Foi com temperaturas ambiente e de asfalto bastante elevadas que os pilotos de MotoGP enfrentaram na tarde deste sábado a corrida Sprint a contar para o Grande Prémio de Itália. A corrida ‘curta’ da categoria rainha tinha um total de 12 voltas a cumprir ao circuito de Mugello, e tendo em conta o que se viu na qualificação, esperava-se uma intensa batalha entre os três primeiros do campeonato.
E acabou por ser precisamente o líder da classificação, Marc Márquez (Ducati Lenovo Team), a tornar-se no grande protagonista da corrida Sprint, mesmo antes da corrida se iniciar.
Ocupando a sua posição de “pole position” na grelha de partida, o piloto espanhol viria a sofrer um problema no acionamento do sistema de controlo de arranque da sua Ducati Desmosedici GP25. O próprio piloto viria a explicar no final da corrida que o sistema ligou, desligou, e por fim ligou novamente, isto quando os semáforos de Mugello já se apagavam para dar início à Sprint do GP de Itália.
Claro que com esta ‘pequena’ distração Marc Márquez viria a perder muitas posições no arranque, chegando à primeira curva de Mugello em 8º.
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Indiferente aos problemas sofridos pelo seu companheiro de equipa e maio rival nesta temporada 2025, Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team) assumiu a liderança da corrida de MotoGP e procurou desde cedo afastar-se dos rivais. Mas sem sucesso.
Isto porque não só Alex Márquez (BK8 Gresini Racing) se manteve muito perto do italiano, como Marc Márquez, ao seu melhor estilo, já tinha recuperado muitas posições depois do desastroso arranque e colava-se ao seu irmão na perseguição a Bagnaia.
Os três percorreram a longa e ondulante reta da meta de Mugello praticamente lado a lado! Um momento espetacular com as três Ducati a tentarem superar-se em plena velocidade máxima antes da forte travagem para a primeira curva. Nesse momento, Marc Márquez ‘enfiou’ a sua moto pelo meio de Bagnaia e Alex Márquez, o que causou alguma confusão entre o trio que discutia a liderança.
Bagnaia parecia que iria conseguir segurar a liderança da corrida Sprint de MotoGP, mas Alex Márquez consegue responder, e na segunda curva estava por dentro e conseguiu assumir a liderança da corrida, levando Bagnaia para uma trajetória demasiado exterior, o que por sua vez deixou ‘porta aberta’ para Marc Márquez ascender à segunda posição.
A partir daí, os dois irmãos escaparam, aproveitaram alguma desconcentração por parte do italiano, e rapidamente se percebeu que a vitória seria decidida entre ambos.

Não foi preciso esperar muito para nova troca na liderança. Marc Márquez, como tantas vezes acontece em Mugello, aproveitou o cone de ar ao seguir na traseira da moto do seu irmão Alex, e na discussão da travagem para a primeira curva atacou, passou a primeiro, e defendeu a trajetória sem que Alex Márquez conseguisse sequer tentar ou esboçar uma resposta que lhe permitisse regressar à primeira posição na corrida Sprint.
Daí para a frente, Marc foi abrindo margem de segurança, que chegou a ser de pouco mais de um segundo, enquanto Alex rodou ‘tranquilo’ em segundo até à bandeira de xadrez. Mais atrás era Francesco Bagnaia que recebeu a bandeira de xadrez em 3º, mesmo sofrendo alguma pressão por parte de Maverick Viñales (Red Bull KTM Tech3), sendo que o espanhol foi mesmo o 4º classificado.
Nesta corrida, e entre os pilotos que terminaram nos lugares que dão pontos, destaque para Marco Bezzecchi (Aprilia Racing), que depois de arrancar de 10º subiu até 6º lugar, enquanto Raul Fernandez (Trackhouse Racing) foi 8º e somou dois pontos.
Quanto a Miguel Oliveira, o português da Prima Pramac Yamaha, depois da má qualificação neste Grande Prémio de Itália de MotoGP (17º), sabia que seria extremamente importante evitar habitual confusão na chegada à curva 1 de Mugello.

E o português efetivamente conseguiu evitar a confusão que levou Brad Binder (Red Bull KTM Factory) a cair depois de toque com Fabio di Giannantonio (Pertamina Enduro VR46) e a levar consigo para a gravilha Johann Zarco (Castrol Honda LCR).
Outro piloto que abandonou a corrida ainda no final da primeira volta foi Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory), com o jovem espanhol a alargar muito a trajetória e a sofrer uma queda na última curva do circuito.
O #88 ainda oscilou na classificação, perdendo e depois ganhando novamente os lugares perdidos na primeira volta, sendo que Miguel Oliveira viria depois a fixar-se como a segunda melhor moto da Yamaha em pista, ocupando a 13ª posição, rodando até final atrás da Aprilia de Ai Ogura (Trackhouse Racing).
Um resultado que não serve aos interesses do piloto português, tendo em conta que o próprio já assumiu publicamente a necessidade de pontuar bastante nas próximas quatro rondas antes da pausa de verão, isto na tentativa de convencer a Yamaha Racing a manter o #88 nas carenagens da YZR-M1 da Prima Pramac Yamaha na próxima temporada.

Resultados da Sprint do Grande Prémio de Itália de MotoGP
1 – Marc Márquez (Ducati Lenovo Team)
2 – Alex Márquez (BK8 Gresini Racing)
3 – Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team)
4 – Maverick Viñales (Red Bull KTM Tech3)
5 – Fabio di Giannantonio (Pertamina Enduro VR46)
6 – Marco Bezzecchi (Aprilia Racing)
7 – Franco Morbidelli (Pertamina Enduro VR46)
8 – Raul Fernandez (Trackhouse Racing)
9 – Fermín Aldeguer (BK8 Gresini Racing)
10 – Fabio Quartararo (Monster Energy Yamaha
13 – Miguel Oliveira (Prima Pramac Yamaha)
Classificação de MotoGP
1 – Marc Márquez – 245 pontos
2 – Alex Márquez – 210 pontos
3 – Francesco Bagnaia – 147 pontos
4 – Franco Morbidelli – 118 pontos
5 – Fabio di Giannantonio – 104 pontos
6 – Johann Zarco – 97 pontos
7 – Marco Bezzecchi – 83 pontos
8 – Pedro Acosta – 76 pontos
9 – Fermín Aldeguer – 74 pontos
10 – Fabio Quartararo – 59 pontos
23 – Miguel Oliveira – 3 pontos
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