Fez história no ski alpino olímpico, ao ser o mais novo atleta medalhado. Mas para além dessa sua modalidade de eleição, o norueguês Henrik Kristoffersen é igualmente um amante do motocross e um orgulhoso embaixador da Husqvarna.

A “estrela rebelde” cresceu. Começou a sua carreira no ski profissional, quando tinha apenas 17 anos e venceu logo na sua estreia, na corrida nocturna de Schaldming, uma das mais importantes competições da modalidade. Embaixador da Husqvarna, Henrik Kristoffersen esteve à conversa sobre os mais variados temas, onde as MX e a possibilidade de se tornar um piloto de fábrica da casa sueca foram postas em cima da mesa.

Henrik, mudaste-te recentemente para Salzburg. Gostas da cidade, da Áustria e de viver aqui?
“Foi uma decisão em parte prática, mas também emocional. Prática porque Salzburg está localizada de uma forma muito mais central do que a Noruega. Durante a época, passei bastante tempo em hotéis, o que penso que não é de todo a situação ideal. Morar em Salzburg é muito mais conveniente para ir treinar em Reiteral e não tenho que andar para a frente e para trás com todo o material, a partir da Noruega. Além do mais, tenho o meu próprio espaço para descansar, o que é seguramente muito melhor do que fazer a mala 200 dias por ano. Emocionalmente mudei-me para Salzburg porque é uma cidade bonita, com pessoas de mente aberta.”

Quando e como começaste a tua paixão pelo motocross?
“O meu pai começou no motocross quando tinha 13 ou 14 anos, essencialmente porque o meu avô o proibiu de andar de moto nas ruas. Mais tarde tirou a carta de condução, mas a sua paixão pelo motocross mantém-se até hoje. Quando eu era ainda miúdo, lembro-me de ir à garagem e ver “aquela coisa” tapada, da qual eu tinha medo. Hoje sei que não era um monstro, mas sim uma Husqvarna de motocross (risos). Foi um dos meus primeiros contactos com o motocross e acho que foi nessa época que tudo começou. Comecei depois a ver vídeos em VHS, que o meu pai tinha em casa, e cheguei mesmo a estragar as fitas, de tantas vezes que os vi. Logo após completar seis anos, ganhei a minha primeira Husqvarna MX de 50 cc e nunca mais parei.”

Foi nessa altura que ganhaste a alcunha de ‘Wild Child’?
“Sim, os meus tempos na escola foram bastante complicados, já que não conseguia ficar quieto. Sempre senti uma necessidade de me mexer. Ficar concentrado e parado era bastante difícil para mim. No entanto, esse aspecto foi-me bastante útil quando ingressei no ski e mesmo no motocross.”

Falando de desporto, acabaste de alinhar em duas mangas de 25 minutos do X-BOWL em Salzburg. Como é que o motocross te ajuda a treinar para o ski?
“O motocross é uma das disciplinas desportivas mais exigentes que há. É ideal para o cardio e o treino muscular, especialmente para os músculos dos gémeos e para um treino balanceado, ou seja, tudo o que precisas para o ski. O melhor de tudo, é que conjuga o treino com bastante adrenalina. Tenho o maior respeito pelos pilotos profissionais, já que dificilmente imagino o quanto é complicado manter a força durante tanto tempo.”

Como é a nova máquina?
“Adoro-a! A Husqvarna FC 250 é super leve, ágil, potente e a sua maneabilidade é incrível. Especialmente para mim, desde o inverno tive que me ausentar um pouco do motocross. É perfeita porque monto-a na primavera e saio sem ser necessário um grande período de habituação a ela. A suspensão WP AER 48 é espantosa e fácil de ajustar, consoante as minhas necessidades e adoro o arranque elétrico, que é bastante prático, especialmente depois de não a guiar durante uns tempos.”

O que achas da marca Husqvarna de uma maneira global, em especial para ti que és da Escandinávia?
“A Husqvarna é uma marca sueca com uma enorme tradição. Cresci a ver o meu pai a pilotar Husqvarna’s até aos dias de hoje, então acho que cresci com elas. Gosto particularmente da marca se ter tornado “mais” sueca a partir de 2013. As cores, os desenhos, tudo. Acho graça ao facto de eu e o meu pai ainda estarmos tão ligados a uma marca, tal como estávamos quando era mais novo.”

Segues algumas provas ou pilotos?
“Sou um grande adepto do motociclismo em geral, especialmente de motocross. Sigo bastantes provas na televisão ou mesmo nas pistas, quando tenho tempo livre. Sigo os pilotos Jason Anderson, Zack Osborne, Max Nagl, Gautier Paulin, Kjer Olsen e Graham Jarvis e outros, seja Supercross, MX, Enduro ou Dakar. Adoro ver aqueles loucos a parecerem fazer aquilo assim facilmente. Quanto a corridas, posso dizer que o Supercross de Las Vegas deste ano foi algo absolutamente louco. Sigo também de forma bastante assídua o MXGP, onde existe um grande lote de pilotos de grande nível e onde a competição é sempre enorme.”

Vamos supor que te irias dedicar de forma profissional ao motociclismo. Qual seria a tua disciplina?
“Seria sem sombra de dúvida o offroad e o motocross. Pesoalmente acho que é o topo do desporto com a maior acção, adrenalina, audiência e a mais desafiadora disciplina em termos de concentração e onde é necessário estar em forma, tanto a nível físico, como mental. Todas as modalidades requerem bastante dedicação e empenho, mas iria certamente para o motocross.”

Então, se a determinada altura te cansares do ski, a tua atenção poderia se focar em ser um piloto de fábrica?
“Duvido bastante que me retire do ski e estou longe de fazer o que aqueles tipos fazem em cima das motos. Mas teoricamente, se tivesse a oportunidade e conseguisse de alguma forma chegar perto da performance exigida, gostaria de fazer parte da equipa. Mas isso deve estar bastante longe, por isso vou me manter no ski.”

Texto e Fotos: Husqvarna Motorcycles Adaptação: Redacção

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