Não foi, de todo, um dia fácil para Miguel Oliveira neste primeiro contacto com o circuito de Brno a contar para o Grande Prémio da República Checa. O piloto português da Prima Pramac Yamaha, principalmente no Treino que se realizou à tarde e decidiu quais os pilotos que entram diretamente na Qualificação 2 de MotoGP, não conseguiu encontrar soluções para superar os problemas que diz ter sofrido aos comandos da sua YZR-M1 #88.
Pese embora tenha estado a testar há poucas semanas em Brno, num teste privado que lhe permitiu antecipar parte do trabalho de afinação da moto para garantir a melhor performance no traçado histórico que este ano regressa ao calendário de MotoGP, Miguel Oliveira abriu o Grande Prémio da República Checa com o 12º tempo.
Não sendo um resultado dentro do Top 10, também não era um resultado demasiado longe dessas posições ambicionadas. E isso deixava antever que no decisivo Treino da tarde fosse possível ver o #88 ocupar uma das posições de acesso à Q2.
Porém, a chuva ‘diluviana’ que decidiu surgir minutos antes do arranque da sessão, apenas veio complicar ainda mais a missão do português da Prima Pramac Yamaha, que ao longo dos 60 minutos de Treino, com a pista a tornar-se bastante traiçoeira no que a aderência diz respeito por estar a começar a secar em algumas zonas, acabaria por não atingir o objetivo por si próprio fixado antes do início deste fim de semana de Grande Prémio da República Checa.
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Com tantas dificuldades para controlar a sua moto nestas condições, em claro contraste com o seu companheiro de equipa Jack Miller (6º), ou outras Yamaha YZR-M1, Miguel Oliveira viria a fechar o dia apenas com o 19º tempo no Treino.
Um resultado que desilude o #88, que desta forma vai procurar ser um dos dois mais rápido da Q1 de MotoGP de forma a discutir as melhores posições na grelha de partida na Q2, sendo certo que, a confirmarem-se as previsões que apontam para que no sábado e domingo não haverá chuva em Brno, poderemos vir a ter o português a aproveitar melhor as informações recolhidas durante o teste privado, o que poderá dar-lhe alguma vantagem
Declarações de Miguel Oliveira
“O meu maior problema é que estou a sobrecarregar o pneu dianteiro, e assim que a pista começa a secar mais e mais, não sou capaz de manter velocidade suficiente na entrada nas curvas e perco muito tempo também nas zonas de travagem. Por isso, precisamos retirar um pouco de carga do pneu dianteiro. Seguramente que, a meio da sessão de Treino, com um pneu diferente e estratégia, eu poderia ter sido um pouco mais rápido, mas este sentimento com a frente está a bloquear-me. Quando entramos numa curva, não queremos sentir a flutuação na frente. Por outro lado, à chuva, o sentimento foi bom, a aderência sólida, eu estava contente com isso. Agora vamos ver o que o amanhã nos reserva. Continuo muito confiante, especialmente tendo em conta o trabalho que realizámos no teste aqui. A Q1 vai ser apertada, há muitos pilotos rápidos como o Pecco (Bagnaia), Di Giannantonio, o Brad Binder. Mas preciso de me manter confiante”.
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