Miguel Oliveira fechou a corrida Sprint a contar para o Grande Prémio dos Países Baixos de MotoGP com o 12º lugar ‘no bolso’. Um resultado que, infelizmente para as suas aspirações, não permite somar qualquer ponto, mas que ainda assim volta a mostrar que o piloto português, em situação de corrida, tem capacidade para atingir resultados positivos.
Arrancando de 18º na grelha de partida, o #88 da Prima Pramac Yamaha rapidamente ascendeu na classificação. Chegou mesmo a rodar em 12º na primeira volta, evidenciando novamente a sua excelente capacidade de reação ao momento sempre complicado do arranque de uma corrida de MotoGP.
Viria a fixar-se pelo 13º lugar, sem conseguir desferir os ataques necessários aos pilotos à sua frente que lhe permitissem subir mais na classificação, e já nas voltas finais, aproveitando a queda de Fabio Quartararo (Monster Energy Yamaha), Miguel Oliveira conseguiria mesmo ascender ao 12º lugar nesta Sprint do Grande Prémio dos Países Baixos, posição em que viria a receber a bandeira de xadrez no final das 13 voltas previstas.
Mais uma vez um resultado que deixa claro que Miguel Oliveira precisa de encontrar forma de obter melhores qualificações, para que depois em corrida não seja obrigado a um desgaste tão grande na procura de melhores posições.
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Isso mesmo é confirmado pelo próprio piloto português. No final da corrida Sprint em Assen, em conversa com os jornalistas, o #88, que voltou a ser a melhor moto da Yamaha em corrida, começou por destacar os problemas na afinação da sua YZR-M1 na qualificação.
Identificando claramente problemas do ponto de vista da parametrização da eletrónica, nomeadamente no controlo da potência disponibilizada, mas também no sistema de “anti wheelie”, esses problemas foram ainda mais evidentes quando procurou o ataque ao cronómetro na Qualificação 1, com pneus novos montados na sua moto. Uma má performance que Miguel Oliveira considera crucial resolver para garantir que na corrida obtém melhores resultados.
Já sobre o que aconteceu na corrida Sprint de MotoGP, Miguel Oliveira faz questão de realizar uma análise mais detalhada ao que se passou em pista:
“Tive um arranque muito bom, e consegui ganhar cinco ou seis posições. Contudo, não me senti competitivo o suficiente com a moto, especialmente na última chicane. Essa era a minha melhor oportunidade para ultrapassar, mas não conseguia estar perto o suficiente. Naturalmente, isto foi muito frustrante porque eu acreditava que era mais rápido do que os pilotos à minha frente, mas ainda assim fui obrigado a ficar atrás deles basicamente toda a corrida. O positivo, é que recolhi muita informação valiosa para a corrida de amanhã. Finalmente sinto-me totalmente de regresso, embora, infelizmente, o resultado não reflita aquilo que eu realmente sinto. Por exemplo, em pistas com pouca aderência, acredito que sou uma das melhores Yamaha. Independentemente do nível de aderência, o meu tempo de qualificação simplesmente não é aceitável, preciso de trabalhar no duro, porque algumas coisas não estão a alinhar-se”.
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