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Estudo revela: utilizadores de trotinetes elétricas sofrem 3,5 vezes mais lesões cerebrais do que motociclistas

Um estudo científico conclui que os utilizadores de trotinetes elétricas têm 3,5 vezes mais probabilidade de sofrer traumatismos cerebrais do que motociclistas.

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As trotinetes elétricas tornaram-se uma presença habitual nas cidades europeias. Pequenas, silenciosas e fáceis de utilizar, são frequentemente vistas como uma alternativa prática ao automóvel.

Contudo, um novo estudo científico deixa um alerta importante: os utilizadores de trotinetes elétricas apresentam uma probabilidade 3,5 vezes superior de sofrer traumatismos cerebrais graves quando comparados com motociclistas envolvidos em acidentes.

O trabalho analisou 15.247 vítimas de trauma grave registadas em Inglaterra e País de Gales entre 2020 e 2022, incluindo motociclistas, ciclistas e utilizadores de trotinetes elétricas.

Capacete continua a fazer toda a diferença

Os investigadores apontam uma explicação clara para esta diferença.

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Enquanto o uso de capacete é praticamente universal entre motociclistas, nas trotinetes elétricas apenas uma pequena minoria utiliza proteção.

Segundo o estudo, menos de 6% dos utilizadores de trotinetes acidentados usavam capacete. A consequência é uma incidência significativamente superior de lesões na cabeça e no cérebro.

Pequenas rodas, grandes riscos

O desenho das trotinetes também contribui para aumentar o risco. As rodas de reduzido diâmetro tornam o veículo muito mais sensível a buracos, carris, tampas de saneamento e irregularidades do pavimento.

Ao mesmo tempo, a posição elevada do condutor e a ausência de elementos de proteção aumentam a probabilidade de impactos diretos no solo.

Os investigadores verificaram ainda maior incidência de lesões internas e danos vasculares relativamente aos motociclistas.

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Um debate que também interessa a Portugal

Nos últimos anos, Lisboa, Porto e outras cidades portuguesas assistiram à rápida expansão das trotinetes elétricas.

Essa popularidade trouxe também novos desafios relacionados com circulação, estacionamento, convivência com peões e utilização de equipamentos de proteção.

O estudo surge precisamente numa altura em que vários países europeus continuam a discutir regras mais rigorosas para estes veículos.

A visão da Motojornal

Durante muito tempo existiu a perceção de que uma trotinete elétrica seria automaticamente mais segura do que uma moto devido às velocidades inferiores.

Os dados agora publicados mostram que a realidade pode ser bastante diferente. Naturalmente, não significa que uma moto seja um veículo intrinsecamente mais seguro. Significa, isso sim, que o equipamento de proteção faz uma enorme diferença.

Enquanto os motociclistas utilizam habitualmente capacete, luvas, blusão e outras proteções, muitos utilizadores de trotinetes continuam a circular praticamente sem qualquer equipamento de segurança.

A conclusão dos investigadores é clara: à medida que estes veículos se tornam cada vez mais comuns, será inevitável reforçar a educação rodoviária, promover o uso do capacete e adaptar as infraestruturas urbanas para reduzir o número de acidentes.

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