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MotoGP – “O futuro está totalmente em aberto para mim”, diz Miguel Oliveira

Miguel Oliveira foi preterido pela Yamaha e assim tem o seu futuro em MotoGP comprometido. Eis a reação do português.

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Foi hoje conhecida, finalmente, a decisão final da Yamaha sobre qual será o piloto a acompanhar Toprak Razgatlioglu na box da Prima Pramac Yamaha na próxima temporada de MotoGP. Com dois pilotos a ‘discutir’ esse lugar, Miguel Oliveira e Jack Miller, a marca japonesa demorou bastante tempo a decidir qual ficaria na equipa. Esta quinta-feira antes do Grande Prémio da Catalunha, ficámos a saber oficialmente quem foi o escolhido.

Infelizmente para os portugueses, e no momento em que escrevemos este artigo ainda existe oficialmente um lugar em aberto na categoria rainha, na LCR Honda (que está destinado a Diogo Moreira das Moto2), tudo indica que perdemos o nosso único piloto a tempo inteiro em MotoGP a partir de 2026: Miguel Oliveira foi preterido pela Yamaha em favor de Jack Miller.

O piloto português que soma até ao momento 5 vitórias em MotoGP, e que já competiu pela KTM e Aprilia, vice-campeão tanto em Moto3 como em Moto2, não foi o escolhido pela marca de Iwata que preferiu apostar no australiano Jack Miller como parceiro de Toprak Razgatlioglu na Prima Pramac Yamaha.

A decisão, de acordo com Miguel Oliveira, já lhe tinha sido comunicada antes mesmo do Grande Prémio da Hungria no Balaton Park, e a verdade é que o #88 assume alguma surpresa pelo facto da Yamaha ter optado por interromper um contrato que era de 1+1 ano de vigência, até porque existia a consciência de que este ano seria sempre um ano de aprendizagem e evolução da YZR-M1.

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Com a moto japonesa a revelar diversos problemas mesmo na sua especificação mais atual, Miguel Oliveira rapidamente percebeu que obter resultados nas posições cimeiras da classificação seria uma missão muito complicada, para não dizer impossível.

A juntar a isto, aconteceu a lesão grave, no Grande Prémio da Argentina, que o deixou de fora de competição durante quatro Grandes Prémios.

E, para ajudar ‘à festa’, a Yamaha, durante o tempo em que Miguel Oliveira estava ausente a recuperar, contratou Toprak Razgatlioglu para a Prima Pramac Yamaha em 2026, o que adicionou uma camada extra de pressão nos ombros do piloto português.

As explicações de Miguel Oliveira

Em reação à oficialização da decisão da Yamaha, com a marca e a equipa a agradecerem o esforço e dedicação do português, assumindo também que a decisão foi difícil, Miguel Oliveira explica um pouco o que aconteceu ao longo do processo negocial, e não existindo ainda nada de oficial sobre o seu futuro, o #88 garante que está tudo em aberto a partir de agora:

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“Sim, antes de Balaton eu já tinha sido informado desta decisão. Foi um pouco surpreendente, pois em 2024 eu assinei por 1+1 ano de projeto, onde sabíamos que o primeiro ano seria uma espécie de ano de aprendizagem que precisávamos sofrer e provavelmente terminar algumas corridas a lutar por posições de menor destaque. Mas foi para isso que assinei. Infelizmente sofri a lesão no início da temporada, quando perdi muitas corridas, e depois, assim que voltei disso, todos soubemos da contratação de outro piloto. Isso também surgiu de forma surpreendente, adicionando mais pressão, por isso sim, é algo que será interrompido numa fase em que eu penso que tínhamos mais potencial. Mas a vida é assim e andamos para a frente.

A minha situação era bastante clara porque eu tenho uma cláusula de performance no meu contrato que em parte não foi cumprida por causa da lesão, mas também em algumas corridas porque a moto não estava a ter uma performance boa o suficiente e não me foi possível mostrar o meu potencial. De qualquer forma, terminar em último é algo que não está nos meus planos como piloto, não mostra o meu verdadeiro valor e também as minhas capacidades. Por isso, de qualquer forma seria duro continuar desta forma.

O futuro está totalmente em aberto para mim neste momento. Estou entusiasmado. Mas neste momento são apenas ideias a flutuar”, não fechando a hipótese de continuar em MotoGP como piloto de testes de um fabricante, nem seguir carreira no Mundial Superbike onde várias equipas de fábrica continuam à procura de pilotos.

Miguel Oliveira

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