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MotoGP – Toprak Razgatlioglu quis comprar um pneu novo à Honda no teste em Motorland Aragón!

Toprak Razgatlioglu acredita que podia ter sido mais rápido se tivesse mais um pneu novo durante o teste com a Yamaha em Aragão.

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Toprak Razgatlioglu é por estes dias um piloto feliz. Está a iniciar a sua nova vida enquanto piloto de MotoGP, tendo estado no circuito Motorland Aragón para testar em privado com a Yamaha Racing antes de participar no teste oficial de MotoGP em Valência, na próxima terça-feira.

O piloto turco, três vezes campeão de Superbike, sabe que terá todas as ‘atenções’ centradas em si. Afinal, estamos a falar do ingresso na categoria rainha da velocidade mundial de um dos pilotos mais talentosos do Mundo, uma aposta fortíssima da Yamaha Racing em colocar no protótipo YZR-M1 um piloto que dominou o Mundial Superbike nas últimas duas temporadas.

Durante o teste privado em Motorland Aragón, tal como a Revista Motojornal aqui analisou em maior detalhe , Toprak Razgatlioglu não procurou realizar tempos ‘recorde’. O foco do piloto e da Yamaha Racing foi de permitir que, sem a pressão dos ‘holofotes’ de MotoGP como vai acontecer no teste em Valência, o três vezes campeão de SBK pudesse descobrir como tudo funciona na Yamaha YZR-M1 com motor V4.

Já depois desse primeiro contacto com a moto japonesa, e graças a um vídeo publicado pelo canal de YouTube MotoEtkinlik que acompanhou de perto o que aconteceu no circuito espanhol, Toprak Razgatlioglu explicou em grande detalhe aquilo que sentiu aos comandos da YZR-M1 V4.

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Toprak Razgatlioglu – As primeiras declarações depois do teste com a Yamaha de MotoGP

“De manhã estava muito frio, depois as coisas melhoraram. Felizmente não havia muito vento. Obviamente que o feeling de uma MotoGP é muito diferente de uma Superbike. É muito mais sensível: basta um pequeno movimento e sente-se logo. Não sei quais são os limites da frente. Talvez tenha de cair um par de vezes… não sei”, começou por referir de forma descontraída o piloto turco.

“Toda a gente diz que o pneu dianteiro Michelin não tem aderência com temperaturas baixas e não deve ser usado de forma agressiva. Por isso é que tentei ser um pouco mais sensível, mas para o fim do teste consegui bons tempos. Tive dois pneus novos disponíveis porque o objetivo era de sentir e descobrir a moto. Ajustei os avanços da forma que eu gosto. Os detalhes são importantes e por isso fizemos pequenos ajustes. Se tivesse outro pneu novo teria conseguido rodar facilmente em 1m48s. Primeiro fiz 9 voltas com pneus novos e depois troquei para usados e fiz 3 voltas, mas os tempos eram muito altos e notei uma quebra grande na performance. Com os pneus usados a moto estava a vibrar muito nas curvas à direita por causa da construção do pneu. Por isso esperei um pouco e voltei a sair com pneus novos. Na última saída fiz voltas em 1m49s. Fiz 9 voltas, sempre no segundo 49, incluindo a última volta. Digamos que mantive um bom ritmo. Se tivesse um outro pneu novo, penso que teria facilmente rodado no segundo 48. Pedi o pneu, mas eles não me podiam dar. Eu até disse que o pagava, mas não havia pneus disponíveis porque há uma regra: não se pode usar mais do que 260 pneus (nos testes ao longo da temporada). Estando no limite, eles (Yamaha) arriscavam uma penalização. Tenho sempre expectativas. Por isso é que procurei por mais pneus. Até pensei em pedir e comprar à Honda, apenas para ter mais um disponível”.

Agora que rodou com a Yamaha YZR-M1 com motor V4, Toprak Razgatlioglu já consegue fazer uma comparação inicial com as motos que pilotou em Superbike:

“Os travões são a maior diferença, aquela que custa mais a habituar. A estrutura do V4 é em si muito diferente. A dianteira das motos com motor quatro em linha tem mais aderência, por isso, isso é algo em que a Yamaha vai ter de trabalhar. Veremos nos próximos testes”.

E esses próximos testes serão já em Valência na próxima semana. Quais são as expectativas?

“Agora vou para Valência com mais conhecimento, embora, honestamente, ainda não sou capaz de identificar o limite da frente. Vou descobrir com o tempo, depois de mil voltas. Por agora posso dizer que a moto é muito rápida em reta! Em reta ela voa”.

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