Está oficialmente confirmado o fim do Mundial Supersport 300, uma categoria que desde 2017 tem permitido aos mais jovens talentos do motociclismo de velocidade darem o ‘salto’ para os grandes palcos mundiais. A classe mais pequena que integra o Mundial Superbike vai desaparecer a partir de 2026, com a Federação Internacional de Motociclismo (FIM) a anunciar oficialmente o nome da nova competição: Mundial Sportbike.
Pese embora o nome se altere, o conceito será sensivelmente o mesmo. Esta categoria irá servir de ‘trampolim’ para os pilotos mais jovens que procuram subir às Supersport e, mais tarde, às Superbike. Porém, em vez das motos equipadas com motores ‘trezentos’, agora passarão a poder pilotar motos de outro calibre.
As motos e regulamentos técnicos que irão definir o Mundial Sportbike não são ainda conhecidos, com a FIM apenas a revelar que esses detalhes serão anunciados em breve, mas sem definir um prazo.
A este nível, podemos destacar que o português Tomás Alonso, profundo conhecedor da categoria Supersport 300, tendo sido várias vezes campeão nacional e atual campeão espanhol, estando a competir em 2025 precisamente no Mundial Supersport 300 a tempo inteiro, marcou presença na primeira ronda do Campeonato Nacional de Velocidade (CNV Moto) no circuito do Estoril.

Fez uma aparição surpresa aos comandos de uma CFMoto 675SR-R, com a equipa Quaresma Motos a definir essa participação em solo luso, e a estreia da moto em formato de corrida, como um “Momento que marca o início de um projeto experimental e visionário, que antecipa o fim da atual categoria 300 e aponta para o nascimento de uma nova era nas competições de velocidade, onde modelos como a 675SR-R prometem ser protagonistas”.
Com os diversos campeonatos nacionais de velocidade a adotarem medidas que visam renovar as suas categorias mais pequenas para se adaptarem ao que os motociclistas mais têm procurado nos concessionários, as motos do Mundial Sportbike deverão então ser estas desportivas de média cilindrada da nova geração.
Falta a confirmação oficial da FIM, que, como já referimos, ainda vai demorar algum tempo a ser divulgada.
Promovendo precisamente os modelos desportivos de média cilindrada como sendo uma oportunidade para equipas, pilotos e fabricantes mostrarem o que valem no Mundial Sportbike, a FIM, no seu comunicado, faz questão de relembrar que as Supersport 300 já nos deram a conhecer pilotos de craveira mundial e momentos que ficarão para a história do motociclismo.

Basta recordar que Marc Garcia foi o primeiro campeão SSP300 em 2017, ano em que Ana Carrasco se tornou na primeira mulher a vencer uma corrida mundial de circuito organizada pela FIM, sendo que a piloto espanhola viria a fazer história no ano seguinte, quando em 2018 se sagrou campeã SSP300, a primeira mulher a conquistar o título mundial numa competição onde homens e mulheres competem lado a lado.
Adrian Huertas, em 2021, foi mais um dos pilotos que aproveitou da melhor forma o ‘trampolim’ das SSP300 ao sagrar-se campeão e subindo depois às Supersport, onde se sagrou campeão em 2024.
E foi também em 2024 que Aldi Mahendra se tornou no primeiro indonésio a conquistar um título mundial de motociclismo, comprovando que a categoria não é dominada apenas pelos pilotos nascidos em nações com maior tradição a este nível.

Agora que estamos na última temporada das Supersport 300, as atenções começam a centrar-se no novo Mundial Sportbike que arrancará em 2026 e, espera-se, venha a permitir aos fãs assistir a grandes corridas, mas também aos pilotos, equipas e fabricantes encontrarem aqui o seu espaço para evoluírem.
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