Fará a 15 de outubro de 2025 um ano desde que o Conselho de Administração do fabricante italiano de motos elétricas Energica, anunciou que a fábrica de Modena iria fechar portas e entrar em processo de liquidação total.
As Energica procuraram ser uma solução premium para os motociclistas que queriam sentir o prazer de conduzir uma moto evoluída e, claro, mais amiga do ambiente. O motor elétrico e as baterias inseridas em motos desportivas, naked ou sport-touring fizeram desta marca uma das mais reconhecidas no mundo das motos elétricas.
Talvez o maior reconhecimento ao trabalho deste fabricante tenha sido feito pela Dorna e pela Federação Internacional de Motociclismo. As duas entidades escolheram a Energica Ego Corsa como a moto a usar nos primeiros anos da Taça do Mundo MotoE, competição que atualmente é campeonato do Mundo e utiliza as Ducati V21L.
Mas nem isso evitou o processo de liquidação total. Tal como a Revista Motojornal aqui contou em maior detalhe , a marca italiana citou a crise no mercado elétrico com subsequente declínio nos investimentos. Por outro lado, a Energica ‘apontou o dedo’ às falhas na cadeia de fornecimento de componentes, e a quebra registada no setor de veículos motorizados, que teve um impacto maior em empresas de pequena ou média dimensão, como era o caso da Energica.
Agora, e no seguimento de uma publicação no Instagram, a Energica anuncia que está de volta à ação e que as baterias das suas motos voltarão a ser carregadas de energia na fábrica em Modena.
As informações reveladas pela marca italiana referem que no seguimento do processo judicial que decorre como consequência do processo de liquidação total, existe agora uma proposta em cima da mesa de negociações. A Energica voltará a fabricar motos elétricas graças a investidores de Singapura, que, inclusive, já realizaram um primeiro depósito de forma a prosseguir com o projeto de revitalização da marca.
Sabemos também que a partir de agora será necessário aguardar um prazo máximo de até 60 dias para que o processo judicial fique terminado, e se isso acontecer de forma satisfatória, a fábrica voltará a abrir portas e os trabalhadores regressam aos seus postos de trabalho de forma a produzir motos como a Ego Corsa, a Eva Ribelle ou a Experia.
O foco, de acordo com Stefano Benatti, Diretor Global de Vendas, “Foi sempre de fabricar motos da mais alta performance”. A isso soma-se o objetivo definido de reforçar o negócio das motos elétricas, quer com os clientes, quer com distribuidores e fornecedores parceiros, para além dos investidores que continuam a acreditar na viabilidade deste projeto.

E como a Energica tem representação oficial em Portugal atrás do Grupo Moteo, a Revista Motojornal já contactou o importador nacional para perceber até que ponto este regresso se fará sentir nas operações a nível nacional.
De acordo com a resposta que recebemos, a Moteo refere que “Recebemos a confirmação de que os contratos existentes se mantêm válidos e que em breve seremos contactados com mais detalhes, sobre o processo e sobre o futuro da Energica, sendo que a equipa core se manterá na empresa neste momento”.
Aguardamos agora por mais novidades e para perceber quando é que as ‘novas’ Energica estarão de regresso a Portugal.
Fique atento a www.motojornal.pt para estar sempre a par de todas as novidades do mundo das duas rodas. E siga-nos no Canal Oficial da Revista Motojornal no WhatsApp para receber todas as notícias atualizadas diretamente no seu telemóvel de forma ainda mais prática!