O Autódromo Internacional Ayrton Senna em Goiânia é oficialmente o 33º circuito a estrear-se na era moderna do MotoGP. Pese embora diversas situações associadas a períodos de chuva intensa tenham obrigado a Direção de Corrida a atrasar o arranque da atividade em pista, nomeadamente com um longo período de trabalhos no circuito antes do Treino Livre 1 de Moto3 poder começar, os pilotos tiveram hoje a oportunidade de estrear o 2º traçado mais curto do calendário (apenas atrás de Sachsenring) e a nova casa do Grande Prémio do Brasil da categoria rainha.
Com o asfalto do circuito Ayrton Senna em Goiânia ainda molhado, coube ao líder do mundial, Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory), mostrar o caminho que todos os outros pilotos de MotoGP têm de seguir para negociar da forma mais eficaz as 14 curvas do traçado brasileiro.
O piloto espanhol conseguiu levar a sua RC16 até ao topo da tabela de tempos no final da sessão Treino Livre 1. Parou o cronómetro em 1m26.688s com a sua moto equipada ainda com pneus de chuva da Michelin, mesmo com o circuito a secar gradualmente ao longo da sessão e com o nível de aderência do asfalto a evoluir a cada passagem dos pilotos.
O segundo mais rápido em pista foi Jack Miller. O australiano da Prima Pramac Yamaha costuma dar-se bem em condições mais desafiantes como as que se verificam atualmente no arranque do Grande Prémio do Brasil. Com a sua YZR-M1, que experimentou os pneus slick, Miller foi apenas 0.087s mais lento que Pedro Acosta.

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O Top 3 ficou completo com a presença de Marco Bezzecchi. O italiano da Aprilia Racing ainda demorou algum tempo até acertar com as trajetórias no circuito brasileiro, tendo precisado de mais 0.230s para cumprir a volta ao Autódromo Ayrton Senna em comparação com o mais rápido do TL1.
Nota ainda para a presença de Marc Márquez (Ducati Lenovo Team), que ao ser 4º classificado faz com que sejam quatro fabricantes diferentes nos quatro primeiros lugares. A este respeito convém notar que a Honda apenas conseguiu como melhor piloto o 15º tempo assinado por Johann Zarco (Castrol Honda LCR).
Destaque ainda para o facto que durante o treino de arranques, um momento que acontece após o Treino Livre 1, poucos foram os pilotos que conseguiram arrancar de forma ideal a partir das posições assinaladas na grelha de partida. Durante os arranques vimos diversos pilotos de todos os fabricantes a falharem por completo o arranque, tornando o treino numa sucessão de ‘powerslides’ fumegantes que deixam belas imagens, mas certamente deixam os pilotos e respetivas equipas bastante preocupados.
Esta situação deverá ser minimizada ao longo do fim de semana conforme os pilotos de MotoGP forem depositando mais borracha no asfalto. Mas, de momento, com pista húmida e alguma terra proveniente das escapatórias a cobrir o asfalto, o nível de aderência no asfalto brasileiro do Autódromo Internacional Ayrton Senna em Goiânia ainda está longe do ideal. Principalmente na zona da grelha de partida.

Grande Prémio do Brasil – Resultados Treino Livre 1 de MotoGP
1 – Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory) – 1m26.688s
2 – Jack Miller (Prima Pramac Yamaha) – 1m26.775s
3 – Marco Bezzecchi (Aprilia Racing) – 1m26.918s
4 – Marc Márquez (Ducati Lenovo Team) – 1m26.975s
5 – Franco Morbidelli (Pertamina Enduro VR46) – 1m27.170s
6 – Maverick Viñales (Red Bull KTM Tech3) – 1m27.506s
7 – Jorge Martín (Aprilia Racing) – 1m27.546s
8 – Fermín Aldeguer (BK8 Gresini Racing) – 1m27.576s
9 – Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team) – 1m27.579s
10 – Alex Márquez (BK8 Gresini Racing) – 1m27.665s
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