A 17ª ronda do calendário de MotoGP pode ter ficado marcada pelo título conquistado por Marc Márquez. Mas o Grande Prémio do Japão de MotoGP voltou a ser mais uma oportunidade para Miguel Oliveira prosseguir o seu caminho com a Prima Pramac Yamaha, um caminho que lhe tem permitido somar importantes pontos nesta fase da temporada.
Mesmo tendo beneficiado da ausência de Ai Ogura (Trackhouse Racing) na grelha de partida, o que lhe permitiu arrancar do lado direito da pista de Motegi em vez do lado esquerdo que lhe era dado pelo 16º tempo na qualificação do GP do Japão, Miguel Oliveira voltou a sentir dificuldades para fazer uma boa corrida.
Com a Yamaha YZR-M1 a continuar a revelar uma grande incapacidade para gerir os pneus slick da Michelin, mas também a mostrar-se desequilibrada e a exigir em demasia do pneu dianteiro, o #88 da Prima Pramac Yamaha foi procurando superar esses problemas com a sua pilotagem em Motegi.
O esforço do português viria a ser recompensado com 2 pontos graças a terminar o Grande Prémio do Japão de MotoGP em 14º, tendo estado envolvido numa batalha intensa com vários pilotos na tentativa de garantir este resultado final dentro do Top 15.

Em reação a este resultado, e em declarações à Sport TV imediatamente após o fim da corrida, Miguel Oliveira destacou várias situações que aconteceram em Motegi. Desde o arranque que foi positivo, passando pela gestão dos pneus e terminando com palavras elogiosas para com Marc Márquez, sem esquecer o seu futuro.
Aqui ficam as declarações de Miguel Oliveira ao GP do Japão
“Puxei ao máximo que consegui numa corrida que acabou por ser muito dura, especialmente na gestão do pneu, tanto o dianteiro como o traseiro, com o traseiro a quebrar muito. As saídas de curva foram particularmente desafiantes. Ainda assim, consegui trazer para casa dois pontos, e isso é o positivo que retiro deste fim de semana.
Foi uma corrida com um arranque melhor do que ontem, também pela ausência do Ai Ogura saí do lado direito, fiz um excelente arranque, mas depois a travar lembrei-me do que aconteceu com o Martín ontem e tentei antecipar um pouco e ir mais para a esquerda, tentei fazer a trajetória por dentro e foi o possível. Foi muito difícil de ultrapassar, complicado manter as temperaturas do pneu dianteiro baixas porque, como tenho dito há várias corridas, fazemos tudo praticamente só com o pneu dianteiro, usamos muito pouco o pneu traseiro. A condução do Fabio consegue otimizar todos estes aspetos da moto. Uma corrida em que fizemos aquilo que foi possível fazer”.
Sobre o Grande Prémio da Indonésia, que acontece de 3 a 5 de outubro
“Vai ser um GP complicado. Temos um pneu com a carcaça mais fina, o que dá menos aderência, e este ano para nós tem sido muito difícil gerir isso. Mas é uma pista que por norma tem muita aderência e pode ser que consigamos colmatar um pouco as nossas dificuldades”.
Sobre o título de Marc Márquez
“Irrepreensível! Não há nada no Marc que nos surpreenda porque sabemos que o Marc numa Ducati ia simplesmente ser muito superior. Soube sofrer nos momentos difíceis, não baixou os braços, a análise que ele fez foi muito bem feita no sentido em que preferiu colocar-se numa posição onde tivesse oportunidade para vir para uma moto oficial e na melhor equipa deste paddock que é a Ducati. E foi isso que aconteceu. Este ano foi a superioridade que vimos. Uma referência para todos nós neste desporto. Apesar do meu ídolo ser o Valentino, o Marc a nível da condução, a nível da superioridade em pista, é outra coisa”.
Sobre novidades do seu futuro
“Para a semana!”.
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