Disputou-se este domingo de manhã (hora portuguesa) a corrida principal referente ao 20º Grande Prémio da temporada 2025 de MotoGP.
Já depois de ultrapassado o enorme susto que aconteceu na preparação para a corrida de Moto3, que inclusivamente obrigou a uma enorme paragem para limpeza de pista e assistência aos pilotos Jose Antonio Rueda e Noah Dettwiler que foram transportados para o hospital por helicóptero (aguardamos informações oficiais do estado dos pilotos), ao que se somou a modificação dos horários com a corrida de Moto2 a acontecer depois da corrida da categoria rainha, os pilotos de MotoGP formaram então a grelha de partida para cumprir as 20 voltas ao traçado malaio.
Sem chuva, mas com as temperaturas ambiente e do asfalto a subirem de forma significativa, a maioria dos pilotos de MotoGP optou por equipar as suas motos com pneus slick de compostos macio, mas alguns, como Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory) escolheram o composto médio para a jante dianteira na tentativa de capitalizar com a performance mais resistente desse pneu na parte final da corrida.
Antes dos semáforos se apagarem a dúvida pairava no ar para perceber se Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team) conseguiria repetir a performance dominadora da corrida Sprint, ou se teria em Alex Márquez (BK8 Gresini Racing) um adversário mais duro, ou ainda outros pilotos como Pedro Acosta com a sua KTM RC16 que lhe pudessem causar problemas no Grande Prémio da Malásia.

Assim que os semáforos apagaram dando então início à corrida de 20 voltas em Sepang, repetiu-se a situação que se tinha visto na Sprint.
Bagnaia manteve a primeira posição ao arrancar da “pole position” e novamente era Alex Márquez e Pedro Acosta que se posicionavam logo atrás do italiano. Desta feita, ao contrário da Sprint, ‘Pecco’ não conseguiu escapar para se isolar na liderança do Grande Prémio da Malásia. Aliás, não conseguiu sequer manter Alex Márquez atrás de si, com o espanhol da Gresini Racing a assumir hoje o comando das operações e procurando de imediato fugir dos perseguidores.
O novo vice-campeão de MotoGP acabou mesmo por ir amealhando uma boa margem de segurança para Francesco Bagnaia que, por sua vez, não podia focar-se em recuperar a liderança da corrida pois tinha logo atrás de si o sempre agressivo Pedro Acosta que com o pneu dianteiro médio tentava ganhar nas travagens mais fortes para ameaçar a ultrapassagem ao italiano da Ducati.
A luta pelo segundo lugar deixou Alex Márquez com caminho livre para gerir o ritmo de corrida, uma corrida que liderou praticamente desde o início, sempre isolado na liderança. Venceu pela terceira vez na sua carreira em MotoGP, sendo que a BK8 Gresini Racing, pese embora tenha visto o ‘Rookie do Ano’, Fermín Aldeguer, desistir por queda, aproveitou esta vitória de Alex para garantir também o título de Melhor Equipa Independente em 2025! Uma temporada de sonho para a equipa liderada por Nadia Padovani e logo numa corrida em que as suas Ducati competiram com uma decoração especial.

Com Alex Márquez intocável, o foco desta corrida do Grande Prémio da Malásia centrou-se na luta pelo segundo lugar.
Durante mais de uma dezena de voltas vimos Pedro Acosta rodar atrás de Francesco Bagnaia. A diferença entre ambos aumentou e diminuiu várias vezes, com o espanhol da KTM a procurar diferentes pontos de ultrapassagem, mas sempre sem verdadeiramente conseguir tentar a ultrapassagem, pois a Ducati Desmosedici GP25 de Bagnaia conseguia sempre passar a sua potência para o asfalto mais rapidamente à saída das curvas.
Depois de muitas voltas e já a entrar na parte final da corrida malaia, Pedro Acosta aproveitou um pequeno espaço para se posicionar numa trajetória interior. Finalmente conseguiu a tão procurada ultrapassagem e ascensão ao 2º lugar, com Francesco Bagnaia a tentar devolver a manobra logo de seguida, mas sem sucesso.
Os dois começaram a ficar separados por algumas décimas, até que Francesco Bagnaia, que parecia a caminho do pódio no GP da Malásia e de pontos importantes na luta pelo Top 3 no mundial, abandonou, sem cair, com um problema técnico na sua Ducati.
Ao que tudo indica, terá sido um furo no pneu traseiro da Michelin a levar Bagnaia a mais um 0 ao domingo. Um problema que levou a uma desistência, o que, aliado ao 11º de Marco Bezzecchi (Aprilia Racing), significa que temos Bezzecchi agora isolado no terceiro posto do campeonato.

Com isto, não só Pedro Acosta ficou tranquilo em 2º, como outro espanhol, Joan Mir (Honda HRC Castrol), viu o 3º lugar ‘cair-lhe no colo’! Ainda assim, refira-se, o campeão de MotoGP de 2020 estava a fazer uma excelente corrida neste Grande Prémio da Malásia fixando-se antes da desistência de Bagnaia num sólido quarto posto.
Joan Mir não desaproveitou a ‘oferta’ e desta vez, ao contrário do que aconteceu na Sprint, o espanhol terminou mesmo a corrida e regressou ao pódio em MotoGP.
Quanto à corrida de Miguel Oliveira (Prima Pramac Yamaha), este domingo foi apenas o completar de um fim de semana extremamente duro para o piloto português. A queda e desistência na Sprint sublinharam as dificuldades do #88 e da sua Yamaha YZR-M1 em conseguirem trabalhar com os pneus macios da Michelin, e na corrida principal ficou novamente à vista que este domingo não seria um bom dia para o português.
Miguel Oliveira, que desta vez optou pelo pneu dianteiro médio, voltou a perder quatro posições logo após o arranque, descendo então a 20º, sendo que viria a ganhar uma posição ao ultrapassar Somkiat Chantra (Idemitsu Honda LCR), antes de ganhar mais uma posição quando Pol Espargaró (Red Bull KTM Tech3) sofreu uma queda e abandonou.
À 11ª volta tínhamos Miguel Oliveira em 18º, mas uma nova queda para o #88 no circuito de Sepang fez perder muito tempo e posições. Ainda assim, não desistiu, regressou muito atrasado à corrida, levando então a sua Yamaha até à bandeira de xadrez e cruzando a meta pela última vez em 19º.
O MotoGP vai agora regressar à Europa para as duas provas finais da temporada. A primeira será já o Grande Prémio de Portugal no Autódromo Internacional do Algarve, de 7 a 9 de novembro.

Resultados do Grande Prémio da Malásia
1 – Alex Márquez (BK8 Gresini Racing)
2 – Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory)
3 – Joan Mir (Honda HRC Castrol)
4 – Franco Morbidelli (Pertamina Enduro VR46)
5 – Fabio Quartararo (Monster Energy Yamaha)
6 – Fabio di Giannantonio (Pertamina Enduro VR46)
7 – Enea Bastianini (Red Bull KTM Tech3)
8 – Luca Marini (Honda HRC Castrol)
9 – Brad Binder (Red Bull KTM Factory)
10 – Ai Ogura (Trackhouse Racing)
19 – Miguel Oliveira (Prima Pramac Yamaha)
Classificação de MotoGP
1 – Marc Márquez – 545 pontos
2 – Alex Márquez – 413 pontos
3 – Marco Bezzecchi – 291 pontos
4 – Francesco Bagnaia – 286 pontos
5 – Pedro Acosta – 260 pontos
6 – Franco Morbidelli – 227 pontos
7 – Fabio di Giannantonio – 226 pontos
8 – Fermín Aldeguer – 186 pontos
9 – Fabio Quartararo – 182 pontos
10 – Raul Fernández – 146 pontos
20 – Miguel Oliveira – 36 pontos
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