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Mercado Nacional – As motos mais vendidas em 2025

Apesar de uma pequena descida face a 2024, o mercado nacional, segundo os dados da ACAP, voltou a superar as 40 000 unidades vendidas, pelo terceiro ano consecutivo. Repete-se também outro facto acontecido pela primeira vez em 2024: as motos maiores superaram as 125 cc.

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(Artigo publicado na Motojornal n.º 1592/março 2026)

Depois de um ligeiro declínio em 2020, ano em que as vendas caíram abaixo das 30 000 unidades, depois de quatro anos de crescimento e números acima desse valor, a venda de motos em Portugal tem vindo a crescer.

Nos últimos três anos temos acima das 40 000 unidades vendidas, parecendo ter atingido um patamar de estabilidade.

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Porém, este ano 2025 registou-se uma ligeira quebra de 1,5%, curiosamente devido a nova descida nas vendas das 125 cc.

As oitavo de litro – entre scooters e motos com caixa de velocidades – representavam um pouco mais de 50% dos números anuais, mas em 2024 essa tendência inverteu-se, e em 2024 e 2025 as motos com mais de 125 cc cresceram e superaram as de pequena cilindrada.

Esse crescimento das motos acima de 125 cc foi de 3,9% de 2024 para 2025, mas não foi suficiente para compensar a queda de 7,3% nas 125 cc.

Mesmo assim, as scooters de 125 cc continuam a ter a fatia maior no mercado face aos outros segmentos: 30,7% (12 843 unidades), seguindo-se as trails (23,1%, 9648 unidades) e as utilitárias (18%, 7542 unidades).

Novas marcas no mercado

Em termos de marcas, com a chegada de novos nomes ao mercado nacional nos últimos anos, a tabela tem vindo a transformar-se. Mas há coisas que não mudam, e Honda e Yamaha – historicamente as duas marcas que têm ocupado as duas primeiras posições na tabela de vendas – lideram o ranking, mas com forte vantagem para a marca fundada por Soichiro Honda.

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Apesar de ter registado uma pequena quebra de 0,2% face a 2024, com 12 865 unidades vendidas, a Honda não só continua a ocupar a primeira posição, como aumentou a sua quota de mercado de 28,9% para 29,2%.

A Yamaha ocupa uma distante segunda posição, tendo sofrido uma queda em 2025 de 9,9% face ao ano anterior, registando 6777 motos, o que representa uma quota de 15,4% do total do mercado.

Logo a seguir, em terceiro, surge a BMW Motorrad, que com 2789 motos vendidas em 2025, regista um aumento de 4,5% em relação a 2024, aumentando a sua quota de mercado de 6% para 6,3%.

Depois surgem algumas das marcas mais recentes no mercado, com destaque para a CFMoto, que registou um aumento meteórico de 2024 para 2025: as 2597 motos vendidas em 2025 significam um aumento de 81,2% de crescimento relativamente a 2024! Logo atrás aparecem Voge e Zontes, com um crescimento de 21,4% e 23,5%, respetivamente.

Isto no que diz respeito ao total de motociclos, porque se olharmos independentemente para as 125 e acima de 125 cc, deparamo-nos com fenómenos interessantes.

Nas 125 cc, a Honda mantém a liderança com 33,1% de quota de mercado (6688, um terço do total deste segmento), apesar de ter registado uma quebra de 9,3% face a 2024. Trajetória diferente teve a Yamaha, na segunda posição, com um crescimento de 2,1 %, mas registando 3715 unidades, para uma quota de 18,4%. A Keeway fecha este pódio, com 1782 unidades, menos 2,2% que em 2024, o equivalente a um quota de 8,8%.

CFMoto sobe no ‘ranking’

Olhando para as motos acima de 125 cc, também aqui Honda e Yamaha tiveram prestações diferentes: a Honda cresceu 11,5% (para um total de 6152 unidades, o equivalente a uma quota 26,4% do segmento), enquanto que a Yamaha sofreu um trambolhão de 21,1%, com 3062 unidades, baixando a sua quota de 17,3% para 13,1%.

A BMW Motorrad, que não tem presença nas baixas cilindradas, ocupa a terceira posição (11,8% de quota), ficando praticamente a 300 unidades de bater a Yamaha.

Com alguns dos seus modelos a ganharem popularidade instantânea, a CFMoto ficou muito perto do pódio, com uma quota de 10,3%, muito próxima da BMW Motorrad.

As motos elétricas registaram um crescimento de 10% de 2024 para 2025, mas no total, entre motos e scooters, foram vendidas menos de 500 unidades – 460, mais concretamente -; mas no caso dos ciclomotores de propulsão elétrica, as vendas caíram 43%, para 366 unidades. Uma queda mais acentuada do que nos ciclomotores com motor de combustão interna, que desceram 14%, para 1055 unidades.

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Quanto aos modelos mais vendidos, a Honda PCX continua a ser rainha e senhora do mercado português, com mais de 4300 unidades vendidas em 2025. A PCX e a Yamaha Nmax 125, com 2578 vendidas, foram os únicos modelos a ultrapassar as 1000 unidades em 2025 e, juntas, representam cerca de metade das vendas das scooters de 125 cc.

Nas motos ‘grandes’, acima de 125 cc, há uma nova campeã de vendas: a CFMoto 450MT conquistou o mercado nacional com 770 unidades vendidas, batendo a BMW Motorrad R 1300 GS Adventure e NC750X, duas motos com um excelente ‘currículo’ no mercado português ao longo dos anos.

Mercado Europeu – Os maiores mercados e os modelos mais vendidos

No cômputo geral, o mercado português comportou-se melhor do que os maiores mercados europeus.

Olhando para os cinco principais países, aqueles onde se vendem mais motos no continente europeu, representando cerca de 80% do total do mercado da União Europeia e Reino Unido – França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido – no seu conjunto registaram uma quebra de 12,9%, para um total de 1 002 848 unidades, face às 1 150 852 do ano anterior, segundo os dados da ACEM – a Associação Europeia de Fabricantes de Motos.

A maior quebra aconteceu na Alemanha, onde as 159 764 motos vendidas em 2025 representaram uma descida de 35,7% face a 2024; França desceu 16,4% para 179 225 unidades, o Reino Unido desceu 19,3% para 89 645 unidades, Itália perdeu 6% para 331 634 unidades (continuando a ser o País europeu com maior número de motos vendidas anualmente); apenas Espanha registou crescimento, de 8,3%, encerrando o ano com 242 580 motos vendidas.

Olhando para a ‘garagem’ da nossa vizinha Espanha, segundo a ANESDOR (Asociación Nacional de Empresas del Sector Dos Ruedas), a moto mais vendida foi a Nmax 125, com 12 620 unidades, seguida da Honda PCX (9849 unidades) e da Zontes 368G, num Top 10 dominado pelas scooters, que representam cerca de 50% do mercado em 2025, seguindo-se, por esta ordem, Sym Symphony 125, Honda Forza 125, Honda SH 125, Yamaha Xmax 125, e Kymco Agility S 125, numa lista onde a única moto com caixa de velocidades é a Voge 900DSX, na quinta posição da tabela, com 5447 unidades.

Também no maior mercado europeu, Itália, os dados da ANCMA (Associazione Nazionale Ciclo Motociclo Accessori) mostram que a predominância é das scooters, com domínio absoluto da Honda: SH 125 em primeiro lugar com 19 294 unidades, seguida da SH 350 com 11 201 unidades e da SH 150 com 10 126 unidades, e da X-ADV 750 com 7737 unidades. A Piaggio Liberty 125 fecha o top 5 com 7712 unidades.

No meio das scooters, a única moto que surge no top 20 é a BMW Motorrad R 1300 GS, com 3977 unidades vendidas em 2025.

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