Numa situação verdadeiramente insólita, os responsáveis pelo MotoGP ou Mundial de Velocidade viram-se obrigados a rever a pontuação dada aos pilotos da categoria Moto2 na corrida a contar para o Grande Prémio da Tailândia.
Essa corrida da categoria Moto2 tinha previstas 22 voltas a serem cumpridas pelos pilotos ao circuito Chang International no passado domingo. Infelizmente, várias quedas aparatosas obrigaram a Direção de Corrida a interromper a prova por duas vezes recorrendo às bandeiras vermelhas, obrigando os pilotos a realizarem três arranques a partir das suas posições na grelha de partida.
A corrida teve dois recomeços, sempre com a Direção de Corrida a reduzir o número total de voltas de forma a adaptar a distância a percorrer à situação imprevista.
Porém, num momento que passou totalmente despercebido a todos, inclusivamente ao sistema informático que controla a distância percorrida, a única volta completada após o segundo recomeço deveria ter sido anulada e não contaria para a distância total percorrida. Ou seja, essa volta não deveria ter sido somada às 3 voltas cumpridas no primeiro arranque e às 7 voltas cumpridas após o terceiro arranque.

Isso significa que apenas deveriam ter sido validadas 10 voltas cumpridas (3+7) em vez das 11 voltas que foram então contabilizadas pelo sistema informático (3+1+7).
Uma volta faz assim tanta diferença?
Sim, faz toda a diferença!
Isto porque de acordo com o regulamento desportivo do Mundial de Velocidade, para que seja atribuída a pontuação total máxima prevista para uma corrida de Grande Prémio de Moto2 – 25 pontos para o vencedor até chegar a 1 ponto para o 15º classificado –, os pilotos têm de percorrer uma distância de pelo menos 50% relativamente à distância original da corrida. Ou seja, estando previstas 22 voltas para este GP da Tailândia, os pilotos de Moto2 para receberem a pontuação total máxima tinham de cumprir 11 voltas válidas. O que não foi o caso.
O sistema informático que faz a gestão da contagem das voltas de forma automática, devido às várias interrupções e reinícios, acabou por se ‘baralhar’ e por validar a única volta que foi feita após o segundo arranque. Volta essa que deveria ter sido anulada. O sistema passou a informação à Direção de Corrida que tinham sido cumpridos os tais 50% da distância total original, e isso levou à atribuição da pontuação total máxima.
Agora, cinco dias depois do Grande Prémio da Tailândia se realizar e depois de revista a corrida de Moto2, ficámos a saber que afinal a pontuação atribuída aos 15 primeiros classificados estava errada. Sendo apenas validadas 10 voltas em vez das 11 voltas, temos agora a confirmação de que a pontuação foi alterada e cada piloto apenas recebe metade dos pontos, conforme publicamos de seguida, com Manu González a manter a sua vitória, seguido no pódio por Izan Guevara e Dani Holgado.
Classificação atualizada de Moto2
1 – Manu González – 12,5 pontos
2 – Izan Guevara – 10 pontos
3 – Dani Holgado – 8 pontos
4 – Ivan Ortolá – 6,5 pontos
5 – Colin Veijer – 5,5 pontos
6 – Celestino Vietti – 5 pontos
7 – Alonso Lopez – 4,5 pontos
8 – Daniel Muñoz – 4 pontos
9 – Deniz Oncu – 3,5 pontos
10 – Ayumo Sasaki – 3 pontos
11 – Aron Canet – 2,5 pontos
12 – Alex Escrig – 2 pontos
13 – Toni Arbolino – 1,5 pontos
14 – Barry Baltus – 1 ponto
15 – Alberto Ferrandez – 0,5 pontos
Ainda sobre esta situação verdadeiramente insólita e que passou despercebida a todos, foi também anunciado agora que os responsáveis do campeonato vão implementar modificações ao sistema de forma a evitar que situações similares voltem a ocorrer no futuro.
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