Estamos a poucos dias do começo de uma nova temporada de MotoGP, com pilotos e equipas da categoria rainha, Moto2 e Moto3 a concentrarem-se no circuito Chang International, em Buriram, para cumprir a primeira de 22 rondas previstas no calendário de 2026. O Grande Prémio da Tailândia é o começo da corrida ao título, o começo do fim de uma era desta competição que nos deu motos tecnicamente avançadas e altamente aerodinâmicas.
Este ano estamos a dar por terminada a era dos protótipos de 1000 cc de MotoGP. Em 2027 teremos motos equipadas com motores de 750 cc e pacotes aerodinâmicos mais limitados, sem esquecer que desaparecem os sistemas de ajuste de altura das motos. E, para juntar a tudo isto, convém não esquecer que a Michelin também deixa o MotoGP no final deste ano para dar lugar à Pirelli como fornecedor único de pneus.
Estes são considerados por técnicos das equipas e pilotos como os protótipos mais avançados e mais rápidos de sempre. As 1000 cc despedem-se em grande e por isso os cinco fabricantes que competem na categoria rainha – Aprilia, Ducati, KTM, Honda e Yamaha – querem garantir que conquistam o último título nesta era de MotoGP.
E a caminhada para o título começa com o Grande Prémio da Tailândia no circuito onde os pilotos da categoria rainha estiveram a testar durante o último fim de semana.

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Com o paddock envolto em inúmeras discussões por causa dos contratos de pilotos, uma ‘silly season’ muito antecipada em comparação com o habitual (meio da temporada), estamos perante o que se espera que venha a ser a temporada mais renhida dos últimos anos, com duas marcas a sobressaírem sobre as restantes.
A todo-poderosa Ducati, liderada pelo campeão em título Marc Márquez (Ducati Lenovo Team), continua a ser a grande favorita a conquistar o título de pilotos e de construtores. A casa de Borgo Panigale evoluiu o seu protótipo para este ano, com a Desmosedici GP26 a mostrar-se muito competitiva, mesmo tendo em conta o nível em que a geração anterior já se encontrava e permitiu à Ducati garantir tantas vitórias no ano passado.
Porém, como se viu no teste de Buriram, a Ducati não terá vida fácil.
A maior ameaça ao seu domínio vem da compatriota Aprilia. A casa de Noale criou uma nova moto, a RS-GP26, e tem agora em Marco Bezzecchi (Aprilia Racing) uma clara ameaça e um dos mais fortes candidatos ao título. O 3º classificado de 2025 mostrou já que está num patamar muito elevado de ritmo, sendo o mais rápido do teste de Buriram. Mas outros pilotos da Aprilia, como Jorge Martín, ou a dupla da Trackhouse Racing, Raul Fernández e Ai Ogura (2º mais rápido no teste), deixam claro que a RS-GP26 é uma rival à altura da Desmosedici GP26.

Temos ainda de contar com possíveis surpresas da KTM e da Honda.
No caso da marca austríaca, Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory) será o líder da formação KTM. O espanhol mostra-se confiante nas melhorias sentidas na RC16 durante a pré-temporada, mas destaca que, apesar da moto já não destruir o pneu traseiro como fazia em 2025, ainda lhe falta a velocidade pura para dar luta às Ducati e Aprilia. No campo da KTM destacamos ainda Maverick Viñales (Red Bull KTM Tech3), agora recuperado a 100% da lesão que o afetou na segunda metade da última temporada.
No campo da Honda, a situação neste arranque de nova temporada de MotoGP é significativamente mais positiva em comparação com o que tínhamos em anos anteriores. Pilotos como Joan Mir (Honda HRC Castrol) ou Johann Zarco (Castrol Honda LCR) estão com bom ritmo, sendo que de uma forma geral todos os pilotos aos comandos da RC213V dizem que esta é a melhor versão deste protótipo que já pilotaram (exceto Diogo Moreira que é um ‘rookie’).
Por fim, a Yamaha. A casa de Iwata não atravessa um período particularmente positivo no mundo da competição.

O novo protótipo YZR-M1 com motor V4 (abandonaram o quatro cilindros em linha) está a demonstrar todos os problemas associados à sua juventude. Falhas técnicas e falta de potência para acompanhar as motos rivais são alguns dos problemas destacados durante a pré-temporada. Mas não só! Basta ver que no segundo dia do teste de Buriram a Yamaha pediu aos seus pilotos para partilharem moto, pois os componentes dos protótipos atingiram o fim da sua vida útil… e não tinham peças novas para usar sem arriscar uma falha catastrófica no motor!
Quanto a ‘rookies’, a categoria MotoGP tem este ano dois pilotos que se estreiam ao mais alto nível.
Falamos de Toprak Razgatlioglu (Prima Pramac Yamaha), o piloto turco que vem para a categoria rainha depois de dominar o Mundial Superbike onde foi três vezes campeão, e ainda o jovem brasileiro Diogo Moreira (Pro Honda LCR), que chega ao MotoGP como campeão em título de Moto2.
Toprak terá uma missão mais complicada, pois vem de motos muito diferentes e vai estar inserido numa equipa / marca que está claramente abaixo das restantes, enquanto Diogo Moreira está inserido num projeto do HRC que depois de vários anos a sofrer com má performance, está já numa fase ascendente, e isso dá ao piloto brasileiro alguma vantagem teórica.
Está assim tudo a postos para uma nova temporada de MotoGP! O Grande Prémio da Tailândia está quase a começar e por isso aqui ficam os horários completos do fim de semana.

MotoGP – Horários do Grande Prémio da Tailândia
Sexta-feira 27 de fevereiro
02H00 – 02H35 – Moto3 – Treino Livre 1
02H50 – 03H30 – Moto2 – Treino Livre 1
03H45 – 04H30 – MotoGP – Treino Livre 1
06H15 – 06H50 – Moto3 – Treino
07H05 – 07H45 – Moto2 – Treino
08H00 – 09H00 – MotoGP – Treino
Sábado 28 de fevereiro
01h40 – 02H10 – Moto3 – Treino Livre 2
02H25 – 02h55 – Moto2 – Treino Livre 2
03h10 – 03H40 – MotoGP – Treino Livre 2
03H50 – 04H05 – MotoGP – Qualificação 1
04H15 – 04H30 – MotoGP – Qualificação 2
05H45 – 06H00 – Moto3 – Qualificação 1
06H10 – 06H25 – Moto3 – Qualificação 2
06H40 – 06H55 – Moto2 – Qualificação 1
07H05 – 07H20 – Moto2 – Qualificação 2
08H00 – MotoGP – corrida Sprint (13 voltas)
Domingo 1 de março
03H40 – 03H50 – MotoGP – Warm Up
05H00 – Moto3 – Corrida (19 voltas)
06H15 – Moto2 – Corrida (22 voltas)
08H00 – MotoGP – Corrida (26 voltas)
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