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Miguel Oliveira alerta: “Quando não cuidamos do que é nosso, arriscamo-nos a perder o que nos orgulha. O Estoril não pode ser uma memória”

O estado de degradação ameaça o Autódromo do Estoril. Miguel Oliveira não fica indiferente e lança o alerta para uma situação preocupante.

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O Autódromo do Estoril é um dos locais de culto para qualquer fã do desporto motorizado em Portugal. Um local onde vimos campeões nascerem, estrearem-se no degrau mais alto do pódio, mas também é um local que ficará nas nossas memórias por grandes momentos de pilotagem e os ‘photo finish’ inacreditáveis.

Porém, mesmo com toda a importância que tem, o futuro do Autódromo do Estoril está em risco, conforme há muito a Revista Motojornal já aqui tinha ‘avisado’, nomeadamente quando foi decidido acabar oficialmente com os famosos track days de moto, num artigo publicado em setembro de 2025.

Nesse artigo destacámos um ponto importante do comunicado oficial da CE – Circuito do Estoril S.A.. No comunicado é dito que “A CE anuncia ainda que, após a decisão de 24 de abril de 2025 de encerramento da Bancada A, não se antecipa uma data expetável para a reabertura da referida infraestrutura”. Uma decisão motivada pelos danos provocados por uma tempestade na pala que está colocada sobre a referida bancada, que corre o risco de cair por completo.

Ficou patente com essa frase e decisão que não haveria forma de recuperar os danos provocados naquela estrutura, tendo a prova do Mundial Superbike sido realizada com a Bancada A fechada ao público.

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Agora, num artigo publicado a 11 de fevereiro de 2026 no jornal O Público, assinado pelo jornalista Pedro Keul, onde é entrevistado Jorge Viegas, voltam a soar os alarmes para esta situação que coloca em dúvida o futuro do Autódromo do Estoril.

Jorge Viegas, antigo presidente da Federação de Motociclismo de Portugal e atual presidente da Federação Internacional de Motociclismo, que tem um profundo conhecimento da situação que envolve o circuito pois esteve envolvido na sua gestão no final da década de 90, avisa mesmo que a realização da ronda portuguesa do Mundial Superbike neste circuito não está garantida e realça que agora é também a Bancada B que poderá ficar interdita ao público por falta de manutenção.

Este artigo do O Público não deixou os ‘petrolheads’ portugueses indiferentes e várias têm sido a reações nas redes sociais contra o estado em que se encontra o Autódromo do Estoril.

E uma das vozes que maior destaque tem, fruto da sua visibilidade em termos públicos, é a voz de Miguel Oliveira.

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O piloto português não silenciou a sua voz e fez questão de abordar o tema numa publicação nas suas redes sociais. Uma História na sua página oficial de Facebook mostra o artigo em questão e é acompanhada com a frase: “Quando não cuidamos do que é nosso, arriscamo-nos a perder o que nos orgulha. O Estoril não pode ser uma memória”.

Um importante alerta deixado pelo piloto de Superbike que durante anos competiu no Estoril integrado no Mundial de Velocidade, e que deverá voltar a competir no circuito perto da Serra de Sintra em outubro deste ano durante a visita do Mundial Superbike a Portugal (uma das duas que serão feitas em 2026, conforme previsto no calendário).

Miguel Oliveira não ficou indiferente e esperará que com a sua publicação as entidades oficiais ‘acordem’ a tempo de reverter uma situação que, para muitos fãs do desporto motorizado, parece cada vez mais uma certeza: o Autódromo do Estoril tem os dias contados.

Câmara Municipal de Cascais: a salvação do Autódromo do Estoril?

No meio de toda esta incerteza surgiu a Câmara Municipal de Cascais (CMC). Liderada por Nuno Piteira Lopes, esta câmara tem procurado, conforme a Revista Motojornal aqui explica em pormenor , revitalizar as operações do circuito e garantir um futuro mais risonho. O objetivo é fazer regressar ao circuito provas de Fórmula 1 e MotoGP.

A vontade da CMC esbarra nas habituais burocracias, mostrando-se surpreendida com a inação por parte da Parpública, entidade com a qual já foi negociado e aprovado um acordo que permitirá garantir a reabilitação do circuito e o seu futuro.

Em declarações ao jornal O Público, Nuno Piteira Lopes confirma que “A Câmara de Cascais está pronta a agir. Falta apenas que o processo de formalização se conclua para podermos, finalmente, iniciar a recuperação que o Autódromo e Cascais merecem”.

A edilidade cascaense reafirma que não irá aprovar licenciamentos para projetos imobiliários na área ocupada pelo circuito, respondendo assim às preocupações de quem acredita que tudo isto resulta da denominada ‘pressão imobiliária’ que paira sobre o Autódromo do Estoril, localizado numa zona premium.

A demora na resposta por parte da Parpública, que está sob a alçada da Secretaria de Estado do Tesouro, está a deixar a Câmara Municipal de Cascais cada vez mais apertada em termos de prazos de resposta para poder prosseguir com um processo de revitalização do Autódromo do Estoril. Nuno Piteira Lopes ameaça mesmo com a possibilidade de a Câmara de Cascais deixar de apoiar a realização de provas, pois a degradação do autódromo transmite uma má imagem do desporto motorizado ao turismo da região, e por isso a sua edilidade não tem vontade de associar-se a eventos disputados em infraestruturas degradadas.

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