Depois de mais uma “pole position” em que mostrou estar um passo à frente dos restantes rivais de MotoGP, Marc Márquez (Ducati Lenovo Team) voltou a confirmar em absoluto que está numa forma demolidora. O piloto espanhol somou a 13ª vitória em corridas Sprint nesta temporada 2025 da categoria rainha (foi 2º na única que não venceu), e com isso continua a aproximar-se a passos largos do título tão ambicionado.
Tal como se previa, a corrida Sprint do Grande Prémio da Hungria não foi muito emocionante nem teve grande história.
Com um circuito Balaton Park vestido de gala e os fãs húngaros a fazerem notar a sua presença nas bancadas do novo traçado do MotoGP, todos os 21 pilotos da grelha de partida neste fim de semana optaram por competir na Sprint de 13 voltas com as suas motos equipadas com pneus slick de composto médio na dianteira e composto macio na jante traseira.
O desenho do circuito não fazia prever grandes batalhas em pista por posição, ao ser bastante ‘apertado’ e com muitas zonas de travagens e curvas lentas. Mas o que se previa era que no momento de arranque a chegada à zona estreita da curva 1 viesse a causar muitos problemas pela falta de espaço para tantas motos em simultâneo.

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E acabou por se confirmar essa mesma previsão. Isto porque já depois dos semáforos se terem apagado dando início à corrida Sprint do Grande Prémio da Hungria, vimos Marc Márquez a saltar para a frente do pelotão mantendo a primeira posição que tinha na grelha de partida, mas atrás do espanhol e líder do campeonato, a confusão instalou-se na travagem para a curva 1.
Fabio Quartararo (Monster Energy Yamaha), que até fez um bom arranque, acabou por falhar por completo o ponto de travagem, e foi por mero milagre que não levou à sua frente Fabio di Giannantonio (Pertamina Enduro VR46) e Marco Bezzecchi (Aprilia Racing), que tinham arrancado da primeira linha da grelha de partida e procuravam manter-se colados a Marc Márquez.
Os dois italianos conseguiram num golpe de sorte levantar as suas motos e deixar passar um ‘desgovernado’ Quartararo e a sua YZR-M1, que viria a embater na traseira da KTM RC16 de Enea Bastianini (Red Bull KTM Tech3), o italiano da marca austríaca tinha optado por uma trajetória mais exterior para evitar os habituais toques na discussão da curva 1.
Quartararo não evitou mesmo a queda nesse toque, enquanto Bastianini manteve a sua KTM direita, mas quando regressou à pista estava já bastante atrasado. Pouco depois também Bastianini viria a exagerar numa travagem e caiu, fazendo cair ao tocar-lhe, o francês Johann Zarco (Castrol Honda LCR). Três pilotos ficaram assim fora de pista logo nos primeiros momentos desta Sprint do Grande Prémio da Hungria.

Com estas quedas, e para além da confusão na frente da corrida ter permitido a Marc Márquez isolar-se na liderança ficando a salvo de possíveis ataques da dupla da Pertamina Enduro VR46, com Di Giannantonio a assumir a segunda posição na frente de Franco Morbidelli, era Miguel Oliveira que conseguia ganhar posições, embora no caso do português fossem posições no fim da classificação.
Arrancando de 19º após mais uma qualificação que ficou aquém do necessário, Miguel Oliveira fechou a primeira volta em 16º, viria rapidamente a subir uma posição quando Brad Binder (Red Bull KTM Factory) entrou na box, mas o sul-africano voltaria à corrida mais tarde depois de algum trabalho na sua RC16, e ficou então a rodar atrás de Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team), com o italiano mais uma vez em grandes dificuldades aos comandos da GP25 da Ducati, contrastando com Marc Márquez.
A corrida, como referimos, não teve grande história. Os pilotos de MotoGP raramente optaram por arriscar uma ultrapassagem, pois facilmente cometiam erros na travagem ao procurar essa ultrapassagem.
Os poucos que o fizeram rapidamente ultrapassaram os limites, como foi o caso de Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory), que na tentativa de percorrer uma trajetória interior mais fechada para passar Jorge Martín (Aprilia Racing), acabou por sofrer uma queda, mais uma a juntar às duas que já tinha sofrido desde o arranque do Grande Prémio da Hungria.

Marc Márquez foi rodando em velocidade cruzeiro e confirmou nova vitória nesta corrida Sprint do GP da Hungria, seguido, ainda que a alguma distância, das duas motos da VR46, com Fabio di Giannantonio na frente de Franco Morbidelli, ficando assim fechado o Top 3 desta corrida sem história no Balaton Park.
Destaque este sábado para os resultados da Honda HRC Castrol, com a equipa de fábrica da Honda a conseguir colocar Luca Marini em 4º e Joan Mir em 6º! É a primeira vez que dois pilotos da equipa de fábrica da Honda conseguem terminar entre os seis melhores de uma corrida Sprint.
Quanto a Miguel Oliveira, e mesmo revelando em alguns momentos um ritmo mais forte do que Bagnaia, a verdade é que acabou a corrida atrás do italiano sem esboçar um ataque à posição do piloto da Ducati.
O português subiu de 15º a 14º com a queda de Pedro Acosta, e foi então nessa posição que cruzou a meta na Sprint do Grande Prémio da Hungria, mantendo os mesmos 6 pontos na classificação do campeonato.

Resultados da Sprint do GP da Hungria de MotoGP
1 – Marc Márquez (Ducati Lenovo Team)
2 – Fabio di Giannantonio (Pertamina Enduro VR46)
3 – Franco Morbidelli (Pertamina Enduro VR46)
4 – Luca Marini (Honda HRC Castrol)
5 – Fermín Aldeguer (BK8 Gresini Racing)
6 – Joan Mir (Honda HRC Castrol)
7 – Marco Bezzecchi (Aprilia Racing)
8 – Alex Márquez (BK8 Gresini Racing)
9 – Jorge Martín (Aprilia Racing)
10 – Pol Espargaró (Red Bull KTM Tech3)
14 – Miguel Oliveira (Prima Pramac Yamaha)
Classificação de MotoGP
1 – Marc Márquez – 430 pontos
2 – Alex Márquez – 278 pontos
3 – Francesco Bagnaia – 221 pontos
4 – Marco Bezzecchi – 181 pontos
5 – Fabio di Giannantonio – 153 pontos
6 – Franco Morbidelli – 151 pontos
7 – Pedro Acosta – 144 pontos
8 – Fermín Aldeguer – 126 pontos
9 – Johann Zarco – 114 pontos
10 – Fabio Quartararo – 103 pontos
25 – Miguel Oliveira – 6 pontos
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