Depois de duas temporadas ausente do calendário, Alqueidão voltou a receber o Campeonato Nacional de Motocross. E o regresso dificilmente poderia ter sido mais apropriado para Luís Outeiro.
A quinta e penúltima jornada do campeonato, organizada pela Sociedade Recreativa Alqueidoense, marcou também o regresso à ação depois da pausa de verão e deixou praticamente todas as decisões para 11 de outubro, no Crossódromo do Granho, em Salvaterra de Magos.
Praticamente todas porque há uma exceção: Paulo Felícia já é Campeão Nacional de MX Veteranos.
Luís Outeiro perfeito em casa: duas mangas, duas vitórias
Era o cenário ideal para Luís Outeiro voltar aos triunfos. A correr literalmente em casa, o atual campeão nacional de MX1 dominou as duas mangas, terminando em ambas à frente do líder do campeonato, Gerard Congost, em GasGas. Martim Palma, aos comandos da Ducati, completou o pódio nas duas corridas.

O duplo triunfo permitiu a Outeiro conquistar a primeira vitória à geral em MX1 desta temporada e, sobretudo, impedir Congost de celebrar antecipadamente o título.A matemática continua, portanto, em aberto. Mas apenas por pouco.
O espanhol da GasGas chegará à última jornada com 50 pontos de vantagem sobre Luís Outeiro, quando estarão disponíveis 55. Isto significa que a missão do português é extremamente complicada: precisa praticamente de uma jornada perfeita e de um resultado muito desfavorável do rival.
Outeiro, pelo menos, fez aquilo que estava nas suas mãos em Alqueidão. Ganhou tudo e obrigou o campeonato a viajar até ao Granho.
Paulo Felícia é campeão com um registo perfeito
Se em MX1 ainda há contas para fazer, nos MX Veteranos já há campeão. E com números difíceis de melhorar. Paulo Felícia, em TM, conquistou antecipadamente o título nacional depois de somar dez vitórias nas dez mangas realizadas esta temporada.

Dez corridas. Dez vitórias. Uma época invicta que permitiu ao piloto resolver o campeonato antes da derradeira jornada e confirmar o excelente momento que atravessa também noutras disciplinas do motociclismo nacional.
Gilen Albisua domina MX2 e fica muito perto do título
Nas MX2, Alqueidão teve forte sotaque espanhol e domínio da GasGas, que monopolizou o pódio da classificação geral. Gilen Albisua venceu as duas mangas, sempre à frente de Valentino Vázquez, reforçando significativamente a liderança do campeonato.

Atrás dos dois espanhóis, Sandro Lobo, em KTM, e Martim Espinho, em GasGas, alternaram na terceira posição. Especial destaque para Espinho, que terminou terceiro da geral no regresso à competição depois de mais de um ano afastado, na sequência da grave lesão sofrida em 2025, no início do Campeonato Nacional de Supercross.
Albisua segue agora para a final com 43 pontos de vantagem sobre Sandro Lobo. O português subiu ao segundo lugar da classificação depois de um domingo particularmente difícil para Tomás Santos. O piloto da KTM foi quinto na primeira manga, mas sofreu uma forte queda na volta inicial da segunda e abandonou. Santos caiu assim para terceiro no campeonato, encontrando-se a 54 pontos do líder.
Leonardo Gaio estreia-se a vencer nas MX125 Júnior
Também houve novidade nas MX125 Júnior. Leonardo Gaio, em Yamaha, conseguiu a sua primeira vitória na categoria graças a um segundo lugar e um triunfo nas duas mangas disputadas juntamente com as MX2.

O líder do campeonato, Bernardo Pinto, venceu a primeira corrida, mas foi apenas quinto na segunda, terminando atrás de Gaio na classificação geral da jornada. Bernardo Caiado, em GasGas, completou o pódio.
Apesar do resultado, Bernardo Pinto continua na frente do campeonato, mas a decisão está longe de estar fechada: tem apenas 12 pontos de vantagem sobre o irmão Duarte Pinto. Duarte terminou a jornada de Alqueidão no quinto lugar da geral, atrás de Gustavo Pitschieller.
Um problema técnico adia o título de Guilherme Gomes nas MX85
Nas MX85, Guilherme Gomes chegou a Alqueidão com possibilidade de resolver antecipadamente o campeonato, mas a mecânica decidiu prolongar a história.
Um problema técnico deixou o piloto da KTM fora dos pontos na primeira manga, aproveitando Thiago Rodríguez, em Husqvarna, para conquistar a vitória à frente de Dinis Neto e Maria Inês Gandum.

Na segunda corrida, Guilherme Gomes respondeu da melhor forma possível e venceu por larga margem sobre Rodríguez e Dinis Neto. Na soma das duas mangas, o pódio ficou composto por Thiago Rodríguez, Dinis Neto e Mirelis Ramírez, enquanto Salvador Campino e Maria Inês Gandum completaram o top 5.
Guilherme Gomes conserva uma enorme vantagem de 54 pontos sobre Rodríguez. Na derradeira ronda, bastará ao piloto português somar mais um ponto do que o rival para confirmar matematicamente o título.
Iker González faz a dobradinha nas MX65
A jornada terminou com novo domínio espanhol nas MX65. O líder do campeonato, Iker González, em KTM, venceu as duas mangas. Na primeira bateu Noel Carracedo, em GasGas, enquanto na segunda teve como principal adversário Rodrigo Garcia, em Yamaha.

Garcia continua a mostrar uma evolução interessante numa categoria em que se estreou esta temporada, ao mesmo tempo que assegurou a coroa de MX50.
Todos os caminhos levam agora ao Granho
Depois de Alqueidão, resta apenas uma jornada para encerrar o Campeonato Nacional de Motocross 2026. A grande final está marcada para 11 de outubro, no Crossódromo do Granho, em Salvaterra de Magos.
Paulo Felícia chegará já como campeão dos Veteranos, mas nas restantes categorias ainda existem títulos para entregar. Em MX1, Luís Outeiro conseguiu aquilo que queria perante o seu público: venceu as duas mangas e adiou a festa de Gerard Congost.
Agora faltam 55 pontos para distribuir e Congost tem 50 de vantagem. A matemática ainda diz que é possível. A pista do Granho dará a resposta definitiva.
Fotos: CSA Photos
Fique atento a www.motojornal.pt para estar sempre a par de todas as novidades do mundo do desporto em duas rodas. E siga-nos no Canal Oficial da Revista Motojornal no WhatsApp para receber todas as notícias atualizadas diretamente no seu telemóvel de forma ainda mais prática!