Jorge Martín tem sido um dos nomes em maior destaque no paddock de MotoGP nos últimos meses, mesmo estando há vários meses fora desse paddock devido a lesão. Precisamente no fim de semana de regresso à competição no Grande Prémio da República Checa – clique para os horários completos , o piloto da Aprilia Racing realizou uma conferência de imprensa especial no circuito de Brno.
Já depois de ter sido examinado pelos médicos de MotoGP que deram ‘luz verde’ para que o atual Campeão do Mundo voltasse a competir aos comandos da sua Aprilia RS-GP25, no que será um dos regressos mais aguardados dos últimos tempos, o ‘Martinator’ sentou-se perante uma enorme plateia de jornalistas onde falou sobre toda a ‘novela’ que envolveu o #1 de MotoGP e a Aprilia Racing.
Ausente da competição desde que se lesionou no Grande Prémio do Qatar, o piloto espanhol ‘abriu o livro’, como se costuma dizer, contando a sua versão dos acontecimentos que levaram a que o paddock de MotoGP entrasse em ebulição com uma sucessão de ações e reações vindas do piloto, empresário, Aprilia Racing, mas também por parte da Dorna.
No final, e conforme a Revista Motojornal já aqui tinha antecipado , Jorge Martín decidiu ficar com a sua atual equipa na temporada 2026, desistindo da ideia de terminar antecipadamente o contrato que assinou para dois anos quando saiu da Prima Pramac Ducati no final de 2024.

Todos os destaques da conferência de imprensa de Jorge Martín
Direto ao assunto: Fico!
“Estou muito contente por estar aqui. Foram uns quantos meses duros para mim, seis ou sete, a sofrer muito. E posso dizer já que fico na Aprilia em 2026. Quero explicar um pouco do que aconteceu. Desde a primeira lesão à terceira, que foram de menos a mais (em gravidade), comecei a ter muitas dúvidas sobre o futuro e sobre mim. Nesse momento queria decidir sobre o meu futuro. Poderia continuar a experimentar a Aprilia por mais algumas corridas ou então optar por ativar a cláusula que todos já conhecem”.
A proposta feita por Jorge Martín à Aprilia Racing para ter mais corridas antes de tomar uma decisão
“A Aprilia recusou as propostas, é uma coisa que entendo e respeito, eles estão a lutar pelos seus direitos. A partir desse momento eu lutei por aquilo que pensava que seria o melhor para mim, ir para outro projeto, mas então iniciaram esta batalha. Eu iria para a frente com esta batalha, mas acredito que nesta vida temos de tomar decisões, e a minha foi de continuar com a Aprilia por mais um ano”.
A subida de rendimento da Aprilia e os resultados de Marco Bezzecchi
“Temos visto que o Marco e a Aprilia estão a fazer um grande trabalho. Eu não sou idiota, vejo que temos um grande potencial juntos. Espero estar preparado para o que aí vem. Fisicamente sinto-me preparado, mais do que alguma vez estive na minha vida. Preciso de muitas horas em cima da RS-GP, mas física e mentalmente estou no máximo, aproveitei todo este tempo de ausência para melhorar, acredito que sou um piloto mais preparado”.

Do não estar arrependido ao não pedir desculpa à Aprilia Racing
“Não me arrependo de nada. Acredito que tudo o que fiz nos últimos meses era o melhor para o meu futuro. Quando estás no hospital com 12 costelas fraturadas sem poder dormir com as dores, ninguém consegue entender o que passa na minha cabeça. O que fiz foi o que pensei que seria o melhor para o futuro, tal como agora que penso que é ficar. Não me desculpei com a Aprilia Racing porque não sinto que o devo fazer. Fiz o que fiz a pensar que seria o melhor para a minha carreira. Agora estamos juntos, já falámos. Se sentirem que tenho de fazer alguma coisa para melhorar a nossa relação, farei. Para mim é importante sentir que tenho uma família no paddock. Logicamente que agora não é fácil estar aqui, não é um caminho de flores. Uma relação é como um montanha russa. Ficas apaixonado, discutes… mas no fim, se gostas da outra pessoa, lutarás por ela para atingir os teus objetivos. Não vou dizer que não aconteceu nada, claro que tive uma discussão forte com a Aprilia. Mas agora temos de construir o futuro juntos, ganhar, isso é o importante”.
Porquê anunciar esta decisão agora?
“Queria deixar tudo fechado antes de vir para aqui (Brno). Não queria sair para a pista com todo este ruído à volta da minha cabeça nem continuar a discutir com a Aprilia. Por isso fizemos tudo rápido. Vi o que a Aprilia melhorou. A minha sensação depois dos testes em Montmeló, Malásia e Qatar foi muito má, porque caí e lesionei-me. Depois vi como a Aprilia me protegeu no All Stars, como me ajudaram a estar seguro nessa situação, e isso também teve influência”.
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