InícioDesportoMotoGP – “A moto simplesmente não funciona”, diz um resignado Miguel Oliveira

MotoGP – “A moto simplesmente não funciona”, diz um resignado Miguel Oliveira

21º no final do Treino e a sofrer muito para pilotar a Yamaha. Miguel Oliveira confessa que já explicou tudo à equipa, mas a moto não funciona.

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No seguimento do que já vem sendo habitual nesta temporada de MotoGP, mesmo que o facto de ser o segundo piloto Yamaha com maior número de pontos conquistados nos últimos 10 Grandes Prémios possa indicar o contrário, Miguel Oliveira voltou a ter um dia para esquecer no arranque do Grande Prémio da Comunidade Valenciana – clique aqui para ficar a par dos horários completos .

O piloto português da Prima Pramac Yamaha terminou o Treino da categoria rainha apenas em 21º, denotando claras dificuldades para fazer com que a sua Yamaha YZR-M1 #88 consiga funcionar nas condições de menor aderência do asfalto do circuito Ricardo Tormo em Valência.

Essas dificuldades são as mesmas que foram identificadas em fins de semana anteriores, o que levou Miguel Oliveira a falar com a sua equipa técnica na Prima Pramac Yamaha no sentido de encontrar diferentes configurações de geometria da moto japonesa na procura de encontrar forma de garantir a aderência do pneu traseiro que tanto tem faltado ao piloto português.

Pese embora tenham sido feitas alterações na moto #88, a verdade é que Miguel Oliveira continua, de forma resignada, a queixar-se sempre dos problemas de aderência na traseira. Ficou a pouco mais de um segundo do mais rápido em pista, Pedro Acosta, o que poderá parecer uma diferença curta, mas a realidade é que neste arranque do Grande Prémio da Comunidade Valenciana os pilotos de MotoGP ficaram separados por muito pouco entre si na tabela de tempos.

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Isto significa que cada décima, centésima ou milésima de segundo que Miguel Oliveira venha a conseguir encontrar para baixar o seu tempo por volta fruto do trabalho realizado na afinação da sua Yamaha, poderá significar um grande salto no que à posição na tabela de tempos.

Será um trabalho complicado tendo em conta que o foco agora estará na participação na Qualificação 1. Mas tudo pode acontecer.

Sobre o que aconteceu no dia de hoje em Valência, Miguel Oliveira refere, sem rodeios, que “Foi um dia mau, tenho que admitir. Não esperava ter tão pouca aderência na traseira. Venho a queixar-me disso desde Portimão: não tenho aderência suficiente nas laterais para fazer a moto curvar e sinto que estou a correr muitos riscos com a dianteira. Não consigo usar todo o potencial da moto para sair das curvas. Estou a derrapar demasiado e não consigo levantar a moto e acelerar para sair da curva. Por isso, sim, foi um dia muito frustrante, porque sinto-me confortável a pilotar, mas a moto simplesmente não funciona”.

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