’ a meio da curva, garantindo um maior nível de aderência para os pneus e permitindo velocidades mais elevadas de passagem em curva e, consequentemente, tempos por volta mais baixos.

As carenagens da Superleggera V4 Centenario são completamente feitas de fibra de carbono, deixada parcialmente exposta para realçar a pureza do material.

Na eletrónica encontramos as mais recentes evoluções que a Ducati desenvolveu para a Panigale V4 R. O DVO inclui opções como o Ducati Traction Control (DTC), Wheelie Control (DWC), Slide Control (DSC) e Ducati Power Launch (DPL). Estas ajudas eletrónicas oferecem uma gestão mais precisa graças a novos algoritmos. O ABS em curva inclui agora, além das estratégias Race Brake Control e Road eCBS, o novo Engine Brake Control, que introduz a função Dynamic Engine Brake (DEB).

Este último ajusta automaticamente a contribuição do travão motor, utilizando também o travão traseiro, ajustando-os para maximizar a aderência disponível com base na carga na roda traseira. Além disso, o DEB melhora o desempenho da travagem durante a entrada de curvas ao ativar o travão traseiro mesmo quando o travão dianteiro é largado.

superleggera v4 centenarioProdução limitada: 500 + 100 Superleggera V4 Centenario

Como já referimos, esta é uma moto de produção limitada e numerada.

Para além das 500 motos Superleggera V4 Centenario, vão ser fabricadas outras 100 Superleggera V4 Centenario Tricolore, para reforçar ainda mais este marco histórico para o fabricante sediado em Borgo Panigale. A decoração única cria uma ligação entre a tradição, o presente e o futuro, combinando a visão das novas tecnologias com as cores da tradição.

A decoração celebra o legado da 750 F1 Endurance Racing, o último modelo “clássico” de corridas de duas válvulas e uma das Ducati mais icónicas e raras dos anos 80. As cores Tricolore que outrora dominavam as pistas são revisitadas num design renovado que combina charme retro e modernidade.

A Superleggera V4 Centenario é entregue numa caixa de madeira exclusiva e personalizada. Cada moto vem acompanhada do respetivo certificado de autenticidade, guardado numa caixa especial, uma capa dedicada para a moto, bem como um tapete e cavaletes dianteiro e traseiro, concebidos para realçar a sua presença.

O equipamento especial, que inclui o kit de competição para uso em pista, confirma ainda mais a singularidade da Superleggera V4 Centenario. Cada modelo está equipado com o escape de competição Akrapovič com software DAVC Race Pro e carenagem inferior dedicada, tampa da embraiagem aberta e protetores do braço oscilante e do alternador, todos em fibra de carbono.

A caixa inclui também um kit para remover os faróis, o descanso lateral, o suporte da matrícula e os indicadores de direção para completar a configuração de pista, uma tampa de combustível de corrida em alumínio maquinado, uma proteção da manete de travão, um carregador de bateria e um banco de competição em neoprene.

E como se tudo isto não fosse suficiente, a Ducati abre aos proprietários da Superleggera V4 Centenario a oportunidade de realizar um sonho ainda mais incrível. Vinte e seis dos proprietários terão acesso à MotoGP Experience (valor da experiência não está incluído no valor da moto): um dia em pista, ao lado dos instrutores da Ducati, para descobrir o desempenho da Superleggera, culminando num final de cortar a respiração a bordo da Desmosedici GP26. A MotoGP Experience terá lugar nos dias 6 e 7 de julho, imediatamente após a realização do World Ducati Week 2026.

Quanto ao preço, embora não tenhamos ainda a confirmação oficial para Portugal, estaremos perante uma moto com um preço de venda que rondará os 150.000 euros! Um valor inalcançável para a grande maioria dos motociclistas, mas que certamente não impedirá algumas centenas de conseguirem concretizar o seu sonho de comprar esta moto de sonho.

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