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MotoGP – Por entre burnouts e abraços Miguel Oliveira diz que “Tive uma carreira com que muitos só podem sonhar”

Miguel Oliveira despede-se da Prima Pramac Yamaha e do MotoGP com sentimento de dever cumprido. Aqui ficam as declarações do piloto português.

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Ao longo dos últimos 15 anos tivemos um piloto português a representar o nosso País ao mais alto nível. Primeiro com o número 44 e, mais tarde, com o número 88 nas carenagens das suas motos, Miguel Oliveira tornou-se o expoente máximo dos pilotos portugueses. O único que levou as cores de Portugal ao MotoGP.

15 anos depois, Miguel Oliveira despediu-se esta tarde no circuito Ricardo Tormo em Valência daquela que foi a sua casa fora de casa, um paddock onde conquistou a admiração de todos. Pilotos, mecânicos, diretores de equipas, chefes de equipa, fabricantes, jornalistas e também, claro, os fãs do campeonato.

Uma carreira que não terminou, é verdade, pois teremos Miguel Oliveira dentro em breve no Mundial Superbike, mas que teve na sua passagem pelo MotoGP o seu expoente máximo.

Afinal, o piloto português que competiu por fabricantes como Honda, Mahindra, KTM, Aprilia e Yamaha realizou um total de 247 corridas, venceu por 17 vezes e 5 delas em MotoGP, assinou por 5 vezes a “pole position” e 12 voltas mais rápidas em corrida. Vimos ainda Miguel Oliveira por 41 vezes no pódio em todas as categorias: 125 cc, Moto3, Moto2 e MotoGP.

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miguel oliveira

No domingo de Grande Prémio da Comunidade Valenciana em que terminou em 11º na sua última corrida na categoria rainha, voltando a revelar durante 27 voltas parte daquilo que se lhe reconhece: em situação de corrida, o Miguel Oliveira tem ritmo e talento para se bater com os melhores pilotos do Mundo!

Só assim, numa moto, a YZR-M1, que, estando melhor do que nos dias anteriores graças a algumas modificações arriscadas na geometria e afinação da dianteira, ainda assim não estava a 100% da sua capacidade para dar argumentos ao piloto português para fazer melhor, vimos Miguel Oliveira fechou o seu ciclo no MotoGP em nota alta, a recuperar várias posições em pista e a ficar às portas do Top 10.

Depois de terminada a sua corrida final neste campeonato, por entre burnouts espetaculares e muitos abraços, Miguel Oliveira explicou o que sente neste momento da despedida:

“Foi uma boa corrida de despedida para mim. Fizemos alguns ajustes para o Warm Up, senti que a moto estava muito melhor e a corrida confirmou isso. Tive um ritmo bom e consistente e, arrancando tão atrás, fiquei feliz por recuperar sete posições. Foi uma corrida em que me diverti bastante — uma ótima maneira de me despedir dos meus fãs e também da equipa. O Jack terminou entre os dez primeiros e eu fiquei bem perto, por isso, foi um bom dia para nós. Agora estou animado com a nova aventura, mas também triste por partir… uma mistura de emoções. Vou enfrentar um novo desafio que parece tão assustador como é empolgante. É triste porque sei que ainda tenho muito potencial neste paddock e sair assim não é fácil. Mas hoje foi um bom dia — um dia de celebração — e estou feliz por terminar desta forma. Tive uma carreira com que muitos pilotos só podem sonhar. Tive o privilégio de vencer em diferentes categorias e fiz parte de grandes equipas que me ajudaram a alcançar meu melhor potencial, especialmente nas Moto3 e Moto2. Sou grato a muitos fabricantes, muitas equipas e muitas pessoas que conheci ao longo destes anos e que me ajudaram a dar o melhor de mim. Tudo o que eu conquistar no futuro também será resultado de todas essas experiências”.

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