Depois de praticamente dois meses de ausência, Miguel Oliveira regressou ao campeonato neste GP de França. Sem estar ainda na sua perfeita forma física, o objetivo do piloto português era recuperar o ritmo e acumular quilómetros numa moto que entretanto foi evoluído desde a última vez que a pilotou.
Para este domingo do GP de França, a Prima Pramac usou também uma decoração especial em homenagem a um dos principais parceiros,a Alpine.
Depois do 20.º lugar na qualificação e duma Sprint difícil onde acusou a falta de forma física devido à imobilização forçada pela lesão, Oliveira foi um dos pilotos com a estratégia correta para a corrida do GP de França. Depois da partida adiada, optou por arrancar com os pneus de chuva, e chegou a rodar na segunda posição. Não foi uma decisão fácil, como explica Gino Borsoi.
Escolha difícil
«Com uma previsão que garantia chuva, mas um céu que se aguentou até ao último momento, fazer a escolha certa foi incrivelmente difícil. Mas optámos bem, não apenas em escolher os pneus de chuva para ambos os pilotos, mas também ao resistir à tentação de seguir os outros até às boxes e trocar de moto», disse Borsoi, diretor da equipa.
Miguel Oliveira seria depois apanhado por Marc Marquez e Alex Marquez, e mais tarde por Pedro Acosta e Fermin Aldeguer. Defendeu-se o que pôde, num esforço inglório, porque acabou por cair a sete voltas do final, quando rodava em sétimo, com 2,5 s de vantagem sobre Takaaki Nakagami.
«É uma pena não ter conseguido terminar a corrida», disse Miguel Oliveira no final, «porque teria sido ótimo conquistar alguns pontos, e numa corrida tão louca teria sido um bónus. Foi uma lotaria, mas nós sabíamos que alguma chuva ia chegar, era apenas uma questão de tempo para ver quanta chuva iria cair. E compensou. Na chuva tudo foi melhor fisicamente, não duro ou exigente, mas assim que começou a chover mais eu não tinha qualquer aderência na traseira, era realmente difícil manter-me na moto, e de repente a moto começou a sacudir-me, tornando as coisas muito difíceis. Foi um pesadelo gerir isso. Quando caí, já estava a rodar lento, e mesmo assim não o consegui evitar. Foi uma pena».
Felizmente a queda não teve quaisquer consequências físicas para Oliveira, que se levantou imediatamente i saiu pelo próprio pé.
Mesmo com as dificuldades, Oliveira parecia estar em condições de somar alguns pontos neste atribulado GP de França, em que apenas 16 pilotos terminaram a corrida.
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