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MotoGP vai chegar à Netflix: Alan Ritchson protagoniza filme de ação ao estilo “Fast & Furious”

A Netflix prepara um filme de ação passado no universo do MotoGP, protagonizado por Alan Ritchson e escrito por Chris Morgan, de Fast & Furious.

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O MotoGP prepara-se para dar um salto pouco habitual: das pistas para um grande filme de ação da Netflix. Alan Ritchson, protagonista da série “Reacher”, será a estrela de um thriller que mistura corridas, perseguições de moto, assaltos internacionais e uma história familiar.

E há um nome particularmente interessante por detrás do argumento: Chris Morgan, um dos principais responsáveis pela transformação de “Fast & Furious” num fenómeno mundial.

Se o enorme sucesso de “F1: The Movie” mostrou o potencial do desporto motorizado no grande ecrã, o motociclismo poderá ser o próximo a tentar conquistar uma audiência muito para além dos fãs das corridas.

A Netflix está a desenvolver um novo filme passado no universo do MotoGP, tendo Alan Ritchson como protagonista e coprodutor através da sua produtora, Dancing Skeleton. O projeto ainda não tem título oficial e encontra-se numa fase inicial de desenvolvimento.

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Mas já conhecemos alguns detalhes e tudo indica que não estaremos perante um filme convencional sobre corridas.

 

“Fast & Furious” sobre duas rodas?

O conceito terá sido apresentado à Netflix precisamente como uma espécie de “Fast & Furious com motos”. E a comparação não é meramente promocional.

O argumento está entregue a Chris Morgan, responsável pelo guião de sete filmes da saga “Fast & Furious”, começando em 2006 com “The Fast and the Furious: Tokyo Drift”. Morgan será igualmente um dos produtores do novo projeto.

A experiência do argumentista poderá dar uma boa indicação da direção escolhida: ação em grande escala, veículos como protagonistas, perseguições, diferentes localizações internacionais e uma componente familiar no centro da narrativa. Neste caso, com motos em vez de automóveis.

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Alan Ritchson será um antigo piloto de MotoGP

A história conhecida até ao momento coloca Alan Ritchson na pele de um antigo piloto de MotoGP, entretanto retirado da competição.

Tudo começa quando um grupo de ladrões especializados em motos realiza assaltos a antiguidades valiosas em diferentes partes do mundo. A Interpol decide então recrutar o antigo piloto, aproveitando a sua experiência e capacidade aos comandos de uma moto para perseguir a organização criminosa.

Mas o caso rapidamente ganha uma dimensão pessoal. Durante a investigação, a personagem de Ritchson começa a suspeitar que o líder do grupo poderá ser o seu irmão mais novo, que julgava morto há vários anos.

Temos, portanto, os ingredientes clássicos de uma grande produção de ação: perseguições, assaltos internacionais, mistério, drama familiar e as motos como protagonistas.

MotoGP envolvido para garantir autenticidade

Um dos aspetos mais interessantes do projeto é o envolvimento do próprio campeonato. Segundo as informações disponíveis, o MotoGP Sports Entertainment Group estará a colaborar com os produtores durante o desenvolvimento, fornecendo conhecimento e aconselhamento para ajudar a representar de forma credível o ambiente do Mundial.

A intenção passa por reproduzir com maior autenticidade elementos como o paddock, as equipas, os pilotos e o funcionamento das corridas. Isto poderá significar acesso privilegiado ao universo MotoGP, embora ainda não esteja confirmado se pilotos reais participarão no filme nem quais os circuitos que serão utilizados nas filmagens.

E essa ligação oficial poderá fazer toda a diferença. Hollywood nem sempre teve uma relação particularmente feliz com o motociclismo. Motos impossíveis, sons de motores que não correspondem às imagens e sequências completamente desligadas da realidade são praticamente um género cinematográfico por direito próprio.

Ter o MotoGP envolvido poderá ajudar a evitar alguns desses excessos, embora ninguém espere propriamente um documentário.

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Alan Ritchson é motociclista

A escolha de Alan Ritchson também não parece ser casual. O ator norte-americano, conhecido sobretudo pelo papel de Jack Reacher na série “Reacher”, tem uma forte ligação pessoal às motos e terá sido um dos grandes impulsionadores do projeto.

Ritchson afirmou recentemente no podcast “Armchair Expert” que tinha conseguido os direitos relacionados com o MotoGP e explicou a sua intenção de criar uma grande história internacional de ação em torno das motos.  Mais interessante ainda é a sua intenção de realizar pessoalmente uma parte significativa da condução.

O ator afirma treinar regularmente com diferentes tipos de motos e ter máquinas especificamente destinadas a stunt e off-road, preparando-se para realizar sequências de ação aos seus comandos.

Se isso se confirmar no resultado final, poderá ajudar a dar às perseguições uma componente física e visual muito diferente daquela conseguida quando o ator é constantemente substituído por duplos.

Netflix reforça aposta em Alan Ritchson

O filme MotoGP será também o primeiro projeto de um novo acordo entre a Netflix e Ritchson, através da Dancing Skeleton. A relação ganhou força depois de “War Machine”, filme de ação e ficção científica protagonizado pelo ator e lançado pela Netflix em março deste ano.

A própria plataforma confirma Ritchson como protagonista da produção, ao lado de Dennis Quaid e Stephan James. A Netflix pretende agora prolongar essa colaboração através de vários projetos, sendo este thriller passado no universo MotoGP uma das primeiras grandes apostas.

O MotoGP procura a sua “F1”?

Há uma leitura mais abrangente que torna este projeto particularmente interessante. O desporto motorizado descobriu nos últimos anos que cinema e streaming podem ser ferramentas poderosíssimas para conquistar novos públicos.

“Drive to Survive” desempenhou um papel importante na expansão da notoriedade da Fórmula 1 junto de audiências que anteriormente pouco acompanhavam as corridas. Mais recentemente, “F1: The Movie” voltou a colocar o campeonato no centro da cultura popular.

O MotoGP procura há vários anos ampliar a sua audiência internacional e a chegada da Liberty Media ao campeonato reforçou as expectativas de uma estratégia comercial e mediática mais agressiva. Um grande filme Netflix poderá desempenhar um papel importante nesse processo.

Não porque conte a história real do campeonato, aparentemente não contará, mas porque poderá colocar MotoGP, motos, pilotos, circuitos e paddock perante milhões de espectadores que nunca assistiram a um Grande Prémio.

Ainda teremos de esperar

Para já, convém moderar as expectativas. O projeto encontra-se ainda numa fase inicial e não tem título, realizador, data de início das filmagens ou estreia anunciados. Também não sabemos quais fabricantes, equipas ou pilotos poderão surgir no filme.

Mas os ingredientes já conhecidos são suficientemente interessantes. Alan Ritchson como antigo piloto de MotoGP. Chris Morgan, de “Fast & Furious”, a escrever o argumento. Perseguições internacionais de moto. Uma conspiração familiar. E o próprio MotoGP envolvido para ajudar a tornar o ambiente das corridas credível.

Pode não ser o filme de motociclismo purista que alguns fãs desejariam. Mas se conseguir fazer pelas motos uma fração daquilo que “Fast & Furious” fez pela cultura automóvel, o impacto para o MotoGP e para o motociclismo poderá ir muito além do cinema. E talvez seja precisamente esse o verdadeiro objetivo desta operação.

motogp

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