Quando a Yamaha Racing confirmou no passado dia 10 de junho a contratação de Toprak Razgatlioglu para se mudar do Mundial Superbike para o MotoGP, e confirmou ainda que o atual campeão SBK vai integrar a equipa Prima Pramac Yamaha, os atuais pilotos da equipa satélite da casa de Iwata passaram a estar sob maior pressão. Miguel Oliveira e Jack Miller, um dos dois (ou até os dois, eventualmente) vai sair da equipa no final de 2025.
A opção sobre qual o piloto a sair para dar lugar a Toprak Razgatlioglu vai ser tomada em breve, sendo que Miguel Oliveira, pese embora tenha contrato válido com a Yamaha Racing para a temporada 2026 em MotoGP, também entra nesta ‘dança das cadeiras’ e tem o seu lugar em aberto.
Numa temporada onde uma grave lesão deixou o piloto de Almada fora da competição por vários Grandes Prémios, e sem hipótese de procurar somar pontos, afinal são os pontos que ajudam a solidificar a sua permanência em MotoGP, Miguel Oliveira tem agora a ideia clara de que até à pausa de verão vai ter de somar muitos pontos se quiser permanecer na Prima Pramac Yamaha.
O próprio piloto português, em declarações ao portal alemão Speedweek, assume que está agora sob maior pressão de resultados.

E coloca como ‘prazo’ para garantir muitos pontos a pausa de verão, o que o deixa com quatro rondas – Mugello, Assen, Sachsenring e Brno – para conseguir então a pontuação que lhe garanta a permanência na equipa Pramac:
“Se a Yamaha precisar de abrir espaço para acomodar o Toprak, então verei onde vou ficar — essa decisão é deles. A minha temporada não começou como eu gostaria. Estive longe das pistas durante muito tempo em vez de conhecer a moto. Claro que sinto a pressão, e só os resultados contam. Tenho de mostrar as minhas capacidades antes da pausa de verão”, confessa o piloto português.
Com quatro Grandes Prémios para adicionar muitos pontos à sua pontuação no campeonato – o #88 tem 3 pontos somados até ao momento –, Miguel Oliveira começa a sentir mais pressão para apresentar resultados num momento crucial da temporada.
E, caso não fique em MotoGP, o português que já venceu por cinco vezes um Grande Prémio da categoria rainha, começa a ver-se abrir portas no Mundial Superbike, com alguns fabricantes que competem nesse campeonato, e que não têm as suas equipas fechadas no que a pilotos diz respeito, a começar a sondar Miguel Oliveira.
Sobre um possível futuro em Superbike, o português, novamente em declarações ao portal Speedweek, refere que “Eu vejo as Superbike, são um desporto totalmente diferente”, o que poderá indicar que o #88 pode eventualmente vir a passar a estar gravado nas carenagens de uma Superbike na temporada 2026.
Veremos como toda esta situação dos pilotos da Yamaha Racing vai evoluir ao longo das próximas semanas e o que acontecerá a Miguel Oliveira, mas também a Jack Miller ou até Alex Rins na equipa de fábrica.
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