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MotoGP 2025 – A reação de Miguel Oliveira à corrida do Grande Prémio de Itália

Miguel Oliveira foi 13º e a melhor Yamaha na corrida do Grande Prémio de Itália de MotoGP. Aqui ficam as declarações do piloto da Pramac.

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Depois das dificuldades sentidas na corrida Sprint de sábado, Miguel Oliveira não esperava que a sua situação se alterasse por completo para a corrida principal de domingo a contar para o Grande Prémio de Itália de MotoGP.

Com as temperaturas elevadas no circuito de Mugello a exponenciarem os problemas da Yamaha YZR-M1 em encontrar aderência neste tipo de condições, e arrancando de 17º lugar na grelha de partida, o piloto português da Prima Pramac Yamaha não deixava de ambicionar entrar nos pontos, sabendo à partida que seria sempre uma missão muito complicada entrar no Top 10.

Tal como vimos na corrida Sprint, Miguel Oliveira voltou a ser, dos quatro pilotos da Yamaha em pista, aquele que melhor conseguiu superar as dificuldades de uma corrida que foi longa (23 voltas), e onde o protótipo de Iwata esteve novamente longe de permitir que os seus pilotos conseguissem almejar bons resultados ou até concretizar ultrapassagens de forma a ascender na classificação.

13º lugar na corrida, sendo mesmo a melhor moto da Yamaha hoje. Uma demonstração de querer e ambição por parte do piloto português, numa altura decisiva da temporada no que à definição do seu futuro diz respeito.

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No final da corrida principal do Grande Prémio de Itália de MotoGP, e em declarações concedidas à Sport TV na zona mista do circuito italiano, Miguel Oliveira abordou o que aconteceu no circuito de Mugello:

“Deixa-me satisfeito (ser o melhor piloto Yamaha). É óbvio que aquilo que tentamos sempre focar é na distância total para o primeiro classificado, e 26 segundo é demasiado tempo para ficarmos contentes com o resultado. Consegui superar o Fabio mesmo na última volta, na linha de chegada. Vale o que vale, foi para caprichar um bocadinho mais e ser a primeira Yamaha para tirar alguma satisfação pessoal. De resto, a corrida toda foi muito complicada. Não conseguimos lutar com ninguém para fazer ultrapassagens, usamos demasiado o pneu para estarmos próximos sequer para tentarmos uma ultrapassagem. É verdade que perdemos alguma velocidade nas retas, depois tentamos recuperar tudo nos travões e sobreaquecemos muito a dianteira da moto. Enfim… está difícil de conseguir acertar também com o motivo de ter tanta dificuldade na corrida, mas espero que Assen seja um circuito em que tenha uma temperatura que se preste um bocadinho mais a ter um ritmo de corrida mais competitivo.

A única dificuldade acrescida que senti na minha moto (os outros pilotos queixaram-se da falta de aderência e ressaltos no circuito) foi novamente a vibração nas curvas à esquerda, como ontem, mas sabia que era algo que tinha de aprender a conviver todas as voltas da corrida, por isso tentei não me focar muito nisso, focar-me no meu estilo de condução, aliviar um pouco essas vibrações. Mas no geral, mesmo sem vibrações era muito difícil ser competitivo, porque não temos muita aderência traseira, essa é a realidade, especialmente quando estão estas temperaturas de pista que torna tudo mais complicado para nós.

(para Assen) O meu foco é qualificar melhor. Tentar que as coisas se enquadrem todas na qualificação para que eu consiga ser rápido e consiga mostrar o meu potencial. Até agora, e mesmo aqui em Mugello, apesar de nos treinos ter sido muito competitivo, na qualificação os problemas não me deixaram exprimir o potencial da moto e o meu, por isso espero que saindo um pouco à frente possa ter melhores oportunidades para que durante a corrida dispute uma posição melhor”.

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