O Grande Prémio de Itália de 2025 arrancou esta sexta-feira com a realização do Treino Livre 1 e, da parte da tarde, o Treino, a sessão que fechou o primeiro dia de atividade em pista no circuito de Mugello. Um dia muito ‘apertado’ em termos de tempos que deram acesso direto à Qualificação 2 de MotoGP, situação que acabou a penalizar em demasia Miguel Oliveira.
O piloto português da Prima Pramac Yamaha, finalmente de regresso à sua melhor forma física, enfrenta este fim de semana de Grande Prémio de Itália, por um lado, sob maior pressão devido à sua situação contratual, por outro lado com um espírito mais positivo depois de boas sensações encontradas nos testes que realizou em Aragão e Barcelona.
O #88 da equipa satélite da Yamaha rapidamente mostrou que o traçado de Mugello, com trajetórias fluidas, combina bem com o seu estilo de pilotagem.
Abriu o GP de Itália com o 13º tempo no Treino Livre 1, e depois viria a fazer melhor com o 11º tempo no decisivo Treino que definiu os dez pilotos que já têm entrada garantida na Qualificação 2.
Leia também – MotoGP 2025: Horários do Grande Prémio de Itália

Infelizmente para Miguel Oliveira, que teve hoje uma performance bastante positiva e a deixar bons sinais para o que falta disputar ao longo dos dias de sábado e domingo, a competitividade em MotoGP está num patamar muito elevado.
E isso fica bem patente nos resultados, com o piloto português a falhar o acesso direto à Q2 por apenas 0.125s! Aliás, para se ficar com melhor ideia das diferenças muito ‘apertadas’ entre os pilotos no primeiro dia de Grande Prémio de Itália, refira-se que apenas 1 segundo separa os 15 primeiros da tabela de tempos, e apenas 0.645s separa o mais rápido em pista (Maverick Viñales) do piloto que relegou Miguel Oliveira para a Q1, o italiano Fabio di Giannantonio (10º).
Em declarações após o fim do Treino desta tarde, Miguel Oliveira destacou os sinais positivos, mas refere também que ainda existe trabalho para fazer ao nível da afinação da moto de forma a poder sentir mais confiança no eixo dianteiro de forma a poder atacar o apex de cada curva.
Um fator fundamental tendo em conta que Mugello inclui diversas zonas de sequências de curvas onde é preciso acertar no primeiro apex de forma a poder garantir a melhor trajetória para a curva seguinte.
Eis o que disse Miguel Oliveira em reação ao primeiro dia de Grande Prémio de Itália:
“Estar tão perto do Top 10 foi um bom sinal, a velocidade esteve lá, mas falhei um par de linhas pois eu não estava totalmente confortável com a frente. Não podia manter a velocidade nas curvas porque estava com dificuldades a parar a moto na entrada das curvas. Amanhã precisamos de nos focar em maximizar aquilo que a moto faz melhor, travar, e espero que seja possível usarmos isso em nossa vantagem e lutar por aqueles dois lugares da Q2”.
Fique atento a www.motojornal.pt para estar sempre a par de todas as novidades do mundo do desporto em duas rodas. E siga-nos no Canal Oficial da Revista Motojornal no WhatsApp para receber todas as notícias atualizadas diretamente no seu telemóvel de forma ainda mais prática!