As inscrições estão encerradas, ultrapassado que foi o limite previsto pela organização, e as listas definitivas do enorme pelotão com mais de 2000 motociclistas vão ser publicadas nos próximos dias, já com as horas que cada uma das equipas deverá apresentar-se nas verificações técnicas e documentais em Faro, bem como à partida para cada uma das etapas.

Está, assim, em marcha imparavél o 20.º Portugal de Lés-a-Lés, que, de 30 de maio a 2 de junho, vai ligar Faro a Felgueiras, via Portalegre e Lamego, em aventura com mais de… 2,5 milhões de quilómetros! E isto contabilizando apenas o evento propriamente dito já que, com partida e regresso a casa facilmente duplicará essa distância recordista. Tanto mais que existe cada vez maior número de participantes estrangeiros desejosos de descobrir o nosso País, não apenas espanhóis, mas também franceses, italianos, suíços, ingleses e de outras nacionalidades, através da aventura organizada pela Federação de Motociclismo de Portugal.

Com contas fáceis de fazer – os mais de 2000 mototuristas cumprirão percurso de 1160 km! – a edição de 2018 do ‘Lés-a-Lés’ terá três etapas substancialmente diversificadas, como diversa é a geografia e orografia de cada região atravessada. Depois da serra algarvia do primeiro dia e planície alentejana no seguinte, a ligação entre Lamego e Felgueiras será verdadeiro consolo para as vistas, com paisagens soberbas, e para a alma, em tirada propícia para ‘arredondar’ pneus. Sem uma única reta digna desse nome e serrania com fartura, esta seria verdadeira ‘etapa-rainha’ da mais exigente prova ciclística, com incontáveis Prémios de Montanha de 1.ª categoria. No Marão, Alvão, Barroso e Cabreira, como nas abordagens ao Larouco e ao Gerês.

Mais curta que as anteriores e sem tamanha exigência em termos de horas de condução, foi delineada para permitir chegada apoteótica, com luz do dia para toda a caravana que demorará mais de 4 horas e meia a subir ao palanque final, diante dos Paços do Concelho da edilidade felgueirense. Festa gigantesca graças ao abnegado esforço da autarquia e do jovem motoclube Fel Road, bem merecida depois da grande aventura à moda antiga, atravessando o País apenas com recurso a estradas nacionais, regionais e municipais, fugindo das autoestradas, IP’s e IC’s como ‘o diabo da cruz’. De Lamego a Felgueiras tempo para provar as famosas cerejas de Resende; para petiscar ‘do bom e do melhor’ por Terras de Bastograças ao apoio da Casa da Tojeira e às freguesias cabeceirenses de Faia, Pedraça e Cavez; para comprovar a riqueza gastronómica em animado lanche no castelo de Montalegre; e para festejar a calórica recepção na Agro Vieira, feira de Vieira do Minho, que até terá chegas de bois à hora da passagem da imensa caravana!

Mas não se pense que ficam por aqui as paragens para descobrir o que de melhor tem cada região, da arquitetura às paisagens, da história à gastronomia, passando naturalmente pelo riquíssimo património humano. No último dia da aventura que festeja duas décadas de existência, tempo para desfrutar nos Oásis Antero e Ducati, com a garantia de viagem inesquecível que, entre serras, atravessará os inevitáveis e fabulosos vales do Douro, Olo, Cabril, Tâmega, Peio, Rabagão, Cávado, Ave e Ferro.

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