Depois da estreia de Paranhos da Beira, em Seia, na abertura da temporada, o Nacional de Enduro Sprint voltou a conhecer um novo cenário. Desta vez foram os Moto Galos a receber pela primeira vez a modalidade em Barcelos, numa jornada que juntou perto de duas centenas de pilotos.
A elevada participação, combinada com um percurso relativamente curto e muito pó, levou a Comissão de Enduro da FMP a alterar o escalonamento previsto. Os pilotos federados partiram primeiro e só depois de estes concluírem a prova avançaram os participantes da categoria Hobby.
Mas se o pó complicou a vida aos pilotos, na Elite foi Luís Oliveira quem deixou a concorrência para trás.
Luís Oliveira bate Ruben Ferreira por 43 segundos
Depois do quarto lugar conseguido na ronda inaugural, o piloto da Yamaha respondeu da melhor forma em Barcelos. Luís Oliveira conquistou a vitória com uma vantagem de 43 segundos sobre Ruben Ferreira, em KTM, vencedor em Seia e atual campeão nacional.
Renato Silva, aos comandos da Triumph, voltou a subir ao pódio e terminou na terceira posição, à frente de Diogo Ventura, em Beta, e Luís Pinto, em Sherco.
Mas há outro dado curioso nos resultados da Elite. Rui Sousa colocou a Fantic no sexto lugar e Tiago Castro levou a TM ao sétimo, o que significa que as sete primeiras posições foram ocupadas por sete marcas diferentes: Yamaha, KTM, Triumph, Beta, Sherco, Fantic e TM.
Uma diversidade pouco habitual e que mostra bem o equilíbrio existente atualmente na principal categoria do Enduro Sprint nacional.
Três campeões nacionais separados por sete pontos
A classificação do campeonato tornou-se ainda mais interessante depois de Barcelos. Ruben Ferreira mantém a liderança com 37 pontos, mas Luís Oliveira, campeão nacional de Enduro Sprint Elite em 2024, está agora apenas quatro pontos atrás, com 33.
Na terceira posição surge Diogo Ventura, campeão entre 2021 e 2023, com 30 pontos, precisamente os mesmos de Renato Silva. Ou seja, depois de apenas duas jornadas temos quatro candidatos separados por sete pontos, incluindo três pilotos que conquistaram os últimos títulos da Elite.
E se Seia foi decidida por apenas 2,6 segundos entre Ruben Ferreira e Diogo Ventura, Barcelos mostrou que Luís Oliveira também pretende entrar diretamente na discussão.

Joana Gonçalves continua sem dar hipóteses
Nas Senhoras, Joana Gonçalves, em Husqvarna, repetiu o triunfo alcançado na primeira ronda e mantém um início de temporada perfeito. Também o restante pódio repetiu Seia, com Rita Vieira, em Yamaha, na segunda posição e Francisca Henriques, em Honda, no terceiro lugar.
Mariana Afonso (KTM), Janaína Aparecida (Yamaha) e Eva Costas Rodríguez (KTM) completaram a classificação. Nos Verdes, Diogo Leite, em Triumph, venceu a classe 1 depois de bater Hugo Brito (Honda) por apenas 9,3 segundos, resultado que lhe permite assumir a liderança do campeonato.
Na classe 2, Diogo Nogueira continua invicto. O piloto Beta repetiu a vitória de Seia, embora desta vez tenha encontrado forte resistência de Hugo Carvalho (Yamaha), que terminou a escassos seis segundos.

Paulo Felícia continua a ganhar
Entre os Veteranos, Paulo Felícia mantém igualmente um percurso perfeito. O piloto da TM voltou a vencer e continua imbatível nesta temporada, depois de já ter conquistado em 2026 o título nacional de Motocross entre os Veteranos.
Manuel Moura, em Yamaha, terminou na segunda posição e Vítor Tavares, em KTM, completou o pódio. Nos Super Veteranos, a vitória pertenceu a Miguel Morais, em Honda. João Moreira (KTM) foi segundo e, depois do terceiro lugar conseguido em Seia, passou para a liderança da categoria.

Mário Patrão regressa… e vence nas Elétricas
A categoria Elétricas contou em Barcelos com um regresso bem conhecido. Depois de ter desempenhado as funções de diretor de prova na jornada inaugural em Seia, Mário Patrão voltou a vestir o equipamento e venceu aos comandos de uma Stark.
Gonçalo Silva, igualmente em Stark, terminou em segundo e mantém a liderança do campeonato, enquanto Vasco Pinto, em KTM, completou o pódio. Na Promoção, Robi Tikkanen, em GasGas, conseguiu a segunda vitória consecutiva, novamente à frente de Rui Pedro Pinto (Husqvarna). Jorge Gonçalves foi terceiro.
Troféu Beta também passou por Barcelos
A numerosa jornada minhota recebeu igualmente a terceira etapa do Troféu Beta 2026. Diogo Nogueira venceu entre as Beta de quatro tempos, resultado conseguido apesar de ter sofrido uma entorse no joelho durante a prova, enquanto Marco Costa foi o mais rápido na categoria destinada às motos de dois tempos.
Foi, portanto, um fim de semana particularmente positivo para Nogueira, que juntou a vitória no Troféu Beta 4T ao primeiro lugar nos Verdes 2 do Campeonato Nacional.
Lousã recebe o próximo confronto a 25 de outubro
O Campeonato Nacional de Enduro Sprint – Moto Espinha 2026 regressa no dia 25 de outubro, desta vez na Lousã, para a terceira ronda da temporada.
O programa começa, porém, logo na véspera, com o Campeonato Nacional de Mini Enduro – Jetmar e os Troféus de Clássicas, Maxi Trail e Promo Senhoras.
Depois de duas jornadas, uma coisa parece garantida na Elite: ninguém conseguiu ainda fugir. Ruben Ferreira venceu em Seia, Luís Oliveira respondeu em Barcelos e apenas sete pontos separam os quatro primeiros. Com três campeões nacionais envolvidos diretamente na luta, a viagem até à Lousã promete aquecer ainda mais um campeonato que mal começou.
Fotos: António Araújo