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MotoGP – A receção apoteótica em Portimão, as declarações e o capacete especial de Miguel Oliveira

Miguel Oliveira foi recebido por uma multidão em Portimão. Falou sobre a sua temporada no MotoGP e mostrou o capacete especial do GP de Portugal.

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A ação em pista apenas vai ter início na manhã de sexta-feira, 7 de novembro, mas o Grande Prémio de Portugal de MotoGP arrancou hoje com algumas iniciativas fora do Autódromo Internacional do Algarve e outras já no circuito que será o foco de todas as atenções ao longo do próximo fim de semana. E dentro do que é o espetáculo da categoria rainha, temos em destaque o Miguel Oliveira.

O português da Prima Pramac Yamaha já tinha confessado estar “Muito emocionado” com o que vai acontecer este fim de semana. Será, ao que tudo indica, a última participação como piloto a tempo inteiro de MotoGP no Grande Prémio de Portugal.

Naturalmente que, sendo este um momento tão especial, o apoio dos fãs portugueses será sentido em todos os momentos. E isso foi bem notório na sessão de fotos e autógrafos que decorreu na tarde desta quinta-feira na zona ribeirinha de Portimão. Miguel Oliveira foi recebido por uma verdadeira multidão de fãs, um banho de multidão, que fizeram questão de marcar presença nesta iniciativa com o #88 que não se fez de rogado e abraçou, tirou fotos e deu autógrafos.

Depois desse primeiro banho de multidão e receção apoteótica em Portimão, Miguel Oliveira tinha uma surpresa reservada para revelar no pit lane do Autódromo Internacional do Algarve: o capacete com uma decoração especial do Grande Prémio de Portugal 2025.

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O piloto português irá usar neste fim de semana um HJC com uma decoração específica, que reúne elementos gráficos que nos transportam para momentos ou imagens icónicas do piloto.

O grafismo prateado no topo, as cores de Portugal, a sua fotografia quando tinha 9 anos de idade, uma frase “Um menino que acreditou”, ou ainda os #44 e #88. Tudo isto está incluído na decoração especial deste Grande Prémio de Portugal.

E, sendo o piloto da ‘casa’, Miguel Oliveira foi, naturalmente, um dos pilotos convidados para subir ao palco na conferência de imprensa de antevisão do GP de Portugal de MotoGP.

Perante uma plateia de jornalistas, o piloto da Prima Pramac Yamaha referiu que a sua ligação à marca japonesa “Foi, de todos os pontos de vista, uma experiência muito realista, porque nada está garantido. Vim com perspetivas de uma parceria duradoura, sabendo que de certeza eu ia precisar de tempo e a moto ia precisar de tempo. Apanhou-me desprevenido porque a lesão (sofrida na Argentina) durou mais do que antecipámos, não foi uma lesão de cura rápida que podia regressar um par de semanas depois. Isso atrasou o processo de adaptação à moto, o poder levá-la ao limite. As decisões forçaram-me a ficar sem lugar.

Não penso que devo olhar para isso com ressentimento ou qualquer tipo de remorsos, porque sei que dei o meu melhor. Esse é o sentimento que tenho de ter no final, que no final do dia fiz o meu melhor e que o meu melhor não foi o suficiente. Não fecho o regresso ao MotoGP como um piloto a tempo inteiro, mas neste momento essa possibilidade não existe. Por isso o que eu preciso fazer é focar-me naquilo que tenho de fazer na próxima temporada e neste fim de semana. O futuro permanece em aberto.

 

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Penso que qualquer piloto tem a ambição de chegar a um pacote competitivo que seja capaz de vencer. Quando nos vemos a lutar por alguma coisa melhor somos capazes de dar mais qualquer coisa de nós, e é esse mais que procuro neste Grande Prémio de casa.

Cada vez que visito este circuito existe alguma nostalgia (recordando a vitória de 2020). Obviamente que todas as temporadas regressamos aqui e sonhamos em alcançar o mesmo resultado, mas todos os anos o desafio é diferente e a dificuldade é diferente. Diria que este ano não será diferente.

É um enorme prazer para mim competir em MotoGP em frente aos meus fãs, é um boost adicional para mim que apareço como o único português na grelha de partida. Por isso, vou dar o meu melhor, como sempre. Mas esta vez se calhar vou dar mais qualquer coisa”.

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