O vice-campeão de MotoGP até pode nem ter estado em plano de evidência nas primeiras rondas da temporada, mas a chegada do campeonato à Europa, com a realização do Grande Prémio de Espanha, parece ter sido um tónico de renascimento para Alex Márquez.
O piloto espanhol da BK8 Gresini Racing, que celebrou ontem mesmo o seu 30º aniversário, até tinha antecipado que esta visita ao circuito de Jerez não seria fácil e estava fora dos candidatos à vitória.
Mas o que vimos hoje Alex Márquez fazer no Treino de MotoGP que decidiu os dez pilotos que passam direto à Qualificação 2 deste Grande Prémio de Espanha, deixa claro que temos mesmo de contar com o #73 para a lista de candidatos às vitórias neste fim de semana na Andaluzia.
O mais novo dos irmãos Márquez parou o cronómetro em 1m35.704s, uma volta que deixou todos os seus rivais a mais de três décimas de diferença e desta forma permitiu a Alex Márquez fechar o primeiro dia no topo da tabela de tempos.

E hoje até foi um dia particularmente positivo para a Ducati, de uma forma geral.
Colocou cinco motos no Top 10 (apenas Franco Morbidelli falhou o acesso direto à Q2), com Fabio di Giannantonio (Pertamina Enduro VR46) a ser segundo mais rápido em pista, na frente de Marco Bezzecchi (Aprilia Racing) que defende a liderança do campeonato e tem neste fim de semana uma verdadeira prova de fogo.
Aliás, a Aprilia esteve também em grande forma no arranque do Grande Prémio de Espanha pois colocou os seus quatro pilotos a tempo inteiro no Top 10, pese embora o dia tenha sido acidentado para Jorge Martín (Aprilia Racing) a sofrer duas quedas aparatosas, uma delas na preparação para os treinos de arranque após o fim do Treino Livre 1. Refira-se ainda que Martín vai ser penalizado com perda de 3 posições na grelha de partida no domingo, pois foi apanhado a andar devagar na trajetória durante o Treino.
No Top 10 podemos ainda encontrar uma moto da KTM. Porém, não é a de Pedro Acosta. Na verdade, a RC16 que consegue para já o acesso à Q2 é a pilotada por Enea Bastianini (Red Bull KTM Tech3).

Enquanto isso, vemos todas as motos da Honda e da Yamaha fora dos dez primeiros classificados.
No caso da Honda, a situação complicou-se já nos segundos finais do Treino de hoje, pois até então tínhamos visto pilotos como Johann Zarco (Castrol Honda LCR) ou ainda as duas motos de fábrica pilotadas por Luca Marini e Joan Mir a passarem pelas posições de acesso à Q2, sendo que acabaram por ser relegados para posições mais atrasadas no momento do ataque ao cronómetro.
Já no caso da Yamaha, a situação parece ser mais problemática. Em nenhum momento vimos qualquer um dos pilotos da marca de Iwata ameaçar a entrada no Top 10.
Ficaram todos do 17º para trás no final do dia, sendo que a resignação demonstrada por Fabio Quartararo (Monster Energy Yamaha) nas suas declarações, em que diz que não há praticamente nada para fazer na YZR-M1 para aumentar a performance, revela bem o estado de espírito atual que se vive dentro do projeto da Yamaha em MotoGP.

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