Com as temperaturas a subirem para um patamar que ainda não se tinha visto na estreia do circuito Balaton Park no MotoGP neste Grande Prémio da Hungria, disputou-se ao início desta tarde de domingo a corrida principal da 14ª ronda da temporada 2025.
E foi uma corrida mais animada do que se calhar muitos fãs estavam à espera de assistir neste circuito tão ‘Stop & Go” e ‘apertado’, em particular com muitas zonas de travagem e chicanes fechadas, o que deixa sempre pouco espaço para os pilotos aos comandos dos protótipos da categoria rainha tentarem o ataque ao rival à sua frente.
Com os Comissários de MotoGP a decidirem dar a Fabio Quartararo (Monster Energy Yamaha) uma penalização de 1 Volta Longa pelo incidente causado no arranque da corrida Sprint deste Grande Prémio da Hungria, enquanto Enea Bastianini (Red Bull KTM Tech3) foi penalizado com 2 Voltas Longas por causar a queda de Johann Zarco (Castrol Honda LCR), a grelha de partida da corrida principal de hoje viria a ser alterada mesmo à última hora.
Isto porque a Ducati Desmosedici GP25 de Fabio di Giannantonio (Pertamina Enduro VR46) deu sinais de problemas mecânicos na volta de entrada em pista e pilotos ocuparem os seus lugares na grelha de partida, e o piloto entrou na box no final da volta de aquecimento, trocando para a sua segunda moto, mas sendo obrigado a arrancar para a corrida do fim do Pit Lane, deixando dessa forma o 3º lugar na grelha de partida vago.

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Com os pilotos de MotoGP a optarem por pneus macio ou de composto médio para a traseira nas suas motos, na tentativa de garantirem a performance ideal ao longo da corrida do GP da Hungria com 26 voltas a cumprir ao Balaton Park, foi Marco Bezzecchi (Aprilia Racing) quem levou a melhor numa primeira batalha com Marc Márquez (Ducati Lenovo Team).
Os dois pilotos chegaram a tocar-se pois Márquez tentou meter pelo interior na curva 2, onde não tinha espaço, ninguém caiu, mas o espanhol perdeu algumas posições enquanto o italiano conseguiu escapar-se na liderança desta corrida.
Franco Morbidelli (Pertamina Enduro VR46), imune aos toques no meio do pelotão, conseguiu assumir então a segunda posição após as primeiras curvas, e ficou com Marc Márquez atrás de si, enquanto Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory) assistia a tudo isto a acontecer ocupando o 4º lugar.
Mais para trás, Miguel Oliveira (Prima Pramac Yamaha) conseguiu ascender a 17º logo na primeira volta, o que dava a entender que esta corrida no Balaton Park, pese embora continuem a existir inúmeros problemas na YZR-M1 #88 (e nas outras Yamaha), poderia levar o piloto português a um bom resultado final.
De volta à luta pela vitória, e num momento em que já vários pilotos tinham caído, com um momento mais assustador quando Enea Bastianini (Red Bull KTM Tech3) cai na entrada de uma chicane e acaba por deslizar através da pista não sendo apanhado, por sorte, por outros pilotos que vinham atrás, tínhamos Marc Márquez, que optou por pneu traseiro médio, passar ao ataque a Franco Morbidelli, conseguindo com alguma facilidade assumir a segunda posição e poder então partir em perseguição a Bezzecchi.
Pedro Acosta, que também estava com vontade de subir novamente ao pódio, também não perdeu muito tempo atrás de Morbidelli, passando então a rodar em 3º, num momento em que já Marc Márquez tinha encostado na traseira da Aprilia RS-GP25 de Marco Bezzecchi.

Depois de algumas tentativas falhadas, devido à excelente resposta do italiano da Aprilia, Marc Márquez, aproveitando o momento em que os pneus macios começaram a cair em termos de performance, conseguiu então consumar a ultrapassagem a Bezzecchi à 11ª volta deste Grande Prémio da Hungria.
A partir desse momento, e tal como tantas vezes temos visto nesta temporada 2025 de MotoGP, o oito vezes campeão do Mundo começou rapidamente a abrir uma margem que foi crescendo para 1 segundo, depois 2 segundos e algumas voltas mais tarde era já de mais de 3,5 segundos para o segundo classificado. Foi então mais uma corrida tranquila para o piloto da Ducati Lenovo Team, que somou mais 25 pontos à sua conta pessoal.
Esta foi a 10ª vitória em corridas de Grande Prémio nesta temporada de MotoGP, sete vitórias consecutivas (a segunda vez que o consegue na carreira depois de o ter feito em 2014 com a Honda), e Marc Márquez tem agora uma vantagem pontual sobre os mais diretos perseguidores na corrida ao título que lhe permite começar a sonhar com a conquista antecipada do título 2025 já no Grande Prémio de São Marino nos primeiros dias de setembro.
Seria preciso uma conjugação especial de resultados entre Marc Márquez e Alex Márquez (Francesco Bagnaia está já muito atrasado nos pontos, mas matematicamente ainda pode ser Campeão) para que o #93 consiga celebrar em Misano o seu nono título Mundial. Mas é uma possibilidade a ter em conta.

Com o vencedor da corrida encontrado, o interesse centrou-se nos pilotos que discutiram as posições seguintes.
Marco Bezzecchi não aguentou a pressão de Pedro Acosta e deixou-se ultrapassar, ficando e então o espanhol da KTM com a segunda posição e o italiano da Aprilia na terceira posição. Se para Acosta este resultado confirma o crescimento, o seu e o da RC16, do ponto de vista de performance em pista, para Bezzecchi este é um resultado que ficará na história: primeira vez que o #72 da Aprilia consegue três pódios consecutivos em MotoGP.
Aliás, para a marca de Noale esta corrida do Grande Prémio da Hungria foi particularmente positiva, no que aos seus pilotos de fábrica diz respeito.
Mesmo arrancando do meio do pelotão (16º), e num momento em que ainda procura a melhor forma e ligação à RS-GP25, vimos Jorge Martín, o ainda Campeão de MotoGP, a realizar uma excelente corrida.
O espanhol foi conquistado inúmeras posições até se fixar finalmente em 4º, o que não sendo uma vitória do ponto de vista factual, foi um resultado celebrado como se fosse uma vitória pelo ‘Martinator’ em conjunto com a Aprilia Racing em peso na box do Balaton Park.

Entre os destaques positivos desta corrida podemos referir, tal como aconteceu na Sprint de sábado, a prova realizada por Luca Marini (Honda HRC Castrol), que desta feita foi 5º.
Em sentido contrário, Francesco Bagnaia continua a sofrer aos comandos da Desmosedici GP25, e mesmo na última volta, depois de uma corrida apagada, o italiano viria a perder o 8º lugar para Pol Espargaró (Red Bull KTM Tech3), ao errar na entrada de uma chicane e a perder essa posição.
Um pouco mais atrás, estava Miguel Oliveira. O português da Prima Pramac Yamaha foi aproveitando as quedas de vários pilotos à sua frente para ir subindo na classificação.
Fixou-se a algumas décimas de Fabio Quartararo quando o francês cumpriu a Volta Longa de penalização, chegou a parecer que seria possível ver o #88 passar pelo piloto de fábrica da Yamaha, mas até final da corrida os dois foram ficando mais separados e tudo levava a crer que Miguel Oliveira conseguiria ser 11º.
Infelizmente para as aspirações do português, um erro de pilotagem permitiu a Ai Ogura (Trackhouse Racing) ganhar essa posição, e desta forma o #88 recebeu a bandeira de xadrez na 12ª posição.
Ainda assim, este é o melhor resultado de Miguel Oliveira em Grandes Prémios nesta temporada de MotoGP, o que lhe deu 4 pontos a que soma os 6 pontos que já tinha, e desta forma o piloto da Prima Pramac Yamaha passa a somar um total de 10 pontos na classificação de pilotos.

Resultados do GP da Hungria de MotoGP
1 – Marc Márquez (Ducati Lenovo Team)
2 – Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory)
3 – Marco Bezzecchi (Aprilia Racing)
4 – Jorge Martín (Aprilia Racing)
5 – Luca Marini (Honda HRC Castrol)
6 – Franco Morbidelli (Pertamina Enduro VR46)
7 – Brad Binder (Red Bull KTM Factory)
8 – Pol Espargaró (Red Bull KTM Tech3)
9 – Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team)
10 – Fabio Quartararo (Monster Energy Yamaha)
12 – Miguel Oliveira (Prima Pramac Yamaha)
Classificação de MotoGP
1 – Marc Márquez – 455 pontos
2 – Alex Márquez – 280 pontos
3 – Francesco Bagnaia – 228 pontos
4 – Marco Bezzecchi – 197 pontos
5 – Pedro Acosta – 164 pontos
6 – Franco Morbidelli – 161 pontos
7 – Fabio di Giannantonio – 154 pontos
8 – Fermín Aldeguer – 126 pontos
9 – Johann Zarco – 114 pontos
10 – Fabio Quartararo – 109 pontos
23 – Miguel Oliveira – 10 pontos
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