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MotoGP – dia difícil para Miguel Oliveira em Portimão

Miguel Oliveira não foi além de 22.º nos treinos e terá que passar pela Q1, «a sessão mais difícil do fim de semana».

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O fim de semana do GP de Portugal não começou da melhor maneira para Miguel Oliveira. O piloto português terminou a sessão de pré-qualificação na 22 e última posição, a 1’39,881 do melhor tempo da sessão.

Num dia em que a chuva foi surgindo esporadicamente, o problema foi comum para todos os pilotos Yamaha: a falta de aderência na traseira.

«As condições da pista melhoraram ligeiramente à tarde, mas nós quebramos a tração muito rápido com muito ângulo no pneu, e é muito difícil de recuperar a aderência mesmo levantando a moto e cortando um pouco o gás», explicou Miguel Oliveira à Motojornal no final do dia. «Não estávamos à espera, porque aqui as perspectivas eram outras, porque a moto tem funcionado bem em circuitos não semelhantes a este, mas com baixos níveis de grip. Pensávamos que esta podia ser uma dessas pistas, por isso amanhã temos que fazer uma abordagem diferente quer a nível de eletrónica quer a nível do set up. Não estamos longe das outras Yamaha, estamos todos a sofrer um bocadinho do mesmo».

Terá que passar pela Q1

O final da sessão de treinos de pré qualificação, o momento do ataque ao cronómetro, não correu como planeado.

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«Na verdade, quando coloquei o primeiro jogo de pneus novos para um time attack, na volta de saída chovia muito; entretanto na volta em que eu entrei para as boxes parou de chover. Foi quando o Acosta estava na sua volta rápida; nós só já tínhamos tempo de trocar o pneu dianteiro, e o traseiro só dava para um time attack, então só fiz essas três voltas e acabei um pouco mais cedo por causa da gasolina, porque saímos com a moto um pouco mais leve e não dá para a sessão toda. Mesmo essas três voltas, enfim… muito no limite para andar lento».

Assim, Miguel Oliveira terá que passar pela primeira qualificação, mas não será fácil chegar à segunda.

«A Q1, como eu digo, é das sessões mais difíceis de todo o fim de semana. Mesmo com um tempo competitivo, é um pouco atirar a moeda ao ar e ver o que podemos fazer. Eu acredito em melhorar muito, agora se isso vai ser suficiente para passar ou não, não sei. Obviamente vou dar o meu melhor. Realisticamente aquilo que temos feito tem sido sempre entre a quinta e a sexta fila da grelha. Visto como começámos o fim de semana, repetir isso, ou melhor, já é muito bom».

Tempo inconstante

O tempo incerto, com a chuva intermitente, foi um problema, mas poderia ter tudo corrido melhor com condições mais constantes?

«Não te sei dizer se teria ajudado ou não. Porque a limitação que tivemos foi muito evidente, e mesmo com uma hora de treinos não dá para fazer coisas muito profundas, dá para testar coisas rapidamente, como alturas, ou amortecedor, como foi o meu caso, mas pouco mais».

Com Fabio Quartararo em 13.º, Jack Miller em 16.º, Alex Rins em 18.º e Miguel Oliveira em 22.º, as quatro Yamaha enfrentaram o mesmo problema de sempre, a falta de aderência. Porquê?

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«Se tivesse uma justificação, se soubesse exatamente qual é o problema, estava resolvido. É difícil até para nós perceber esta falta de performance, a esperança é que amanhã possamos reduzir a diferença e, sobretudo melhorar o ritmo, porque com duas ou três voltas o pneu soft atrás baixa muito de rendimento. Acabei com 12 voltas com o soft completamente destruído. Mas este tem que ser uma opção para a Sprint, porque caso contrário vamos sofrer muito no tempo por volta».

Este sábado realizam-se no AIA as sessões de qualificação e a penúltima Sprint da temporada de 2025.

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