Depois do Grande Prémio de Aragão no passado fim de semana, o circuito Motorland Aragón continuou a ser a ‘casa’ dos pilotos e equipas de MotoGP. A categoria rainha realizou no traçado espanhol a sua segunda sessão de testes oficiais durante a temporada 2025, e com Miguel Oliveira (Prima Pramac Yamaha) a ser um dos protagonistas do dia.
O piloto português, que sofreu bastante, tal como os restantes pilotos da Yamaha, ao longo do fim de semana, teve pela frente uma lista bastante extensa e diversificada de novidades para testar na sua Yamaha YZR-M1 #88.
Miguel Oliveira viria a terminar o dia de teste oficial em Aragão com o 12º tempo, sendo a sua melhor volta em 1m46.971s.
Mais do que o tempo rápido no ataque ao cronómetro, o português da Prima Pramac Yamaha destacou-se por ter obtido um “feeling” com a sua Yamaha que lhe permite sentir-se mais confiante para rodar várias voltas consecutivas em registos competitivos.

Ao longo do dia foi trabalhando em diversos aspetos da sua moto: nova especificação do motor quatro cilindros em linha da Yamaha, a segunda especificação ou evolução da temporada depois da que foi introduzida no teste após GP de Espanha em Jerez, novo braço oscilante, novo pacote aerodinâmico e ainda testes ao nível da eletrónica, uma parte fulcral da performance dos atuais protótipos de MotoGP.
Este teste teve como foco principal ajudar os pilotos da Prima Pramac Yamaha a conseguirem ultrapassar parte dos problemas sentidos em Aragão ao longo do fim de semana. Nomeadamente as vibrações, mas também a gestão dos pneus num circuito onde a aderência tem níveis relativamente baixos.
Após um dia positivo em termos de sensações e materiais testados, e mesmo com uma pequena queda pelo meio, Miguel Oliveira preferiu destacar que “Foi um dia produtivo. Eu tinha uma versão atualizada do motor e um oscilante diferente para testar, para além de algumas pequenas alterações eletrónicas, um novo link e o pacote aerodinâmico atualizado que o Quartararo já está a usar. No geral, tudo pareceu bastante positivo — senti-me imediatamente muito mais competitivo do que durante todo o fim de semana. As coisas estão a andar numa direção mais positiva e vamos repetir todos estes testes em Barcelona nos próximos dias. Sinto que estas atualizações podem realmente ajudar-nos nas próximas corridas. Com tantas pistas diferentes pela frente, precisamos encontrar uma maneira de nos adaptarmos rapidamente aos diferentes traçados e condições de aderência. Esta manhã sofri uma pequena queda na Curva 2 — nada grave. Foi na terceira volta, com o pneu já quente. Saí da Curva 1 um pouco mais rápido do que o normal e tentei cortar alguns metros atingindo um apex mais tarde, mas não resultou”.

Quanto ao teste e à tabela de tempos, referir que o mais rápido em pista foi Maverick Viñales (Red Bull KTM Tech3) com a melhor volta do dia em 1m45.694s, seguido de Marco Bezzecchi (Aprilia Racing) com 1m45.700s, e o Top 3 a ficar completo com a presença de Marc Márquez (Ducati Lenovo Team) com 1m45.826s.
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